Brasil
26/05/2009 - 15h44

PSDB desiste de recorrer à CCJ do Senado para ter mais vagas em CPI da Petrobras

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O PSDB desistiu de recorrer à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado para aumentar as vagas da oposição na CPI da Petrobras. O partido teme que o recurso atrase o início dos trabalhos da comissão, por isso vai apenas apresentar um projeto de resolução ao Senado para tentar modificar o atual modelo de divisão das vagas das CPIs.

"A gente não quer atrapalhar o início da CPI. Vamos apresentar o projeto para dirimir essa dúvida. E também vamos deixar claro ao presidente [do Senado] José Sarney [PMDB-AP] que consideramos a resposta dele vazia. Mas não vamos fazer disso um cavalo de batalha para não prejudicar a CPI", disse Virgílio.

Sarney negou o pedido da oposição para aumentar de três para quatro as vagas de titulares do DEM e do PSDB na CPI da Petrobras. O presidente do Senado disse que a divisão das cadeiras tomou como base o tamanho das bancadas dos partidos na Casa, por isso a oposição ficou com apenas três das onze cadeiras de titulares na CPI.

Virgílio, por sua vez, afirma que a divisão deveria tomar como base o tamanho das bancadas partidárias no dia em que os senadores foram diplomados nos cargos, e não o atual tamanho de cada legenda no Senado. "Eu vou dizer que aceitamos a decisão do presidente Sarney, mas vou expor meus argumentos", disse o tucano.

O PSDB ainda vai apresentar consulta à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) sobre a divisão das vagas na CPI da Petrobras. A consulta, no entanto, não impede que a CPI comece a trabalhar.

Os governistas esperavam o recurso da oposição para definir as indicações dos senadores que vão integrar a comissão. A ordem dentro da base aliada é retardar as indicações para postergar o início das investigações, uma vez que o Palácio do Planalto é contrário à CPI para evitar danos à imagem da Petrobras em meio à crise econômica internacional.

Comando da CPI

Virgílio pretende enfrentar os governistas na divisão dos cargos de comando da CPI. A base aliada trabalha para ficar com a presidência e a relatoria da comissão, mas o líder tucano disse esperar que o "bom senso" prevaleça sobre a Casa permitindo que o DEM ou o PSDB fique com um dos cargos de comando da CPI.

"Eu considero um desatino não termos a presidência da CPI, já que o Senado sempre seguiu a regra do rodízio", afirmou.

Pela tradição da Casa, governo e oposição dividem os comandos das comissões parlamentares de inquérito. Como o DEM indicou o senador Demóstenes Torres (GO) para a relatoria da CPI da Pedofilia, última comissão instalada na Casa, a oposição agora reivindica a presidência da CPI da Petrobras.

Comentários dos leitores
josé reis barata barata (3429) 11/11/2009 14h38
josé reis barata barata (3429) 11/11/2009 14h38
Apagão!
Parece ter atingido também à moderação em face à lentidão fora do comum na edição das opiniões. Talvez fosse conveniente, em respeito, se é que existe, ao participante um simples comunicado. A dúvida nunca foi boa conselheira; diversamente, é péssima. Mormente entre supostos parceiros envolvidos em um caso supostamente comum: informação.
sem opinião
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Louis Fod (314) 11/11/2009 10h29
Louis Fod (314) 11/11/2009 10h29
Oh Cassio! Fala um pouco sobre o Sarney, da tropa de choque, Renan Calheiros e Fernando Collor de Melo ... Por que será que quando alguém é pago para defender o governo seu único argumento é a economia?
CPI da petrobrás não chegou a lugar nenhum, previsível a maioria é do pt ou tropa de choque, são ratos cuidando do queijo...
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-- o seu dinheiro é a nossa energia --
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O Pacificador (133) 11/11/2009 08h05
O Pacificador (133) 11/11/2009 08h05
O (o)caso da Petrobras, nunca foi algo que deveria ser tocado por uma CPI.
Ali sempre foi um caso de polícia.
Aparelhamento partidário de uma empresa de capital misto, pública para todos os efeitos, com evidências de desvio da receita para fins eleitoreiros, seria mais do que o suficiente para uma intervenção.
Mas parece que nossa "justiça", nesse caso ao menos, prefere olhar para o outro lado.
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