Ameaçado de impeachment, vice-governador do RS nega irregularidades de sua empresa
WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para a Folha Online
O vice-governador do Rio Grande do Sul, Paulo Feijó (DEM), respondeu nesta quinta-feira às acusações do PSDB de que sua empresa assinou um contrato irregular com a Ulbra (Universidade Luterana do Brasil). O deputado estadual Coffy Rodrigues (PSDB-RS) ameaçou abrir um processo de impeachment contra Feijó por ato de improbidade administrativa.
O contrato foi firmado entre a Ulbra e a AFP (A. Paulo Feijó) Participações S.A. O "A" vem de "Afonso", primeiro nome do avô do atual vice-governador. De acordo com ele, a empresa iniciou suas atividades em 1933. "É uma holding que detém participações em empresas que atuam (ou atuaram) em diversos ramos de atividades", afirmou em nota.
Feijó nega as irregularidades ao dizer que que ao assinar o contrato ele ainda não ocupava o cargo de vice-governador. "Quando o contrato foi assinado eu ainda não havia assumido o governo do Estado. Sou acionista minoritário da empresa, não sendo diretor estatutário."
Ele também se defende ao dizer que a APF nunca atuou para empresas de governo municipal, estadual ou federal "e tampouco para qualquer estatal". "Qualquer exame jurídico do contrato evidencia sua absoluta legalidade", disse.
A operação acabou naufragando. Com a rescisão do contrato, a APF embolsou R$ 180 mil.
"Chantagem"
Segundo o deputado estadual Paulo Borges, correligionário de Feijó, a ameaça de impeachment por parte do PSDB foi uma tentativa de pressionar o DEM a não assinar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que pretende investigar o uso de caixa dois pela campanha eleitoral da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB).
Paulo Feijó rompeu com Yeda ainda nas eleições. Foi ele quem denunciou a suposta arrecadação ilegal de R$ 25 mil na campanha da tucana.
"Ele [Coffy Rodrigues] fez uma intimidação para que a gente não assinasse", afirmou Borges à Folha Online. "Eu considerei isso uma chantagem política."
Segundo o parlamentar, "o tiro saiu pela culatra". É que Borges e o colega de partido Marquinho Lang (DEM) ratificaram a CPI, subindo para 17 o número assinaturas. Para abrir a CPI, são necessários 19 dos 55 deputados da Assembleia.
A reportagem entrou em contato com o deputado Coffy Rodrigues, mas ainda não recebeu resposta.
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Especial


Motivados por quem é contra a "meritocracia".
Que coisa horrível essa meritocracia, não é?
Aonde já se viu? Premiar quem trabalha mais, se esforça mais, supera metas...
Que coisa absurda...
O legal mesmo, para quem pensa assim, é a aquela imensa vala comum da mesmice...
Onde quem faz mais, é porque "quer aparecer"...
Tem gente, que ainda não percebeu que estamos no século XXI...
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