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Brasil
21/05/2009 - 16h08

Senado vai investigar denúncia de funcionário fantasma no gabinete da liderança do PMDB

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O Senado vai instaurar sindicância para investigar denúncia de que o consultor legislativo Renato Friedman é servidor concursado da Casa e funcionário fantasma da liderança do PMDB há cinco meses. O primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), solicitou a investigação à diretoria-geral da Casa para apurar se houve irregularidades na contratação do servidor.

Reportagem da Folha publicada nesta quinta-feira afirma que o servidor ganha R$ 15 mil por mês para dar expediente em Brasília no gabinete comandado por Renan Calheiros (PMDB-AL), líder do partido no Senado. Mas Friedman dá expediente na loja de móveis da família, em Porto Alegre (RS).

"Temos que ver se é um caso isolado ou se tem mais gente usando dessa prática", disse o primeiro-secretário.

A reportagem informa que o servidor entrou com pedido de férias e licença não remunerada ontem, após a Folha procurar Renan e Friedmann para apurar a denúncia. Renan devolveu o funcionário para a Consultoria Legislativa do Senado, onde ele estava lotado até novembro de 2008.

O ex-líder do PMDB no Senado Valdir Raupp (PMDB-RO), defendeu a demissão do servidor depois de ser informado das irregularidades. "Esse rapaz tem que ser demitido por justa causa. Ele agiu de má fé, entrou na liderança, pediu licença do cargo e nunca mais voltou", disse Raupp.

O senador afirma que ele e Renan não tinham conhecimento do expediente de Friedmam no sul do país. "Nem eu sabia nem o Renan. Eu o vi algumas vezes, mas nem lembro da sua fisionomia. Reconheço que pode ter havido falta de controle de algum setor da Casa", afirmou Raupp.

Comentários dos leitores
Rodrigo Vieira de Morais (185) 04/12/2009 09h39
Rodrigo Vieira de Morais (185) 04/12/2009 09h39
Coitado dos ruralistas, tão pobrezinhos, são responsáveis pela alimentação do povo brasileiro, dão sempre condições boas aos seus trabalhadores, não dão calote aos trabalhadores, promovem o reflorestamento, usam veículos antigos e sucateados, o governo não os ajuda com subsídios agrícolas, eles moram nas fazendas em condições precárias.
O ministro não tinha o direito de ofendê-los. Ministro mau.
13 opiniões
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roberto lima (2) 04/12/2009 09h10
roberto lima (2) 04/12/2009 09h10
todo excesso é prejudicial a democracia, com devido respeito, precisamos entender que, estamos progedindo e acusações descabidas não levam a nada, precisamos sim, fazer valer a lei, para que o estado democratico seja respeitado, homens com verdadeiro espirito publico, não devem ser sectarios, nem fomentar lutas de classes, pois isto é, pessimo para o país. sem opinião
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ANIBAL FAGUNDES (40) 04/12/2009 08h17
ANIBAL FAGUNDES (40) 04/12/2009 08h17
Vamos refrescar a memoria de muita gente envolvida neste assunto.Na decada de 1970 o governo milagroso para azeitar o seu milagre, encostou na parede quem tinha colonos em sua fazenda e o que isso provocou, exodo rural que aumentou as favelas e a violencia nas cidades e os sem terra.Vivendo de bicos os colonos expulsos das fazendas mais tarde criaram o MST que virou uma grande dor de cabeça para latifundiarios e terras não aproveitadas adequadamente.Mas os ruralistas não sobrevivem sem o governo e o seus creditos, pois até mesmo as amantes de muito fazendeiros acabam sendo beneficiadas com o credito rural que sustenta muita gente por esse Brasil afora. sem opinião
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