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Brasil
26/05/2009 - 20h00

Procurador da Satiagraha nega que processo contra Protógenes ajude Daniel Dantas

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WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para a Folha Online

O procurador da República em São Paulo Rodrigo de Grandis afirmou nesta terça-feira que o banqueiro Daniel Dantas dificilmente se beneficiará da denúncia aceita ontem pelo juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Federal de São Paulo, contra o delegado Protógenes Queiroz, da Polícia Federal. Ele vai responder pelos crimes de violação de sigilo funcional e fraude processual durante as investigações da Operação Satiagraha.

15.abr.2009 - Lula Marques/Folha Imagem
Protógenes diz que acusações contra ele enfraquecem investigações da Satiagraha
Protógenes diz que acusações contra ele enfraquecem investigações da Satiagraha

Protógenes chefiou a primeira fase da Operação, que apura supostos crimes financeiros atribuídos ao banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity. Ele acabou afastado das investigações.

Segundo de Grandis, que é o procurador responsável pela Satiagraha, uma decisão anterior do Tribunal Regional Federal da 3ª Região vai anular qualquer tentativa da defesa de Dantas de utilizar em seu benefício a denúncia contra Protógenes.

"Eu acho que a defesa [de Dantas] talvez use aquilo que eventualmente o juiz possa vir a decidir. Agora, o exame de legalidade da Operação compete ao juiz natural da causa, que é o doutor Fausto De Sanctis", disse. "O TRF já reconheceu a legalidade da participação da Abin [Agência Brasileira de Inteligência] e até o momento a investigação continua em andamento porque não houve qualquer decisão anulando a investigação."

Provas

Segundo a denúncia, Protógenes cometeu violação de sigilo funcional ao convidar um produtor de TV Globo para gravar a tentativa de assessores de Dantas --Humberto Braz e Hugo Chicaroni-- de subornar um delegado da PF para excluir o nome do banqueiro das investigações da Satiagraha. A tentativa de suborno foi gravada em 19 de junho de 2008, em um restaurante de São Paulo.

O crime de fraude processual, segundo a Procuradoria, foi cometido com a edição do vídeo da tentativa de suborno para excluir das imagens os jornalistas. Para a Procuradoria, a alteração foi feita para não revelar que o vídeo não foi feito pela PF.

Os procuradores da República Fábio Elizeu Gaspar, Roberto Antonio Dassié Diana, Ana Carolina Previtalli e Cristiane Bacha Canzian Casagrande, que assinaram a denúncia, entenderam que os jornalistas que fizeram as imagens não cometeram nenhum crime.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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