Brasil
26/05/2009 - 16h18

Procurador da Satiagraha diz que troca de telefonemas com Protógenes foi normal

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WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para Folha Online

O procurador da República em São Paulo Rodrigo de Grandis classificou nesta terça-feira como normal a troca de telefonemas com o delegado Protógenes Queiroz durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal. O delegado presidiu a primeira fase das investigações e o procurador ofereceu a denúncia contra os indiciados pela PF.

Deflagrada em julho de 2008, a Operação Satiagraha investiga supostos crimes financeiros atribuídos ao banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity.

Ontem, ao acatar a denúncia do Ministério Público Federal contra Protógenes por violação de sigilo e fraude processual, o juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Federal de São Paulo, registrou em sua decisão a existência de vários telefonemas entre Protógenes, De Grandis e o juiz do caso, Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal de São Paulo. Os telefonemas teriam ocorrido no período da investigação e entre o primeiro e o segundo pedido de prisão de Dantas.

"Isso não me preocupa de maneira alguma porque o procedimento do Ministério Público Federal e do procurador encarregado do caso é conversar com o delegado que preside as investigações. Isso é comum e regular. Não aconteceu só na Satiagraha. Seria absurdo, irregular, anormal o fato de procurador ou o delegado conversar com o investigado. Se tivesse uma ligação entre Daniel Dantas e o procurador", afirmou De Grandis.

O procurador também criticou a posição do juiz ao avaliar o mérito das provas da Satiagraha. Segundo De Grandis, Mazloum não pode fazer uma antecipação do mérito das provas porque ele não é o juiz do caso.

"Essas provas devem ser analisadas pelo juiz natural, que é o doutor Fausto De Sanctis. [...] O Tribunal Regional Federal da 3ª Região já decidiu por habeas corpus por votação unânime que as provas são válidas. A participação da Abin [Agência Brasileira de Inteligência] na investigação é regular e legítima. Então esse tipo de decisão por parte do magistrado [Mazloum] não influencia em nada porque o Tribunal Regional Federal já decidiu sobre isso", afirmou De Grandis.

Comentários dos leitores
Nelson Vaughan (107) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (107) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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jeferson pereira maciel (1) 18/11/2009 19h57
jeferson pereira maciel (1) 18/11/2009 19h57
É uma falta de respeito com nos paraence o que o Bancario esta fazendo. nosso estado não deve se cala diante de tanta omilhação, temos que nos valorizar, somos pequenos diante dele mas somos capazes. 2 opiniões
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Comentarista Brasil (88) 17/11/2009 12h41
Comentarista Brasil (88) 17/11/2009 12h41
Em qualquer país decente do mundo um delegado como esse que foi afastado já estaria preso. Mas no Brasil parece que ele vai virar herói, no que depender, é claro, dos paladinos da moralidade (alheia, é claro). No mais, parabéns ao STF e ao CNJ, que têm corrigido os delírios de alguns juízes que ainda pensam ser deuses, mas estão aprendendo, em público e para o país todo ver, que manda quem pode e obedece quem tem juízo. É isso, simples assim, queiram ou não algumas viuvinhas. 15 opiniões
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