Dirigentes do PT admitem financiamento irregular de campanha mas negam mensalão
WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para a Folha Online
Dois dirigentes nacionais do PT admitiram nesta sexta-feira que "houve irregularidade" na arrecadação da campanha presidencial de 2002, mas negaram a existência do mensalão --suposto esquema de compra de votos de parlamentares da base aliada. De acordo com o secretário sindical nacional do PT, João Felício, "essa história de mensalão é coisa da criatividade humana".
As declarações foram feitas após depoimento dos dois na Justiça Federal em São Paulo, que ouviu hoje mais seis testemunhas de defesa dos réus do mensalão.
"Se houve erro foi por financiamento de campanha. Se nós formos analisar que financiamento de campanha existe em todos os partidos políticos e se está errado, os erros são cometidos por todos os partidos", afirmou Felício após seu depoimento.
O secretário de Organização Nacional do PT, Paulo Frateschi, disse concordar com o correligionário. "Não houve o mensalão na forma como eles colocaram", afirmou. "Houve sim um problema de financiamento de campanha. Isso houve e é constatado que houve."
De acordo com ele, parte do dinheiro arrecadado foi direcionada ao pagamento de contas que não foram registradas. "Isso realmente existiu. Agora, aquela conversa de que se pagava deputados pra votar no governo Lula não tinha o mínimo sentido", afirmou.
Felício também disse que o mensalão é fruto da criatividade dos acusadores. "Essa história de mensalão é coisa da criatividade humana. O ser humano a gente sabe que é muito criativo em adjetivar determinadas coisas que não têm nada a ver com o mensalão."
Já Frateschi classificou a acusação de exagerada. "Acho que a peça de acusação é um exagero, e nem acho que esses companheiros cometeram erros que pudessem nem incriminar ou ir contra moralmente eticamente eles", disse.
Felício e Frateschi testemunharam em favor do deputado federal José Genoino (PT-SP). Eles disseram que só foram questionados sobre a conduta do petista. "Ele contribuiu bastante da formação do nosso governo e para a campanha de 2004", disse Frateschi.
Acusação
O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, ofereceu a denúncia ao STF (Supremo Tribunal Federal) em abril de 2006 contra 40 suspeitos de participarem de um suposto esquema de compra de votos de parlamentares da base aliada. Em agosto de 2007, os ministros do Supremo acataram a denúncia e transformaram os suspeitos em réus.
Entre os denunciados estão os ex-ministros Luiz Gushiken (Comunicação do Governo), Anderson Adauto (Transportes) e Dirceu (Casa Civil), o empresário Marcos Valério, os deputados João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP), além do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), autor das denúncias do mensalão.
Dos 40 denunciados, 39 continuam respondendo como réus. O ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira fez um acordo e foi excluído da ação em troca do cumprimento de pena alternativa.
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"Para isentar Azeredo, Toffoli usa defesa dos petistas no mensalão"
Exatamente o que pensei. Ele inocenta o Azeredo para poder isentar os mensaleiros. Nada como algo pré organizado e predeterminado pelo Lulla. LAMENTÁVEL. É ISSO QUE É UM JUIZ DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.O famoso "adivogadu di porta di cadeia"
Ainda bem que ele não agiu no caso do Battisti, senão ele teria ficado aqui sem a interferência do Lulla.
Ele defenderá todas as idéias do PT. Senado vocês fizeram a maior bobagem da sua história destruíram o sistema judiciário do Supremo.
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