PT e PMDB divergem sobre comando de CPI da Petrobras e Planalto intervém
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A poucas horas da instalação da CPI da Petrobras no Senado, a base aliada governista ainda não conseguiu chegar a um consenso sobre os nomes que serão indicados para a presidência e a relatoria da comissão. Desde a noite desta segunda-feira, líderes governistas mantêm conversas para definir os parlamentares que vão estar no comando das investigações.
O Palácio do Planalto entrou em campo para intermediar as negociações dos aliados, uma vez que os líderes Aloizio Mercadante (PT-SP) e Renan Calheiros (PMDB-AL) não chegaram a um consenso sobre os escolhidos.
Renan defende que o senador Romero Jucá (PMDB-RR) fique com a relatoria da CPI, mas vem sendo pressionado por integrantes do PMDB para que o partido também tenha em suas mãos a presidência da comissão --por ser a bancada com o maior número de parlamentares na Casa.
O nome do senador Paulo Duque (PMDB-RJ) ganhou força dentro do partido para presidir a CPI. O PT, por sua vez, tenta emplacar a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) ou o senador João Pedro (PT-AM) na relatoria da comissão. Mercadante chegou a ser cotado para presidir a CPI, mas acabou vetado por setores do PMDB.
Em meio ao impasse, o ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) entrou em campo para evitar que as rusgas entre Renan e Mercadante tragam consequências à unidade dos governistas na CPI. A oposição promete endurecer o tom das investigações depois que foi excluída do comando da comissão.
O DEM lançou o nome do senador Antônio Carlos Magalhães Júnior (BA) para presidir a CPI. Com o perfil "tranquilo", o parlamentar seria uma alternativa para convencer os governistas a dividirem o controle da comissão. Os governistas chegaram a admitir a hipótese de ceder a presidência da CPI ao democrata diante da falta de acordo dentro da base, mas foram pressionados pelo Planalto a não abrir mão dos cargos.
A instalação da CPI da Petrobras está marcada para às 14 horas, no Senado. A sessão vai ser presidida pelo senador Paulo Duque, o mais idoso entre os integrantes da comissão. Logo em seguida, serão escolhidos o presidente e o relator. Se não houver acordo, os integrantes da CPI vão definir no voto o comando da comissão.
Leia mais notícias sobre a CPI da Petrobras
- Petrobras nega que vá anunciar duas reservas de gás e óleo para acuar oposição na CPI
- Base e oposição já têm requerimento para CPI da Petrobras
- Base aliada estuda ceder presidência da CPI da Petrobras à oposição para superar impasse
Outras notícias sobre política em Brasil
- Ações judiciais custaram R$ 33,5 bi aos cofres públicos em 2008, diz CNJ
- Lobão diz que devolverá dinheiro do auxílio-moradia se houver determinação do Senado
- Painel da Folha: Bloquinho quer lançar Ciro Gomes para o governo de SP
Especial
Livraria


avalie fechar
avalie fechar
avalie fechar