Brasil
02/06/2009 - 12h33

PT e PMDB divergem sobre comando de CPI da Petrobras e Planalto intervém

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A poucas horas da instalação da CPI da Petrobras no Senado, a base aliada governista ainda não conseguiu chegar a um consenso sobre os nomes que serão indicados para a presidência e a relatoria da comissão. Desde a noite desta segunda-feira, líderes governistas mantêm conversas para definir os parlamentares que vão estar no comando das investigações.

O Palácio do Planalto entrou em campo para intermediar as negociações dos aliados, uma vez que os líderes Aloizio Mercadante (PT-SP) e Renan Calheiros (PMDB-AL) não chegaram a um consenso sobre os escolhidos.

Renan defende que o senador Romero Jucá (PMDB-RR) fique com a relatoria da CPI, mas vem sendo pressionado por integrantes do PMDB para que o partido também tenha em suas mãos a presidência da comissão --por ser a bancada com o maior número de parlamentares na Casa.

O nome do senador Paulo Duque (PMDB-RJ) ganhou força dentro do partido para presidir a CPI. O PT, por sua vez, tenta emplacar a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) ou o senador João Pedro (PT-AM) na relatoria da comissão. Mercadante chegou a ser cotado para presidir a CPI, mas acabou vetado por setores do PMDB.

Em meio ao impasse, o ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) entrou em campo para evitar que as rusgas entre Renan e Mercadante tragam consequências à unidade dos governistas na CPI. A oposição promete endurecer o tom das investigações depois que foi excluída do comando da comissão.

O DEM lançou o nome do senador Antônio Carlos Magalhães Júnior (BA) para presidir a CPI. Com o perfil "tranquilo", o parlamentar seria uma alternativa para convencer os governistas a dividirem o controle da comissão. Os governistas chegaram a admitir a hipótese de ceder a presidência da CPI ao democrata diante da falta de acordo dentro da base, mas foram pressionados pelo Planalto a não abrir mão dos cargos.

A instalação da CPI da Petrobras está marcada para às 14 horas, no Senado. A sessão vai ser presidida pelo senador Paulo Duque, o mais idoso entre os integrantes da comissão. Logo em seguida, serão escolhidos o presidente e o relator. Se não houver acordo, os integrantes da CPI vão definir no voto o comando da comissão.

Comentários dos leitores
Ismael Tavora (10) 10/11/2009 20h49
Ismael Tavora (10) 10/11/2009 20h49
A petrobras sob o comando de FHC aumentou em 1 milhão de barris ao dia isso mesmo 1 milhão de barris dia, e o sob o comando de Lula foi ladeira abaixo, conseguiu aumentar somente 250 mil barris e ainda aparelhou a Petrobras com seu cupinchas, dobrou o numero de funcionarios, acabou com a capacidade produtiva da Petrobras, uma vergonha.... sem opinião
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Cadê os meus comentários??????????????????? sem opinião
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adriana aires de souza (2) 10/11/2009 20h16
adriana aires de souza (2) 10/11/2009 20h16
Só uma pergunta pra que CPI? Essa é fácil de responder PRA NADA , só perca de tempo, de dinheiro, com reuniões que acabam sempre da mesma maneira em PIZZA. sem opinião
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