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Brasil
01/06/2009 - 11h09

CPI da Petrobras deve ser instalada amanhã com indicação de presidente e relator

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da Folha Online

Os líderes governistas vão indicar amanhã os nomes do relator e presidente da CPI da Petrobras. Esses são os principais cargos da comissão.

O presidente eleito pelos integrantes da CPI tem a prerrogativa de indicar o relator. Pelo quebra-cabeças articulado pelos governistas, a relatoria deve ser entregue ao líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

Os senadores João Pedro (PT-AM) e Ideli Salvatti (PT-SC), que é a líder do governo no Congresso, são apontados como os possíveis presidentes da CPI. O nome dos dois petistas ganhou força uma vez que o governo quer escolher parlamentares com histórico de fidelidade ao governo.

O nome mais forte para presidir os trabalhos, no entanto, é o da senadora Ideli. O receio é que a senadora não consiga conciliar as atividades da CPI com a função de líder do governo no Congresso, que coloca nas mãos dela todas as negociações sobre o Orçamento da União para 2010, último ano do governo Lula.

Um sinal de que mesmo com esta dúvida ela poderá assumir o posto foi o convite feito por ela ao senador Valdir Raupp (PMDB-RO), realizado na quarta-feira, para que ele assumisse a vice-liderança do governo no Congresso. O que chama atenção é que, na terça-feira, Raupp aceitou comandar a liderança da maioria no Senado, bloco formado pelo PMDB e pelo PP.

A indicação de João Pedro esbarra na orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que todos os integrantes do primeiro-escalão se descompatibilizem dos cargos até dezembro se forem disputar as eleições de 2010. Ele é suplente do ministro Alfredo Nascimento (Transportes), que pode deixar o cargo e voltar ao Senado se for disputar o governo do Amazonas.

Blindagem

Apesar das incertezas sobre o principal cargo de comando da CPI, o governo já orientou os governistas --que são maioria --a engavetar requerimentos de convocação de autoridades do alto escalão do governo, como a ministra Dilma Rousseff (da Casa Civil). Os governistas teriam em mãos uma lista de quem pode ou não ser convocado.

Os senadores da base aliada também apostam no calendário para evitar que as investigações ganhem fôlego ainda no primeiro semestre. A avaliação dos líderes é que o recesso parlamentar de julho pode frear as investigações.

Para uma CPI funcionar no recesso é preciso que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, autorize o seu funcionamento.

Comentários dos leitores
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
A oposição recomeçou o processo de privatização da Petrobras, antes mesmo de chegar ao poder.
Saudações
Dario
sem opinião
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Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Pela reportagem de valdo cruz, de 04.09.09, ver-se claaramente que a petrobrás não pertence mais ao brasil. Não tem ações ordinárias, (poder de voto) nem preferenciais, (nem lucra com ela). Isso bate com o que dilma falou, o pré-sal não trará benefícios para o brasil, ou seja o que produzir vai lá pra fora. Então pra que ficarem com essa balela de petróleo, que já não é mais nosso, se ele só traz mais dor de cabeça para a população? Esse governo não entende que preços altos só implica em pagamento de rendimentos para os acionistas e nenhum benefício para o país?
PETROBRÁS NÃO É BRASILEIRA= VALE, entre outras.
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Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
A nossa apatia com as tais CPIs tem fundamento porque, aqueles que estão no poder, movimentam todos os instrumentos para brecarem qualquer investigação.
Por isso, presido uma associação que aciona o Ministério Público. Sempre aconselhamos os políticos que desejam apurar irregularidades a fazerem o mesmo. E foi isso que o senador Álvaro Dias fez.
Ele entregou 18 representações à Procuradoria-Geral da União, contra a Petrobras. Os documentos apontam irregularidades cometidas pela atual administração da estatal e algumas de suas subsidiárias.
Infelizmente, não conseguimos extinguir o foro privilegiado.
sem opinião
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