Gabrielli nega que Petrobras tenha se tornado petista
MATHEUS MAGENTA
da Agência Folha, em Salvador
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, negou ontem, em entrevista, que a empresa tenha se tornado petista durante a sua gestão e que utilize "critérios partidários" para firmar contratos e repassar verbas de patrocínio.
"A diretoria da companhia só tem uma pessoa que é de fora da Petrobras, que sou eu, que fui indicado pelo Conselho de Administração", disse Gabrielli, após ser questionado se a Petrobras havia se tornado "petista". Segundo ele, os seis diretores da empresa são funcionários de carreira.
Entre as linhas de investigação, a CPI da Petrobras no Senado quer esclarecer a utilização de ONGs na Bahia --uma delas presidida por uma dirigente petista-- para o repasse de verbas para festas de São João realizadas por prefeituras do Estado. No ano passado, a estatal repassou R$1,4 milhão para patrocinar festas juninas em 26 municípios.
Questionado sobre os critérios de escolha das instituições, Gabrielli respondeu: "Eu poderia também revelar aqui o que nós estamos gastando, por exemplo, em publicidade com jornais e com as televisões. Isso é muito mais do que repassamos às entidades". Ele negou que estivesse fazendo, com essa declaração, uma ameaça à imprensa e afirmou que não iria revelar os valores por não achar "necessário".
Gabrielli negou favorecimento a ONGs petistas, mas disse, no entanto, que "não há critério de avaliação para impedir que os organismos que são partidarizados recebam ou não recursos da companhia".
Os repasses a entidades de classe, a maioria sindicatos ou centrais, somam R$ 29,3 milhões desde 2005.
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Saudações
Dario
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PETROBRÁS NÃO É BRASILEIRA= VALE, entre outras.
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Por isso, presido uma associação que aciona o Ministério Público. Sempre aconselhamos os políticos que desejam apurar irregularidades a fazerem o mesmo. E foi isso que o senador Álvaro Dias fez.
Ele entregou 18 representações à Procuradoria-Geral da União, contra a Petrobras. Os documentos apontam irregularidades cometidas pela atual administração da estatal e algumas de suas subsidiárias.
Infelizmente, não conseguimos extinguir o foro privilegiado.
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