Brasil
27/05/2009 - 19h26

Oposição suspende obstrução e Senado aprova MP do salário mínimo

Publicidade

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O Senado aprovou nesta quarta-feira a medida provisória que aumenta o salário mínimo de R$ 415 para R$ 465. Apesar de o valor estar em vigor desde fevereiro deste ano, somente agora o Congresso oficializou o reajuste ao salário --uma vez que a MP entra em vigor no dia em que é editada pelo presidente da República, mas precisa do aval do Legislativo para ser promulgada.

A oposição suspendeu a obstrução aos trabalhos do Senado para votar a MP do salário mínimo --além de outras duas medidas provisórias que regulamentam a merenda escolar e liberam crédito ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Depois de ameaçar obstruir todas as votações no plenário do Senado irritados com a postura do governo na CPI da Petrobras, líderes do DEM e PSDB fecharam acordo com os governistas para votar MPs que consideram de "interesse relevante" ao país.

"Nós sugerimos inverter a pauta para votarmos essas matérias. Vamos votar contra o salário mínimo, a merenda escolar? Não. Nós mantemos nossa obstrução à medida provisória que cria o Fundo Soberano porque isso não é de interesse do país", disse o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN).

As três MPs perdem a validade na próxima segunda-feira, por isso a oposição decidiu colocá-las em votação nesta terça-feira. Agripino disse que o DEM e o PSDB não queriam ser acusados de derrubar o novo valor do salário mínimo, que pulou de R$ 415 para R$ 465.

"Iam nos culpar. Invertemos a pauta para colaborar com matérias do interesse nacional", afirmou Agripino.

A oposição anunciou a obstrução às votações em represália à decisão da base aliada governista no Senado de ficar com a presidência e a relatoria da CPI da Petrobras. O DEM indicou o senador Antônio Carlos Magalhães Júnior (BA) para a presidência da comissão, mas o governo não abriu mão de acumular os dois cargos de comando da comissão.

Comentários dos leitores
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
A oposição recomeçou o processo de privatização da Petrobras, antes mesmo de chegar ao poder.
Saudações
Dario
sem opinião
avalie fechar
Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Pela reportagem de valdo cruz, de 04.09.09, ver-se claaramente que a petrobrás não pertence mais ao brasil. Não tem ações ordinárias, (poder de voto) nem preferenciais, (nem lucra com ela). Isso bate com o que dilma falou, o pré-sal não trará benefícios para o brasil, ou seja o que produzir vai lá pra fora. Então pra que ficarem com essa balela de petróleo, que já não é mais nosso, se ele só traz mais dor de cabeça para a população? Esse governo não entende que preços altos só implica em pagamento de rendimentos para os acionistas e nenhum benefício para o país?
PETROBRÁS NÃO É BRASILEIRA= VALE, entre outras.
sem opinião
avalie fechar
Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
A nossa apatia com as tais CPIs tem fundamento porque, aqueles que estão no poder, movimentam todos os instrumentos para brecarem qualquer investigação.
Por isso, presido uma associação que aciona o Ministério Público. Sempre aconselhamos os políticos que desejam apurar irregularidades a fazerem o mesmo. E foi isso que o senador Álvaro Dias fez.
Ele entregou 18 representações à Procuradoria-Geral da União, contra a Petrobras. Os documentos apontam irregularidades cometidas pela atual administração da estatal e algumas de suas subsidiárias.
Infelizmente, não conseguimos extinguir o foro privilegiado.
sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2012)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca