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Brasil
25/05/2009 - 14h30

Lula está preocupado com as consequências da CPI da Petrobras, diz Múcio

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Em reunião nesta segunda-feira com o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), líder do PMDB no Senado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mostrou-se preocupado com os efeitos que a CPI da Petrobras possa trazer aos investimento da estatal. Na conversa, que durou cerca de 40 minutos, Lula demonstrou sua preocupação ao lembrar que a comissão será a mais importante até o final do seu governo por investigar a maior empresa estatal do país.

"Essa é uma CPI importante, talvez a maior de todas nesse ano e meio que está faltando de governo, por se tratar da maior empresa do Brasil. A preocupação do presidente, e a conversa baseou-se basicamente nisso, é que não haja uma inibição dos investimentos, na própria dinâmica da Petrobras necessária ao Brasil neste momento", disse o ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais).

O ministro negou que Lula que tenha feito um apelo para o PMDB manter-se alinhado ao Palácio do Planalto durante as investigações, mas admitiu que o governo tem "consciência da necessidade do PMDB" na CPI --já que o partido vai indicar a maioria dos oito senadores titulares da comissão.

"Como se trata da maior empresa do país que exerce um papel importante neste momento, eu acho que o fogo amigo não chegar nem por perto [na CPI]. Todos terão responsabilidade, inclusive a oposição, eu tenho absoluta certeza que vão fazer trabalho responsável."

Múcio também negou que Renan tenha pedido para o PMDB aumentar sua participação no governo federal, com oferta de cargos, em troca de manter a legenda alinhada ao Palácio do Planalto na CPI.

"O governo tem consciência da necessidade do PMDB. O PMDB entende que é um grande partido do governo. Não houve nenhuma demanda nessa área [cargo]. Não houve nada, vocês vão ver ao longo do processo que nada disso aconteceu", disse.

Indicações

O ministro afirmou que não há preocupação do governo em "controlar" a CPI da Petrobras, o que inclui as indicações dos partidos da base aliada governista que vão compor a comissão. "Não se falou em nome, isso vai depender dos líderes do Senado. O regimento da Casa diz que há indicação de oito nomes para o governo, três da oposição. Como toda CPI do Senado, vai se obedecer os mesmos ritos que se obedeceu até hoje", disse Múcio.

Comentários dos leitores
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
A oposição recomeçou o processo de privatização da Petrobras, antes mesmo de chegar ao poder.
Saudações
Dario
sem opinião
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Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Pela reportagem de valdo cruz, de 04.09.09, ver-se claaramente que a petrobrás não pertence mais ao brasil. Não tem ações ordinárias, (poder de voto) nem preferenciais, (nem lucra com ela). Isso bate com o que dilma falou, o pré-sal não trará benefícios para o brasil, ou seja o que produzir vai lá pra fora. Então pra que ficarem com essa balela de petróleo, que já não é mais nosso, se ele só traz mais dor de cabeça para a população? Esse governo não entende que preços altos só implica em pagamento de rendimentos para os acionistas e nenhum benefício para o país?
PETROBRÁS NÃO É BRASILEIRA= VALE, entre outras.
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Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
A nossa apatia com as tais CPIs tem fundamento porque, aqueles que estão no poder, movimentam todos os instrumentos para brecarem qualquer investigação.
Por isso, presido uma associação que aciona o Ministério Público. Sempre aconselhamos os políticos que desejam apurar irregularidades a fazerem o mesmo. E foi isso que o senador Álvaro Dias fez.
Ele entregou 18 representações à Procuradoria-Geral da União, contra a Petrobras. Os documentos apontam irregularidades cometidas pela atual administração da estatal e algumas de suas subsidiárias.
Infelizmente, não conseguimos extinguir o foro privilegiado.
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