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Brasil
27/05/2009 - 13h43

Diretor da Petrobras descarta ser tirado do cargo por pressão do PMDB

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LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, disse nesta quarta-feira que não há intenção do governo de substituí-lo. Estrella citou a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) para negar a pressão do PMDB para lhe tirar do cargo de diretor.

"Acho que a senhora ministra Dilma Rousseff já esclareceu esse ponto, não há qualquer cogitação por parte do acionista majoritário e controlador da Petrobras em me substituir no momento", afirmou, durante audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados.

Apesar da negativa, Estrella lembrou que exerce um cargo de confiança na estatal e disse que "está diretor".

"O governo pode ter uma confiança maior em outra pessoa que venha a exercer o meu cargo, isso é absolutamente normal. Continuo com a honra de contar com a confiança desse governo", concluiu.

Na semana passada, Dilma negou que o governo pudesse trocar Estrella por pressão do PMDB --maior partido da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O PMDB é nosso aliado. Não há sinal de alguém ter pedido isso para nós", afirmou.

Segundo matéria publicada no jornal "O Globo", o PMDB queria usar a investigação para ampliar sua área de atuação na estatal. O alvo dos peemedebistas seria Estrella, que comanda a diretoria mais cobiçada pelos partidos da base aliada.

Dilma também saiu em defesa de Estrella. "O diretor Estrella é um dos melhores diretores da Petrobras. É um homem íntegro, um técnico competentíssimo, é um geólogo de primeira, é o responsável por esta determinação e pelo pré-sal e, além disso, é um homem que a gente tem que honrar, pelo tempo de trabalho e pela integralidade. Então, o meu apoio pelo diretor Estrela é irrestrito", disse.

Comentários dos leitores
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
A oposição recomeçou o processo de privatização da Petrobras, antes mesmo de chegar ao poder.
Saudações
Dario
sem opinião
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Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Pela reportagem de valdo cruz, de 04.09.09, ver-se claaramente que a petrobrás não pertence mais ao brasil. Não tem ações ordinárias, (poder de voto) nem preferenciais, (nem lucra com ela). Isso bate com o que dilma falou, o pré-sal não trará benefícios para o brasil, ou seja o que produzir vai lá pra fora. Então pra que ficarem com essa balela de petróleo, que já não é mais nosso, se ele só traz mais dor de cabeça para a população? Esse governo não entende que preços altos só implica em pagamento de rendimentos para os acionistas e nenhum benefício para o país?
PETROBRÁS NÃO É BRASILEIRA= VALE, entre outras.
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Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
A nossa apatia com as tais CPIs tem fundamento porque, aqueles que estão no poder, movimentam todos os instrumentos para brecarem qualquer investigação.
Por isso, presido uma associação que aciona o Ministério Público. Sempre aconselhamos os políticos que desejam apurar irregularidades a fazerem o mesmo. E foi isso que o senador Álvaro Dias fez.
Ele entregou 18 representações à Procuradoria-Geral da União, contra a Petrobras. Os documentos apontam irregularidades cometidas pela atual administração da estatal e algumas de suas subsidiárias.
Infelizmente, não conseguimos extinguir o foro privilegiado.
sem opinião
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