Brasil
26/05/2009 - 20h04

PMDB faz suspense sobre nomes para a CPI da Petrobras; prazo termina à meia-noite

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A quatro horas do fim do prazo para a indicação dos senadores que vão integrar a CPI da Petrobras no Senado, o PMDB ainda não conseguiu definir quais os parlamentares da legenda que serão designados para a comissão. O partido é considerado o "fiel da balança" na CPI porque ficará com pelos menos três das 11 vagas de titulares da comissão.

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), disse que vai usar todo o prazo previsto pelo regimento da Casa para escolher os senadores do partido que vão compor a comissão. O prazo termina à meia-noite desta terça-feira. "É uma tarefa difícil, eu vou usar o prazo até o último momento. A dificuldade maior é convencer quem não vai ser indicado já que somos uma bancada grande, de 20 senadores", afirmou Renan.

Segundo o líder, o partido está disposto a indicar senadores que tenham "a mais absoluta isenção" para conduzir as investigações. "É importante que tenhamos na comissão pessoas que representem o partido, que contem com o apoio da bancada", afirmou.

Renan já decidiu que não vai indicar para a comissão os senadores Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE), Mão Santa (PMDB-PI), Pedro Simon (PMDB-RS) e Geraldo Mesquita (PMDB-AC). Os quatro assinaram o requerimento que pediu a criação da CPI mesmo com a orientação contrária da bancada.

Nos bastidores, Renan articula nomes do PMDB que sejam alinhados ao Palácio do Planalto. Em ano pré-eleitoral, o governo teme o uso político da comissão que possa trazer prejuízos à imagem da Petrobras e da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT à Presidência da República.

Disputa

Renan disse que o governo não está disposto a ceder a presidência e a relatoria da CPI da Petrobras à oposição, apesar da pressão contrária do DEM e PSDB. O senador nega que já esteja negociando os cargos de comando da comissão, mas já comunicou o senador Agripino Maia (DEM-RN) de que os governistas vão fazer valer o direito de ficarem com a presidência e a relatoria da CPI.

"Criar CPI é um direito constitucional da minoria, mas quem vai ser presidente da comissão, essa é uma decisão que caberá à maioria", afirmou.

Renan disse, porém, trabalhar para um acordo com a oposição com o objetivo de evitar o acirramento da disputa política na Casa. A oposição avisou que vai obstruir as votações no plenário do Senado caso o governo não ceda a presidência da CPI ao DEM ou PSDB.

"Eu defendo o acordo, se tivermos, será o melhor. O ideal era se chegássemos a um acordo para, por consenso, escolhermos o presidente e o relator da CPI", afirmou.

Comentários dos leitores
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
A oposição recomeçou o processo de privatização da Petrobras, antes mesmo de chegar ao poder.
Saudações
Dario
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Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Pela reportagem de valdo cruz, de 04.09.09, ver-se claaramente que a petrobrás não pertence mais ao brasil. Não tem ações ordinárias, (poder de voto) nem preferenciais, (nem lucra com ela). Isso bate com o que dilma falou, o pré-sal não trará benefícios para o brasil, ou seja o que produzir vai lá pra fora. Então pra que ficarem com essa balela de petróleo, que já não é mais nosso, se ele só traz mais dor de cabeça para a população? Esse governo não entende que preços altos só implica em pagamento de rendimentos para os acionistas e nenhum benefício para o país?
PETROBRÁS NÃO É BRASILEIRA= VALE, entre outras.
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Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
A nossa apatia com as tais CPIs tem fundamento porque, aqueles que estão no poder, movimentam todos os instrumentos para brecarem qualquer investigação.
Por isso, presido uma associação que aciona o Ministério Público. Sempre aconselhamos os políticos que desejam apurar irregularidades a fazerem o mesmo. E foi isso que o senador Álvaro Dias fez.
Ele entregou 18 representações à Procuradoria-Geral da União, contra a Petrobras. Os documentos apontam irregularidades cometidas pela atual administração da estatal e algumas de suas subsidiárias.
Infelizmente, não conseguimos extinguir o foro privilegiado.
sem opinião
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