Brasil
28/05/2009 - 11h14

Sarney admite que recebeu auxílio-moradia e pede desculpas por informação errada

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pediu desculpas nesta quinta-feira por ter afirmado que não recebia auxílio moradia da Casa Legislativa. A Folha informa, na edição de hoje, que Sarney e outros três senadores receberam auxílio-moradia de R$ 3.800 mesmo morando em apartamentos funcionais do Senado ou em seus próprios imóveis.

"Eu nunca pedi auxílio. Por um equívoco, a partir do meio de 2008, verificaram que realmente estavam depositando na minha conta. Mas eu já mandei dizer que retirassem porque nunca requeri e tinha a impressão que não estava recebendo. Eu dei uma informação errada e peço desculpas", afirmou.

Sarney e mais três senadores recebem auxílio-moradia irregularmente
Senado paga ilegalmente ajuda com habitação para 42 parlamentares

Na terça-feira, Sarney respondeu que "nunca" recebeu auxílio-moradia, benefício pago mensalmente juntamente com o salário do senador.

Sarney disse que, por estar mais de 30 anos no Senado, imaginava que não recebia o auxílio nos últimos anos. "Eu sei que estou há 30 e tantos anos aqui, nunca recebi auxílio moradia, eu não ia dizer para vocês que não estava recebendo se eu não tivesse essa convicção", disse.

A expectativa é que a Mesa Diretora do Senado anuncie nesta quinta-feira mudanças no pagamento do auxílio-moradia. Sarney confirmou que o tema será discutido pelos parlamentares e admitiu a possibilidade de uma nova regulamentação para o pagamento do benefício. "Vai necessitar [de nova regulamentação]", afirmou.

O presidente do Senado Federal disse que a denúncia de irregularidades no auxílio moradia é "mais um motivo" para que a Fundação Getúlio Vargas implemente mudanças sugeridas na instituição para uma espécie de 'reforma administrativa' na Casa.

Denúncias

Segundo a reportagem da Folha, Sarney e os senadores João Pedro (PT-AM), Cícero Lucena (PSDB-PB) e Gilberto Gollner (DEM-MT) receberam o benefício. O presidente da Casa mora em seu próprio imóvel, enquanto os demais parlamentares vivem em apartamentos funcionais cedidos pelo Senado --por isso não poderiam receber o auxílio, que é pago para quem não ocupa imóveis funcionais.

Depois de procurados pela reportagem, todos pediram o cancelamento do auxílio. Anteontem, a Folha revelou que o Senado paga ilegalmente auxílio-moradia para 42 senadores. O ato que regulamentava o benefício foi revogado em dezembro de 2002.

O ato revogado, e que deve ser reeditado, definia que o auxílio só seria pago aos "senadores que não dispuserem de apartamento funcional". Já a lei 8.112 diz que o benefício será pago se "não existir imóvel funcional disponível".

Comentários dos leitores
Cassio Tavares (663) 26/11/2009 20h24
Cassio Tavares (663) 26/11/2009 20h24
Acabei de ler na Revista Veja na casa de um meu amigo, uma reportagem em que lá pelas tantas diz assim : O BRASIL PASSA AGORA PELO SEU MELHOR MOMENTO NOS ÚLTIMOS 30 ANOS. Que isso ? Já vai se entregar assim de vez ? Um aviso. Assim sendo, dentro de algum tempo voce poderá topar na banca com uma nova revista, que se chamará IN.VEJA. sem opinião
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Wilson Prado (119) 26/11/2009 17h39
Wilson Prado (119) 26/11/2009 17h39
Você está certo. Recorrer à quem?
Não dá para confiar mais nos políticos que estão ocupando o nosso congresso nacional.
Mas existe ainda uma esperança: a renovação absoluta do legislativo.
É a partir das próximas eleições que poderemos concluir se tudo está perdido ou não. E para um resultado positivo, temos que trabalhar agora, formar opinião, lutar muito, para que a idéia de renovação prospere. Não vai adiantar sair criticando depois do voto derramado.
A grande virada depende de nós. A hora é agora! Todos nós, formadores de opinião temos o dever cívico de começar a trabalhar já, agora!
Como? explicando para os menos informados a realidade política do nosso país.
Vamos tentar só mais uma vez antes de jogar a toalha... Mas vamos começar agora!!!
1 opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (58) 26/11/2009 17h37
Olmir Antonio de Oliveira (58) 26/11/2009 17h37
A respeito da política, é preciso acreditar nos meios de informação, melhorar a agilidade e meios de acesso, incluir pessoas mais esclarecidas, mas do ditado popular não julgar para não ser julgado, deve ser melhor fundamentado, conferir, analisar, comprovar. não convocar "votar" em polítcos de passado com atos não recomendaveis, nada pessoal, nada direcionado a qualquer um. È dificil mas deveria ser assim. Mas diz a ligua popular, o povo gosta de votar em desonestos ladões, e ou até em pessimos exemplos políticos, é de se acreditar que assim fazendo estariam se pranejando em obter alguma vantagem, em prejuizo do coletivo e ou das instituições públicas........ sem opinião
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