Brasil
01/06/2009 - 13h12

PT e PMDB se desentendem sobre comando da CPI e abrem espaço para oposição

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

A um dia da instalação da CPI da Petrobras, os principais líderes alinhados com o Palácio do Planalto e responsáveis pela blindagem do governo e da estatal ainda se desentendem sobre os rumos da investigação. Senadores que acompanham as articulações sustentam que o clima entre o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), e o líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), continua tenso em torno da definição do comando da CPI -- que será oficializado nesta terça-feira.

Uma reunião que estaria sendo articulada pela governadora do Maranhão, Roseana Sarney --ex-senadora que foi líder do governo no Congresso-- entre a cúpula dos dois partidos pretende acalmar os ânimos. Roseana quer quebrar as resistências de Renan às indicações do líder do PT. A governadora esteve reunida na semana passada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tratou do tema.

Renan não tem demonstrado interesse em entregar a relatoria ao líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), nem a presidência a atual líder do governo Congresso, Ideli Salvatti (PT-SC). Com essa movimentação do líder peemedebista, ganhou força a indicação do senador João Pedro (PT-AM) para comandar os trabalhos. Para a relatoria, uma das opções lançadas pelo líder do PMDB seria o nome do senador Leomar Quintanilha (TO), que faz parte de sua tropa de choque.

As divergências entre os líderes preocupam o governo. A avaliação é que um racha pode fortalecer a oposição e provocar a aprovação de requerimentos com a convocação de integrantes da cúpula do governo, além da inclusão de novas denúncias para serem investigadas pela CPI.

Diante das incertezas governistas, a oposição ainda tenta chegar a um acordo com os líderes do governo sobre a escolha dos ocupantes dos principais cargos da CPI. O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio Neto (AM), afirmou que a oposição deve lançar candidato à presidência da CPI, provavelmente o senador Antonio Carlos Magalhães Junior (DEM-BA). "Vamos marcar nossa posição", disse o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM).

A aposta seria a confusão na CPI das ONGs. Para atender uma reivindicação do PC do B que tem interesse em defender e evitar constrangimentos a seus afilhados políticos na ANP (Agência Nacional do Petróleo), os governistas indicaram o senador Inácio Arruda (PC do B -CE) --que relatava a CPI das ONGs-- para a CPI da Petrobras.

A oposição então assumiu o controle das investigações da ONGs, passando a relatoria para o líder do PSDB, que pretende transformá-la na principal arma contra o governo. Com a manobra, os governistas voltaram Arruda para a CPI das ONGs, para tentar retomar a relatoria.

No comando dessa CPI, DEM e PSDB já se preparam para colocar na pauta a convocação do assessor especial da presidência da Petrobras, Rosemberg Pinto, responsável pelo repasse de R$ 1,4 milhão para ONG ligada ao PT que organizou festas de São João na Bahia.

Comentários dos leitores
josé reis barata barata (3429) 11/11/2009 14h38
josé reis barata barata (3429) 11/11/2009 14h38
Apagão!
Parece ter atingido também à moderação em face à lentidão fora do comum na edição das opiniões. Talvez fosse conveniente, em respeito, se é que existe, ao participante um simples comunicado. A dúvida nunca foi boa conselheira; diversamente, é péssima. Mormente entre supostos parceiros envolvidos em um caso supostamente comum: informação.
sem opinião
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Louis Fod (314) 11/11/2009 10h29
Louis Fod (314) 11/11/2009 10h29
Oh Cassio! Fala um pouco sobre o Sarney, da tropa de choque, Renan Calheiros e Fernando Collor de Melo ... Por que será que quando alguém é pago para defender o governo seu único argumento é a economia?
CPI da petrobrás não chegou a lugar nenhum, previsível a maioria é do pt ou tropa de choque, são ratos cuidando do queijo...
--
-- o seu dinheiro é a nossa energia --
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O Pacificador (133) 11/11/2009 08h05
O Pacificador (133) 11/11/2009 08h05
O (o)caso da Petrobras, nunca foi algo que deveria ser tocado por uma CPI.
Ali sempre foi um caso de polícia.
Aparelhamento partidário de uma empresa de capital misto, pública para todos os efeitos, com evidências de desvio da receita para fins eleitoreiros, seria mais do que o suficiente para uma intervenção.
Mas parece que nossa "justiça", nesse caso ao menos, prefere olhar para o outro lado.
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