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Brasil
22/05/2009 - 21h45

PSDB do Rio Grande do Sul abre contas de campanha de Yeda de 2006

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da Folha Online

O PSDB do Rio Grande do Sul apresentou ontem as contas do partido, do comitê financeiro e da campanha eleitoral de 2006, quando a governadora Yeda Crusius (PSDB) foi eleita. O objetivo dos tucanos foi comprovar que não houve irregularidade nas doações, em especial os R$ 400 mil questionados em reportagem da revista "Veja".

O ex-tesoureiro da campanha Rubens Bordini e o ex-presidente estadual da legenda Bercílio Silva também colocaram à disposição os sigilos fiscal, bancário e telefônico como forma de mostrar que não tiveram enriquecimento ilícito ou participaram de esquema de caixa dois.

"Fizemos tudo como manda a lei. Como cidadão, resolvi abrir as minhas contas [sigilos] porque não tenho nada a esconder", afirmou Berílio.

A revista informou há duas semanas que teve acesso a áudios de conversas entre o empresário Lair Ferst, um dos ex-coordenadores da campanha tucana em 2006, com Marcelo Cavalcante, ex-assessor de Yeda. Cavalcante morreu em fevereiro, em Brasília.

Para a revista, os áudios revelam que Cavalcante admite que, depois do segundo turno da eleição de 2006, coletou R$ 200 mil da Alliance One e outros R$ 200 mil da CTA Continental, empresas de fumo.

Segundo Bercílio, houve uma confusão "intencional ou não" porque o dinheiro foi doado para o partido, que repassou por meio de cheque à campanha de Yeda.

Além do suposto caixa dois, o governo Yeda também é suspeito de desvio de dinheiro no Detran-RS e fraude em licitações. As supostas irregularidades podem motivar a instalação de uma CPI na Assembleia Legislativa. A bancada do PT conseguiu 16 das 19 assinaturas necessárias para instalar uma CPI para investigar o governo Yeda.

Hoje, a cúpula do PSDB divulgou um manifesto de apoio à governadora. No documento, os tucanos reiteram o "enorme respeito" que têm pela governadora e por sua trajetória política "construída com competência e respeito aos princípios éticos".

O documento é assinado pelo presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), os governadores tucanos José Serra (São Paulo), Aécio Neves (Minas Gerais), José de Anchieta Júnior (Roraima) e Teotônio Vilela Filho (Alagoas), além dos líderes do partido no Senado, Arthur Virgílio (AM), e na Câmara, José Aníbal (SP).

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (756) 09/12/2009 15h06
Igor Bevilaqua (756) 09/12/2009 15h06
Todo brasileiro sabe, masss..., se cala diante de maracutaias e falcatruas..., não é segredo para ninguém que os corruptos e bandidos de gravata, colocam todo produto de corrupção e roubo no nome de parentes, amigos, proles e as vezes até de "fantasmas"..., o povo finge que não sabe de nada..., é pura covardia. sem opinião
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Louis Fod (338) 09/12/2009 10h51
Louis Fod (338) 09/12/2009 10h51
Monica Rego,
ninguem protegeu mais o Daniel Dantas que Gilmáááá Mendes, ministro queridinho dos petralhas.
O STF esta corrompido e se tem algo que pode unir Dantas, PT e o resto, isso se chama
conta em paraíso fiscal
( opportunity, uma palavra um tanto macarrônica ...
pouco usada por quem é anglo-saxão, tanto pode
significar chance quanto oportunismo ).
Lulla ja disse : " A imagem não dizx tudo".
Mande uma cueca GG extra super larga para o chefão.
sem opinião
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Francisco Nabor (111) 09/12/2009 02h56
Francisco Nabor (111) 09/12/2009 02h56
Este escândalo do PSDB do RS envolvendo a desgovernadora Yeda seria um dos braços arrecadadores da campanha do partido para 2010, junto com o mensalão do Arrudão no DF, os dois foram pro espaço. Quanto quer apostar q o Nosferatu vai desistir de ser candidato? sem opinião
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