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Brasil
29/05/2009 - 14h41

Após gritos de "Dilma" e de "fica", Lula diz que povo é que fala em campanha

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que não estava fazendo campanha política na inauguração de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) na comunidade de Manguinhos, na zona norte do Rio. Mas foi recebido por gritos de "Lula de novo" e "fica, fica".

Ricardo Moraes/AP
Na abertura de centro esportivo em Manguinhos, presidente Lula bate bola
Na abertura de centro esportivo em Manguinhos, presidente Lula bate bola

O nome da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), que acompanhava Lula, também foi gritado: "Dilma, Dilma, Dilma".

"Quero deixar claro que não falei de política. Vocês é que estão gritando isso. Que a profecia que diz que a voz do povo é a voz de Deus esteja correta neste momento", disse Lula.

Dilma, apelidada por Lula de mãe do PAC, é a preferida do presidente para a sua sucessão. A base aliada, entretanto, passou a questionar a candidatura dela após a descoberta de um câncer linfático. O PT afirma não ter plano B para a candidatura à Presidência de 2010.

Dilma não falou diretamente da sua doença, mas agradeceu a solidariedade recebida "do fundo do coração".

Vigarista

Mesmo dizendo que não queria fazer campanha, Lula disse para a população não votar em vigarista.

"Tem que aprender a não eleger mais vigarista. Tem que não votar em pessoas que têm medo do povo", disse ele.

Dilma também fez discurso de pré-candidata ao direcionar sua mensagem para a baixa renda. "O Brasil está sendo reconstruído. Estamos buscando dar ao povo não só condições materiais, mas espirituais, que elevem a autoestima do povo."

Ela creditou as mudanças do país ao governo Lula. "O Brasil mudou e deve-se isso a Lula. Mas todos nós somos responsáveis e temos que zelar e fiscalizar para que se mantenha."

Lula também disse que governava para os mais carentes. "A coisa mais fácil é governar para os pobres porque com pouca coisa a gente faz muito. Eu sei o valor disso, como é ganhar um pequeno apartamento ou o valor de uma escola para estudar", afirmou. "Governar o país é mais fácil quando se define para quem quer governar. Se define prioridade e faz as coisas que o povo necessita."

Ele comparou ainda as realizações atuais com a dos antigos governos. "Nas favelas não tinha nada de saúde, não chegava saúde, educação. Só chegava polícia para bater em inocente porque o bandido já tinha fugido."

Comentários dos leitores
Louis Fod (324) 21/11/2009 22h41
Louis Fod (324) 21/11/2009 22h41
LULA "diz" ou LULA disse , isso pouco importa quero saber o que ele FAZ ou fez. Isso aqui já foi mais animado. Resta a releitura dos episódios, Cano da Bolivia. Cano do Ecuador. Arapuca Hondurenha de Chaves... e na sequencia BNDES empresta 332 milhões para a Bolívia construir sua transcocalera.
-o-
Legal que o ministro "Lobão" não sabe o que seja tensão, corrente ou potência elétrica. Coisinha pouca, deixamos passar! Como disse um pelego do forum "um primario mal feito é irreparável".
sem opinião
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Eliezer pedroso (52) 21/11/2009 21h56
Eliezer pedroso (52) 21/11/2009 21h56
Caro Benedito, se o melhor presidente que esse país viu quisesse um terceiro mandato ele teria no primeiro turno no mínimo 65% dos votos. É uma pena que, diferente do ex-presidente, ele tem princípios e não mudará o jogo no decorrer do campeonato. Será que ele é o mentiroso? Ignorante na sua classe é regra. sem opinião
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João Ramos (1) 21/11/2009 13h34
João Ramos (1) 21/11/2009 13h34
Sou português a viver no Brasil há 7 anos e parece-me que o país ganhou uma consistência económica importante que poderá alavancar um trabalho decisivo na educação, na qualificação do trabalho, nas infraestruturas sociais, na segurança, a partir do qual alguns problemas assinalados como mais graves poderão começar a ser atenuados e porque não resolvidos.
Para mim um dos méritos do Presidente é deixar o País preparado para se requalificar. O próximo Presidente não terá, por exemplo, um serviço de dívida externa a desviar recursos, terá um país com maior independência tecnológica e industrial, de certo modo, se não estou enganado, terá uma situação macroeconómica estável e portanto maior disponibilidade para um trabalho focado no quotidiano social,económico e cultural do povo brasileiro.
Quanto às sua declarações no Rio Grande do Norte, julgo que são as de um homem de Estado, responsável e confiante no Brasil.
De minha parte: Força Brasil!
3 opiniões
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