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Brasil
21/05/2009 - 15h15

Ameaçado de impeachment, vice-governador do RS nega irregularidades de sua empresa

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WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para a Folha Online

O vice-governador do Rio Grande do Sul, Paulo Feijó (DEM), respondeu nesta quinta-feira às acusações do PSDB de que sua empresa assinou um contrato irregular com a Ulbra (Universidade Luterana do Brasil). O deputado estadual Coffy Rodrigues (PSDB-RS) ameaçou abrir um processo de impeachment contra Feijó por ato de improbidade administrativa.

O contrato foi firmado entre a Ulbra e a AFP (A. Paulo Feijó) Participações S.A. O "A" vem de "Afonso", primeiro nome do avô do atual vice-governador. De acordo com ele, a empresa iniciou suas atividades em 1933. "É uma holding que detém participações em empresas que atuam (ou atuaram) em diversos ramos de atividades", afirmou em nota.

Feijó nega as irregularidades ao dizer que que ao assinar o contrato ele ainda não ocupava o cargo de vice-governador. "Quando o contrato foi assinado eu ainda não havia assumido o governo do Estado. Sou acionista minoritário da empresa, não sendo diretor estatutário."

Ele também se defende ao dizer que a APF nunca atuou para empresas de governo municipal, estadual ou federal "e tampouco para qualquer estatal". "Qualquer exame jurídico do contrato evidencia sua absoluta legalidade", disse.

A operação acabou naufragando. Com a rescisão do contrato, a APF embolsou R$ 180 mil.

"Chantagem"

Segundo o deputado estadual Paulo Borges, correligionário de Feijó, a ameaça de impeachment por parte do PSDB foi uma tentativa de pressionar o DEM a não assinar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que pretende investigar o uso de caixa dois pela campanha eleitoral da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB).

Paulo Feijó rompeu com Yeda ainda nas eleições. Foi ele quem denunciou a suposta arrecadação ilegal de R$ 25 mil na campanha da tucana.

"Ele [Coffy Rodrigues] fez uma intimidação para que a gente não assinasse", afirmou Borges à Folha Online. "Eu considerei isso uma chantagem política."

Segundo o parlamentar, "o tiro saiu pela culatra". É que Borges e o colega de partido Marquinho Lang (DEM) ratificaram a CPI, subindo para 17 o número assinaturas. Para abrir a CPI, são necessários 19 dos 55 deputados da Assembleia.

A reportagem entrou em contato com o deputado Coffy Rodrigues, mas ainda não recebeu resposta.

Comentários dos leitores
O Pacificador (205) 26/11/2009 12h04
O Pacificador (205) 26/11/2009 12h04
"Servidores ameaçam greve contra plano de Yeda Crusius..."
Motivados por quem é contra a "meritocracia".
Que coisa horrível essa meritocracia, não é?
Aonde já se viu? Premiar quem trabalha mais, se esforça mais, supera metas...
Que coisa absurda...
O legal mesmo, para quem pensa assim, é a aquela imensa vala comum da mesmice...
Onde quem faz mais, é porque "quer aparecer"...
Tem gente, que ainda não percebeu que estamos no século XXI...
3 opiniões
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Igor Bevilaqua (733) 25/11/2009 09h24
Igor Bevilaqua (733) 25/11/2009 09h24
Pelo jeito..., pode ter "áudio, filme, pedaços de gente, dinheiro na cueca, ambulâncias, mensalões, mansões sonegadas, 181 diretores, fantasmas e etc...e etc..., podem ter milhares de provas contundentes contra "políticos e autoridades"..., nada disso vai adiantar e nada disso vai servir como provas..., neste país, para alguém ir para a cadeia e ser punido só tem um jeito..., precisa ser "POBRE"..., aí então, com poucas ou nenhuma prova, vai para a cadeia com certeza..., a Yeda, Agaciel, Zoghbi, Sarneys, Dantas, asseclas e quadrilhas, jamais serão presos ou sofrerão algum tipo de penalidade..., a grana alí é das grossas e o "stf" jamais vai deixar serem penalizados. 3 opiniões
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Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h03
Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h03
Alguém pode me dizer quando um ocupante do poder executivo foi preso, municipal, estadual ou federal? Se devolveram algum centavo para os cofres públicos.? 2 opiniões
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