Brasil
25/05/2009 - 19h46

PSDB consulta a CCJ do Senado para ampliar a participação da oposição na CPI

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MÁRCIO FALCÃO
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), decidiu nesta segunda-feira mudar a estratégia para tentar conseguir mais uma vaga para a oposição entre os titulares da CPI da Petrobras. Ao invés de apresentar um recurso à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), o tucano vai fazer uma consulta à comissão. Com o recurso, a instalação da comissão de inquérito poderia ser adiada até que a CCJ desse uma resposta. A consulta, por outro lado, não impede o início dos trabalhos.

Segundo Virgílio, se a avaliação da CCJ for positiva, a vaga poderá ser criada com a CPI em andamento. O tucano espera contar com a ajuda do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), presidente da CCJ, para acelerar a análise da consulta. "Essa é a melhor saída regimental para não atrapalhar nem retardar os trabalhos. Portanto, se tiver um posicionamento favorável, vamos buscar nossos direitos", afirmou.

Os oposicionistas tentaram na semana passa aumentar de três para quatro as vagas de titulares do DEM e PSDB porque sustentam que a divisão dos integrantes da CPI deve ter como base o tamanho das bancadas partidárias no momento em que os senadores foram diplomados --e não tomando como parâmetro a quantidade atual de parlamentares na Casa.

A mudança permitiria aumentar uma vaga para o DEM ou PSDB na comissão, uma vez que a oposição tinha mais senadores na data da diplomação do que no quadro atual das bancadas.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), rejeitou o pedido. Pela divisão anunciada no Senado, a base aliada do governo ficaria com oito das 11 vagas de titulares da comissão. O DEM e o PSDB ficariam as três vagas restantes de titulares. O desequilíbrio de forças se repete também nas vagas de suplentes. Dos sete senadores que vão ocupar a suplência da CPI, cinco vão ser de partidos governistas, enquanto dois da oposição.

Pela divisão atual, o PMDB e o PT ficariam com três vagas de titulares, enquanto o PTB e o PDT com uma cadeira. O DEM e o PSDB (minoria) vão dividir as três vagas da oposição. As três vagas restantes são destinadas ao bloco de apoio ao governo federal no Senado, que podem ser repartidas pelos próprios partidos governistas.

Comentários dos leitores
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
A oposição recomeçou o processo de privatização da Petrobras, antes mesmo de chegar ao poder.
Saudações
Dario
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Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Pela reportagem de valdo cruz, de 04.09.09, ver-se claaramente que a petrobrás não pertence mais ao brasil. Não tem ações ordinárias, (poder de voto) nem preferenciais, (nem lucra com ela). Isso bate com o que dilma falou, o pré-sal não trará benefícios para o brasil, ou seja o que produzir vai lá pra fora. Então pra que ficarem com essa balela de petróleo, que já não é mais nosso, se ele só traz mais dor de cabeça para a população? Esse governo não entende que preços altos só implica em pagamento de rendimentos para os acionistas e nenhum benefício para o país?
PETROBRÁS NÃO É BRASILEIRA= VALE, entre outras.
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Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
A nossa apatia com as tais CPIs tem fundamento porque, aqueles que estão no poder, movimentam todos os instrumentos para brecarem qualquer investigação.
Por isso, presido uma associação que aciona o Ministério Público. Sempre aconselhamos os políticos que desejam apurar irregularidades a fazerem o mesmo. E foi isso que o senador Álvaro Dias fez.
Ele entregou 18 representações à Procuradoria-Geral da União, contra a Petrobras. Os documentos apontam irregularidades cometidas pela atual administração da estatal e algumas de suas subsidiárias.
Infelizmente, não conseguimos extinguir o foro privilegiado.
sem opinião
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