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Brasil
26/05/2009 - 12h48

Base aliada desafia oposição e articula ficar com presidência e relatoria da CPI da Petrobras

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A base aliada no Senado não pretende ceder a presidência da CPI da Petrobras à oposição. Mesmo com a disposição do DEM de colocar na presidência o senador Antônio Carlos Magalhães Júnior (BA), que tem perfil "moderado", os governistas vão brigar para ficar com os dois cargos de comando da comissão: presidência e relatoria.

"Quem pediu a CPI foi a oposição. Então eles vão lá e coloquem pessoas para investigar. Daí a você fazer acordo para entregar posições na CPI é diferente", disse o senador Gim Argello (PTB-DF), um dos principais articuladores dos governistas na CPI da Petrobras.

Informalmente, senadores da base aliada do governo haviam se mostrado dispostos a ceder a presidência da CPI a ACM Júnior. O Palácio do Planalto, no entanto, entrou em campo para evitar que o DEM ou o PSDB fique com o comando da comissão.

Reportagem da Folha publicada nesta terça-feira afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), que não faça nenhum acordo para ceder à oposição a presidência da CPI da Petrobras.

Lula solicitou que a presidência e a relatoria, os dois cargos mais importantes da CPI, fiquem com aliados do Planalto no Senado. Renan teria concordado.

Na semana passada, Renan aventou, nos bastidores, fazer um acordo para que o senador ACM Jr. (DEM-BA) ficasse com a presidência e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), ficasse com a relatoria.

Em ano pré-eleitoral, o presidente não quer deixar o comando de uma CPI que considera inconveniente e com potencial explosivo nas mãos de um oposicionista. Lula e Renan se reuniram ontem na sede provisória da Presidência, no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil). Os dois conversaram por meia hora.

Indicações

Os líderes partidários têm até o final do dia de hoje para indicar os integrantes da CPI da Petrobras. As conversas prometem avançar nos bastidores ao longo desta terça-feira, embora oficialmente os governistas afirmem que ainda não negociam o comando da comissão.

"O Brasil, por ter economia forte, está passando ao largo dessa crise. E estamos pegando a maior empresa desse país, a segunda mais rentável do mundo. Isto nós temos que ter muita atenção. Temos que ter muito cuidado, é dever do Senado fiscalizar, mas com muita atenção", disse Argello.

O DEM e o PSDB devem reunir suas bancadas no início da tarde para criticar a disposição do governo em centralizar a presidência e a relatoria da CPI. A oposição argumenta que, como responsável por pedir a criação da comissão, tem o direito de ficar com a presidência da CPI da Petrobras.

Alguns governistas argumentam, por outro lado, que a oposição perdeu a chance de negociar depois que rompeu o acordo firmado na semana passada de suspender a instalação da CPI no Senado.

Comentários dos leitores
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
A oposição recomeçou o processo de privatização da Petrobras, antes mesmo de chegar ao poder.
Saudações
Dario
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Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Pela reportagem de valdo cruz, de 04.09.09, ver-se claaramente que a petrobrás não pertence mais ao brasil. Não tem ações ordinárias, (poder de voto) nem preferenciais, (nem lucra com ela). Isso bate com o que dilma falou, o pré-sal não trará benefícios para o brasil, ou seja o que produzir vai lá pra fora. Então pra que ficarem com essa balela de petróleo, que já não é mais nosso, se ele só traz mais dor de cabeça para a população? Esse governo não entende que preços altos só implica em pagamento de rendimentos para os acionistas e nenhum benefício para o país?
PETROBRÁS NÃO É BRASILEIRA= VALE, entre outras.
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Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
A nossa apatia com as tais CPIs tem fundamento porque, aqueles que estão no poder, movimentam todos os instrumentos para brecarem qualquer investigação.
Por isso, presido uma associação que aciona o Ministério Público. Sempre aconselhamos os políticos que desejam apurar irregularidades a fazerem o mesmo. E foi isso que o senador Álvaro Dias fez.
Ele entregou 18 representações à Procuradoria-Geral da União, contra a Petrobras. Os documentos apontam irregularidades cometidas pela atual administração da estatal e algumas de suas subsidiárias.
Infelizmente, não conseguimos extinguir o foro privilegiado.
sem opinião
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