Brasil
25/05/2009 - 19h32

Tarso diz que torce para que CPI da Petrobras não seja palco de "bravata eleitoral"

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DIANA BRITO
colaboração para a Folha Online, no Rio

O ministro Tarso Genro (Justiça) disse nesta segunda-feira que torce que a CPI da Petrobras não seja palco de "bravata eleitoral". Para Tarso, qualquer irregularidade com a empresa envolvendo petistas, tucanos ou outras instituições deve ser "tecnicamente" apurada.

"Tomara que seja só uma CPI técnica, profunda e séria como deve ser uma CPI, apresentado resultados para promover retificações ou correções. Que não seja palco iluminado para fazer bravata eleitoral. Eu acho que os nossos parlamentares estão maduros para fazer uma CPI séria e não prejudicar a Petrobras, uma empresa importantíssima para o futuro do país", afirmou o ministro após receber o título de cidadão carioca na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Sobre a denúncia de repasses da Petrobras para programas ligados a petistas, Tarso disse acreditar no adiantamento de um ambiente eleitoral.

"Isso não pode se transformar em uma questão política. Uma empresa como a Petrobras tem que ser fortalecida por todos os partidos. A Petrobras não é do PT nem do governo, é do Estado brasileiro. É uma empresa que tem um papel fundamental no nosso processo de resistência à crise [econômica mundial]", afirmou.

Campanha

O ministro voltou a confirmar sua candidatura ao governo do Rio Grande do Sul e negou que a direção do PT tenha contestado a antecipação da campanha. Tarso afirmou que o partido apenas segue o calendário eleitoral da legenda.

"Eu não estou sendo contestado pelo presidente do PT nem pela direção do partido. O que o presidente do PT contestou foi o calendário que não foi eu quem instituiu, foi a direção do partido. O calendário que nós estamos cumprindo e que vamos cumpri-lo até o fim para ter um indicativo em julho para sondar um sistema de alianças que nos dê grande possibilidade de vitória, seja quem for o candidato", afirmou.

Tarso também descartou a possibilidade de o PT formar aliança com o PMDB no Rio Grande do Sul, apesar de ter promovido a integração entre os dois partidos no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o ministro, não se deve esquecer que os espaços regionais tem uma lógica que foge à presença nacional do partido.

"Nós queremos fazer uma aliança com o PDT. Agora o PMDB sempre patrocinou as coalizões de uma forma hostil ao PT, o que é um direito deles mas isso impede que lá nós façamos uma coalizão", disse.

Comentários dos leitores
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
A oposição recomeçou o processo de privatização da Petrobras, antes mesmo de chegar ao poder.
Saudações
Dario
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Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Pela reportagem de valdo cruz, de 04.09.09, ver-se claaramente que a petrobrás não pertence mais ao brasil. Não tem ações ordinárias, (poder de voto) nem preferenciais, (nem lucra com ela). Isso bate com o que dilma falou, o pré-sal não trará benefícios para o brasil, ou seja o que produzir vai lá pra fora. Então pra que ficarem com essa balela de petróleo, que já não é mais nosso, se ele só traz mais dor de cabeça para a população? Esse governo não entende que preços altos só implica em pagamento de rendimentos para os acionistas e nenhum benefício para o país?
PETROBRÁS NÃO É BRASILEIRA= VALE, entre outras.
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Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
A nossa apatia com as tais CPIs tem fundamento porque, aqueles que estão no poder, movimentam todos os instrumentos para brecarem qualquer investigação.
Por isso, presido uma associação que aciona o Ministério Público. Sempre aconselhamos os políticos que desejam apurar irregularidades a fazerem o mesmo. E foi isso que o senador Álvaro Dias fez.
Ele entregou 18 representações à Procuradoria-Geral da União, contra a Petrobras. Os documentos apontam irregularidades cometidas pela atual administração da estatal e algumas de suas subsidiárias.
Infelizmente, não conseguimos extinguir o foro privilegiado.
sem opinião
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