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Brasil
28/05/2009 - 23h07

Deputados do DEM e do PSDB retiram assinaturas e derrubam PEC do 3º mandato

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MÁRCIO FALCÃO
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Deputados do DEM e do PSDB retiraram as assinaturas na noite desta quinta-feira da PEC (proposta de emenda constitucional) do terceiro mandato e suspenderam a tramitação da proposta na Câmara. Ao todo foram 13 parlamentares da oposição que recuaram: cinco tucanos e oito democratas.

Das 194 assinaturas recolhidas pelo deputado Jackson Barreto (PMDB-SE), autor da PEC, apenas 183 foram reconhecidas como válidas pela Secretaria Geral da Câmara. Como os cinco tucanos e os oito do DEM retiraram as assinaturas, a proposta tem agora o apoio de 170 parlamentares --um a menos que o número mínimo necessário para poder tramitar na Casa.

Os primeiros a recuarem foram os deputados tucanos. Pressionados pelo comando do partido, os deputados Rogério Marinho (PSDB-RN), Antonio Feijão (PSDB-AP), Carlos Aberto Leréia (PSDB-GO), Eduardo Barbosa (PSDB-MG) e Silvio Torres (PSDB-SP) pediram a retirada de seus nomes à Secretaria Geral da Mesa Diretora da Câmara.

Depois foram sete parlamentares do DEM: Francisco Rodrigues (DEM-RR), Jorge Khoury (DEM-BA), José Carlos Vieira (DEM-SC), José Maia Filho (DEM-PI), Walter Ihoshi (DEM-SP), Clóvis Fecury (DEM-MA) e Fernando de Fabinho (DEM-BA). Por último, o deputado Félix Mendonça (DEM-BA), o que motivou a suspensão da tramitação da PEC.

Proposta

Barreto protocolou nesta quinta-feira, na Mesa Diretora da Câmara, a PEC que permite duas reeleições continuadas para prefeitos, governadores e presidente da República. O deputado conseguiu o apoio de 194 deputados à matéria que, se aprovada, autoriza o presidente Lula a concorrer à uma nova eleição e, se eleito, ficar no cargo até 2014.

Para valer a tempo de ampliar o mandato de Lula, a PEC precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado até setembro. Depois de conferidas as assinaturas, a PEC tem que ser admitida pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e segue para discussão em uma comissão especial a ser criada na Câmara. Só depois disso é que segue para votação nos plenários da Câmara e do Senado, o que pode não ocorrer a tempo de valer para as eleições de 2010.

Apesar de Lula ter se mostrado contra um eventual terceiro mandato, o deputado disse que a iniciativa partiu da própria Câmara. "Estamos discutindo uma tese. Independente da vontade do presidente Lula, a proposta tramita. É uma tese que o parlamento precisa analisar", afirmou Barreto.

Comentários dos leitores
Louis Fod (324) 21/11/2009 22h41
Louis Fod (324) 21/11/2009 22h41
LULA "diz" ou LULA disse , isso pouco importa quero saber o que ele FAZ ou fez. Isso aqui já foi mais animado. Resta a releitura dos episódios, Cano da Bolivia. Cano do Ecuador. Arapuca Hondurenha de Chaves... e na sequencia BNDES empresta 332 milhões para a Bolívia construir sua transcocalera.
-o-
Legal que o ministro "Lobão" não sabe o que seja tensão, corrente ou potência elétrica. Coisinha pouca, deixamos passar! Como disse um pelego do forum "um primario mal feito é irreparável".
sem opinião
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Eliezer pedroso (52) 21/11/2009 21h56
Eliezer pedroso (52) 21/11/2009 21h56
Caro Benedito, se o melhor presidente que esse país viu quisesse um terceiro mandato ele teria no primeiro turno no mínimo 65% dos votos. É uma pena que, diferente do ex-presidente, ele tem princípios e não mudará o jogo no decorrer do campeonato. Será que ele é o mentiroso? Ignorante na sua classe é regra. sem opinião
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João Ramos (1) 21/11/2009 13h34
João Ramos (1) 21/11/2009 13h34
Sou português a viver no Brasil há 7 anos e parece-me que o país ganhou uma consistência económica importante que poderá alavancar um trabalho decisivo na educação, na qualificação do trabalho, nas infraestruturas sociais, na segurança, a partir do qual alguns problemas assinalados como mais graves poderão começar a ser atenuados e porque não resolvidos.
Para mim um dos méritos do Presidente é deixar o País preparado para se requalificar. O próximo Presidente não terá, por exemplo, um serviço de dívida externa a desviar recursos, terá um país com maior independência tecnológica e industrial, de certo modo, se não estou enganado, terá uma situação macroeconómica estável e portanto maior disponibilidade para um trabalho focado no quotidiano social,económico e cultural do povo brasileiro.
Quanto às sua declarações no Rio Grande do Norte, julgo que são as de um homem de Estado, responsável e confiante no Brasil.
De minha parte: Força Brasil!
3 opiniões
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