Aliados vão usar regimento para atrasar o começo da CPI da Petrobras do Senado
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A base aliada vai usar todo o tempo previsto pelo regimento interno do Senado para indicar os senadores que vão integrar a CPI da Petrobras. Com a disposição de atrasar o início das investigações, os governistas articulam nomes alinhados com o Palácio do Planalto para evitar arranhões na imagem da empresa.
O PMDB, partido que tem direito a pelo menos três das oito vagas de titulares na CPI, pretende formalizar as indicações amanhã --quando termina oficialmente o prazo previsto pelo regimento.
O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), disse a interlocutores que vem encontrando dificuldades para escolher os peemedebistas que vão compor a comissão diante do excesso de senadores da bancada interessados em participar das investigações. Em ano pré-eleitoral, muitos parlamentares estão dispostos a integrar a CPI para ganhar visibilidade e poder de barganha junto ao Poder Executivo.
A demora do líder governista também evita que a comissão já se reúna esta semana. Com o fim do prazo para os líderes indicarem os integrantes da comissão, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ainda pode demorar pelo menos três dias para escolher integrantes da comissão que não forem indicados pelos líderes partidários. Na prática, a CPI da Petrobras deve ser instalada oficialmente na semana que vem.
Os governistas apostam na demora para a instalação efetiva da CPI uma vez que o PSDB decidiu recorrer à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado para reivindicar mais uma vaga entre os titulares da comissão. Os tucanos argumentam que a distribuição de oito cadeiras para a base aliada governista e três para a oposição não corresponde à divisão das bancadas partidárias na Casa.
O PSDB quer que a oposição fique com quatro vagas e titulares, contra sete dos governistas. Sarney já negou oficialmente o pedido dos tucanos, mas o PSDB promete levar a briga à CCJ --o que pode também adiar o início dos trabalhos da CPI.
Conversa
Renan se reuniu hoje por cerca de meia hora com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir a CPI da Petrobras. Aliados do peemedebista negam que ele tenha barganhado cargos no Poder Executivo em troca de indicações de senadores mais alinhados ao Palácio do Planalto para a comissão.
O ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) disse que não houve pedidos, uma vez que Lula não vai interferir na escolha dos senadores. Na segunda parte do encontro, o senador Gim Argello (PTB-DF) e os ministros Múcio e Franklin Martins (Comunicação Institucional) participaram das discussões.
O líder do PMDB já decidiu que não vai indicar os quatro senadores do partido que assinaram o requerimento de criação da CPI: Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE), Pedro Simon (PMDB-RS), Mão Santa (PMDB-PI) e Geraldo Mesquita (PMDB-AC). Como o PMDB orientou a bancada a não aderir à criação da CPI, Renan não está disposto a escolher senadores que desrespeitaram a sua determinação.
Os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Valdir Raupp (PMDB-RO) já se mostraram dispostos a integrar a CPI. Jucá é cotado para assumir a relatoria, mas Renan nega já ter definido os nomes dos peemedebistas que vão integrar a comissão.
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Parece ter atingido também à moderação em face à lentidão fora do comum na edição das opiniões. Talvez fosse conveniente, em respeito, se é que existe, ao participante um simples comunicado. A dúvida nunca foi boa conselheira; diversamente, é péssima. Mormente entre supostos parceiros envolvidos em um caso supostamente comum: informação.
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CPI da petrobrás não chegou a lugar nenhum, previsível a maioria é do pt ou tropa de choque, são ratos cuidando do queijo...
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-- o seu dinheiro é a nossa energia --
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Ali sempre foi um caso de polícia.
Aparelhamento partidário de uma empresa de capital misto, pública para todos os efeitos, com evidências de desvio da receita para fins eleitoreiros, seria mais do que o suficiente para uma intervenção.
Mas parece que nossa "justiça", nesse caso ao menos, prefere olhar para o outro lado.
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