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Brasil
02/06/2009 - 19h22

Base aliada adia instalação da CPI da Petrobras para quinta-feira por falta de consenso

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O senador Paulo Duque (PMDB-RJ) marcou para quinta-feira a instalação da CPI da Petrobras no Senado. Apesar de a base aliada governista ainda não ter chegado a um acordo sobre as indicações para a presidência e a relatoria da comissão, o peemedebista convocou a reunião por estar interinamente no comando da comissão.

Duque suspendeu a instalação prevista para esta terça-feira depois que os governistas esvaziaram a sessão. Sem quórum (número mínimo de senadores no plenário da comissão), o peemedebista adiou a instalação da CPI. Ele assumiu a presidência por ser o mais idoso entre os membros da CPI, mas fica no cargo somente até que o presidente seja eleito.

Os governistas afirmam que o motivo do adiamento foi o impasse com a oposição em torno da relatoria da CPI das ONGs (organizações não-governamentais) --o que pode colocar em risco a nova sessão. A base aliada do governo promete instalar a CPI da Petrobras somente depois que o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), presidente da CPI das ONGs, destituir o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) da relatoria da comissão.

Virgílio assumiu o cargo depois que o antigo relator, senador Inácio Arruda (PC do B-CE), se tornou suplente da CPI das ONGs para assumir uma cadeira de titular na CPI da Petrobras.

O regimento interno do Senado impede que um senador seja titular de duas CPIs simultaneamente, por esse motivo Arruda foi destituído da relatoria da CPI das ONGs. Os governistas tentaram reverter a manobra e transformaram novamente Arruda em titular da CPI --mas Heráclito disse que não vai voltar atrás e tirar Virgílio da relatoria.

A oposição, por outro lado, afirma que o atraso na CPI da Petrobras não tem qualquer relação com a CPI das ONGs --e sim com o impasse entre PT e PMDB para a indicação dos cargos de comando da comissão.

O Palácio do Planalto entrou em campo para intermediar as negociações dos aliados, uma vez que os líderes Aloizio Mercadante (PT-SP) e Renan Calheiros (PMDB-AL) não chegaram a um consenso sobre os escolhidos.

Renan defende que o senador Romero Jucá (PMDB-RR) fique com a relatoria da CPI, mas vem sendo pressionado por integrantes do PMDB para que o partido também tenha em suas mãos a presidência da comissão --por ser a bancada com o maior número de parlamentares na Casa.

O PT, por sua vez, tenta emplacar a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) ou o senador João Pedro (PT-AM) na relatoria da comissão. Mercadante chegou a ser cotado para presidir a CPI, mas acabou vetado por setores do PMDB.

Comentários dos leitores
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
A oposição recomeçou o processo de privatização da Petrobras, antes mesmo de chegar ao poder.
Saudações
Dario
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Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Pela reportagem de valdo cruz, de 04.09.09, ver-se claaramente que a petrobrás não pertence mais ao brasil. Não tem ações ordinárias, (poder de voto) nem preferenciais, (nem lucra com ela). Isso bate com o que dilma falou, o pré-sal não trará benefícios para o brasil, ou seja o que produzir vai lá pra fora. Então pra que ficarem com essa balela de petróleo, que já não é mais nosso, se ele só traz mais dor de cabeça para a população? Esse governo não entende que preços altos só implica em pagamento de rendimentos para os acionistas e nenhum benefício para o país?
PETROBRÁS NÃO É BRASILEIRA= VALE, entre outras.
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Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
A nossa apatia com as tais CPIs tem fundamento porque, aqueles que estão no poder, movimentam todos os instrumentos para brecarem qualquer investigação.
Por isso, presido uma associação que aciona o Ministério Público. Sempre aconselhamos os políticos que desejam apurar irregularidades a fazerem o mesmo. E foi isso que o senador Álvaro Dias fez.
Ele entregou 18 representações à Procuradoria-Geral da União, contra a Petrobras. Os documentos apontam irregularidades cometidas pela atual administração da estatal e algumas de suas subsidiárias.
Infelizmente, não conseguimos extinguir o foro privilegiado.
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