Governo do Pará apura fraude para legalizar madeiras
JOÃO CARLOS MAGALHÃES
da Agência Folha, em Belém
Ao menos 50 mil m3 de madeira retirada ilegalmente da Amazônia foram "esquentados" por meio de fraudes no sistema eletrônico que regula os créditos florestais no Pará, segundo a própria Secretaria do Meio Ambiente do Estado.
O volume representa cerca de 2.000 caminhões carregados de toras, e vale em torno de R$ 15 milhões. A secretaria estadual comunicou a situação ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal, que devem investigar o caso.
Todos os nove funcionários da Gesflora (Gerência de Sistema, Comercialização e Transporte de Produtos Florestais) foram afastados. A senha de um deles foi usada para modificar as informações do sistema.
Inicialmente, ele vai responder a um processo administrativo, entre outros motivos para saber se sua senha não foi usada por outro funcionário.
De acordo com nota do governo do Pará, "todos os indícios são de que a alteração foi feita internamente", já que o sistema possui "a mesma segurança do setor bancário" e não há mostras, até agora, de que ele foi invadido.
A apuração interna do delito começou há cerca de duas semanas, por meio da denúncia do titular de um projeto de retirada legal de madeira.
Pela internet, ele consultou seu cadastro e percebeu que, mesmo com o projeto já "explorado até o limite licenciado", segundo a nota, outros 43 mil m3 foram registrados. Depois, verificou-se que a mesma senha havia também modificado outro projeto, acrescentando 7.000 m3 nunca aprovados pela pasta.
Nos dois casos, a justificativa registrada no sistema foi a de "ajuste de crédito realizado devido a erro de digitação". As alterações foram feitas depois do horário permitido (18h).
Os dois projetos se localizam em Pacajá (PA) e Anapu (PA), cidades à beira da rodovia Transamazônica, no região de Altamira (PA), e que sofrem pressão de desmatadores.
Ontem, a reportagem tentou conversar com Valmir Ortega, titular da secretaria, mas até a conclusão desta reportagem sua assessoria não ligou de volta. Ele deve deixar o posto nos próximos dias, pressionado pelo setor madeireiro, que o acusa de lentidão na aprovação de planos de manejo florestal.
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Assim, não se vai a lugar,algum.
Enquanto o Governo,tratar o assunto, de forma "política, para o Inglês, ver",não passaremos do desmatamento desordenado, e exploração dos recursos,concentração de rendas, etc...,ficará por aí.
A Amazônia e seu processo de desmatamento,requer, a meu ver, a constituição de uma COMISSÃO de notáveis, nas areas de infraestrutura,energia,agricultura,recursos naturais,engenharia de obras,e desenvolvimento sustentável,urbanismo e implantação de cidades e PESSOAS.
Estes, selecionados , reunidos e remunerados, para tal, elaborariam um PROJETO COMPLETO, incluindo o Gerenciamento do mesmo - um plano Marshall Tupiniquim - para Desenvolvimento, da região de abrangência, integrado, a fim de ocupação racional, autosustentável e harmonico.
" FOCO e Desenvolvimento TOTAL "
Teriamos aí, sim o maior PAC , do MUNDO , por 20 anos, futuros.
Até que poderia ocorrer,por osmose, o envolvimento
dos países vizinhos, que margeiam o rio Amazonas.
Dinheiro, pelo visto, não FALTA.Basta organizar e mandar " BALA ".
Aposto neste MEGA PROJETO, como Vitorioso.
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Existem diversas areas desmatadas que agora estão com pastagem degradada.
Grande parte dos ruralistas querem mesmo é vender madeira e lucrar muito. Depois vendem a terra aos pequenos produtores rurais (isto aconteceu e acontece em todo o Brasil).
Outra coisa, se o solo da amazonia não mudou, quando desmatarem aquilo-lá, vai tudo virar deserto.
O solo dos EUA e EUROPA é diferente daqui, possui quantidade de argila diferente e capacidade de armazenamento de água diferente, não dá para comparar.
Decisão técnica e não política.
Muitas ONGs são honestas mais que os políticos de plantão.
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