Painel da Folha: Planalto traça estratégia para aproximar PT do PMDB nos Estados
da Folha Online
A estratégia de "palacianos" para aproximar o PT do PMDB na costura de alianças regionais prevê que um partido apoiaria o candidato do outro nos Estados em que já governam, informa hoje o "Painel" da Folha, editado por Renata Lo Prete (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL). O PT comando cinco e o PMDB, nove.
A coluna informa que essa estratégia será difícil de executar no Acre (PT) e em Santa Catarina (PMDB).
De acordo com o "Painel", assessores de Lula lembram que o PT já fez um gesto de boa vontade ao proibir definições de seus candidatos nos Estados antes de fevereiro de 2010.
Resolução editada pelo Diretório Nacional do PT em maio afirma que a "tática será orientada para a vitória presidencial, submetendo a ela todos os processos estaduais". Na prática, a decisão do diretório impede a realização de prévias ou outros movimentos nos Estados.
Na ocasião, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, disse que só vão estar autorizadas pré-candidaturas nos Estados onde houver consenso com os demais partidos da base aliada governista. "Nós só autorizaremos processos estaduais de escolha pelo voto, ou seja, prévias, encontros, qualquer processo onde haja votação, a partir do congresso nacional do PT. Por enquanto, iniciativas de articulação política estão autorizadas, mas se tiver mais do que uma candidatura que não tiver consenso, tem que ser obviamente deflagrado o processo após o congresso nacional do partido", disse.
Em mensagem postada em seu blog em maio, o ex-ministro José Dirceu diz que a abertura da CPI da Petrobras no Senado obriga o PT a discutir sua estratégia eleitoral para 2010. Segundo ele, prioridade número um é vencer a eleição presidencial. E a número dois é ganhar a eleição de senadores e deputados.
Dirceu diz que a eleição de governadores deve ser apenas a terceira prioridade "por mais difícil e duro que seja isso.
"Temos que subordinar nossa política nos Estados a duas prioridades: a eleição presidencial e a formação de bancadas aliadas na Câmara e no Senado majoritárias, com o PT como o partido mais votado e com mais senadores e deputados", diz ele no blog.
Leia a coluna completa na Folha desta segunda-feira, que já está nas bancas.
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