Brasil
27/05/2009 - 17h28

PSDB fará uma "investigação paralela" para apurar denúncias contra a Petrobras

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Com minoria na CPI da Petrobras do Senado, o PSDB vai conduzir uma espécie de "investigação paralela" para garantir que as denúncias contra a estatal sejam apuradas. A estratégia dos tucanos será encaminhar denúncias relacionadas à Petrobras ao Ministério Público Federal, além de apresentá-las à comissão parlamentar de inquérito.

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) disse que o Ministério Público será o caminho para as investigações por acreditar que a base aliada governista vai blindar a Petrobras na CPI.

"A criatividade se exige em circunstâncias como essa, vamos levar as denúncias a sério, propondo ao Ministério Público a investigação judiciária. Vamos ter o trabalho limitado pela imposição da maioria, por isso vamos encaminhar as denúncias à CPI e ao Ministério Público", disse.

O tucano afirmou que o PSDB vai produzir uma espécie de "relatório paralelo" às investigações conduzidas pelos governistas para ser apresentado ao final dos trabalhos da comissão. "A soma das denúncias, ao final, compõem um relatório paralelo. Estaremos produzindo o relatório antecipadamente para manter a CPI viva, e não morta."

Ao contrário da promessa de adotar investigações "serenas" sobre a Petrobras, a oposição agora está disposta a investigar a fundo a estatal. Os tucanos ficaram irritados com a decisão da base aliada governista de ficar com a presidência e a relatoria da CPI, sem ceder um dos cargos ao DEM ou PSDB.

"Devido ao rolo compressor, temos que investigar todas as denúncias. Temos que investigar negócios suspeitos fechados pela direção da Petrobras como a venda da empresa Petroquímica. É uma negociação suspeita que tem que ser investigada", afirmou.

Dias reconheceu, porém, que a oposição não terá forças para aprovar requerimentos de quebra de sigilo de autoridades da Petrobras ou do governo, ou mesmo convocar autoridades do Executivo para prestarem explicações à CPI. Das 11 vagas de titulares na CPI, oito são da base aliada governista e três da oposição.

Comentários dos leitores
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
A oposição recomeçou o processo de privatização da Petrobras, antes mesmo de chegar ao poder.
Saudações
Dario
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Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Pela reportagem de valdo cruz, de 04.09.09, ver-se claaramente que a petrobrás não pertence mais ao brasil. Não tem ações ordinárias, (poder de voto) nem preferenciais, (nem lucra com ela). Isso bate com o que dilma falou, o pré-sal não trará benefícios para o brasil, ou seja o que produzir vai lá pra fora. Então pra que ficarem com essa balela de petróleo, que já não é mais nosso, se ele só traz mais dor de cabeça para a população? Esse governo não entende que preços altos só implica em pagamento de rendimentos para os acionistas e nenhum benefício para o país?
PETROBRÁS NÃO É BRASILEIRA= VALE, entre outras.
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Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
A nossa apatia com as tais CPIs tem fundamento porque, aqueles que estão no poder, movimentam todos os instrumentos para brecarem qualquer investigação.
Por isso, presido uma associação que aciona o Ministério Público. Sempre aconselhamos os políticos que desejam apurar irregularidades a fazerem o mesmo. E foi isso que o senador Álvaro Dias fez.
Ele entregou 18 representações à Procuradoria-Geral da União, contra a Petrobras. Os documentos apontam irregularidades cometidas pela atual administração da estatal e algumas de suas subsidiárias.
Infelizmente, não conseguimos extinguir o foro privilegiado.
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