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Brasil
04/06/2009 - 20h58

Deputado consegue novas assinaturas e reapresenta PEC do terceiro mandato

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O deputado Jackson Barreto (PMDB-SE) reapresentou nesta quinta-feira a PEC (proposta de emenda constitucional) que abre caminho para o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O deputado conseguiu 182 assinaturas favoráveis à proposta, o que permite a sua tramitação na Casa.

Barreto havia apresentado a PEC na semana passada, mas 13 deputados do DEM e PSDB retiraram as assinaturas do texto --o que automaticamente suspendeu a tramitação da proposta. Para tramitar na Câmara, o texto precisa do apoio de 171 deputados. Após a retirada das assinaturas, a PEC havia ficado com apenas 170 assinaturas.

Nenhum tucano voltou a assinar o texto, mas três deputados do DEM mantêm o apoio à proposta: Betinho Rosado (RN), Jerônimo Reis (SE) e Rogerio Lisboa (RJ). Entre os democratas, apenas Lisboa não tinha assinado a primeira versão da PEC.

Os tucanos retiraram as assinaturas depois que o presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PE), ameaçou os deputados de expulsão da legenda. O DEM não prevê medidas mais duras aos parlamentares por considerar que as assinaturas não significam o apoio dos parlamentares à matéria no momento em que for votada no plenário.

Barreto chegou a recolher 249 assinaturas para a nova versão da PEC, mas a Mesa Diretora da Câmara considerou válidas apenas 182 --uma vez que 11 não conferem, 43 foram colocadas de forma repetidas e duas são de deputados que não estão mais no exercício do mandato. Outras 11 assinaturas foram retiradas do texto.

Aliados

Além dos três deputados do DEM, a PEC de Barreto tem o apoio maciço de parlamentares da base aliada do presidente Lula. No total, 31 deputados do PT assinaram o texto --entre eles o secretário-geral do partido, José Eduardo Cardozo (SP) e o ex-líder do partido na Câmara Luiz Sérgio (RJ). Na primeira versão apresentada por Barreto, 46 deputados petistas haviam assinado o texto.

Do PMDB, maior bancada da Casa, 46 deputados assinaram a PEC. Também aderiram à matéria deputados do PC do B, PDT, PP, PMN, PR, PSB, PTB, PTC e PV.

A proposta permite duas reeleições continuadas para prefeitos, governadores e presidente da República. Se for aprovada, autoriza o presidente Lula a concorrer à uma nova eleição e, se eleito, ficar no cargo até 2014.

Para valer a tempo de ampliar o mandato de Lula, a PEC precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado até setembro. Se não houver retirada de assinaturas, a PEC tem que ser admitida pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e segue para discussão em uma comissão especial a ser criada na Câmara. Posteriormente, segue para votação nos plenários da Câmara e do Senado --o que pode não ocorrer a tempo de valer para as eleições de 2010.

Comentários dos leitores
Louis Fod (324) 21/11/2009 22h41
Louis Fod (324) 21/11/2009 22h41
LULA "diz" ou LULA disse , isso pouco importa quero saber o que ele FAZ ou fez. Isso aqui já foi mais animado. Resta a releitura dos episódios, Cano da Bolivia. Cano do Ecuador. Arapuca Hondurenha de Chaves... e na sequencia BNDES empresta 332 milhões para a Bolívia construir sua transcocalera.
-o-
Legal que o ministro "Lobão" não sabe o que seja tensão, corrente ou potência elétrica. Coisinha pouca, deixamos passar! Como disse um pelego do forum "um primario mal feito é irreparável".
sem opinião
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Eliezer pedroso (52) 21/11/2009 21h56
Eliezer pedroso (52) 21/11/2009 21h56
Caro Benedito, se o melhor presidente que esse país viu quisesse um terceiro mandato ele teria no primeiro turno no mínimo 65% dos votos. É uma pena que, diferente do ex-presidente, ele tem princípios e não mudará o jogo no decorrer do campeonato. Será que ele é o mentiroso? Ignorante na sua classe é regra. sem opinião
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João Ramos (1) 21/11/2009 13h34
João Ramos (1) 21/11/2009 13h34
Sou português a viver no Brasil há 7 anos e parece-me que o país ganhou uma consistência económica importante que poderá alavancar um trabalho decisivo na educação, na qualificação do trabalho, nas infraestruturas sociais, na segurança, a partir do qual alguns problemas assinalados como mais graves poderão começar a ser atenuados e porque não resolvidos.
Para mim um dos méritos do Presidente é deixar o País preparado para se requalificar. O próximo Presidente não terá, por exemplo, um serviço de dívida externa a desviar recursos, terá um país com maior independência tecnológica e industrial, de certo modo, se não estou enganado, terá uma situação macroeconómica estável e portanto maior disponibilidade para um trabalho focado no quotidiano social,económico e cultural do povo brasileiro.
Quanto às sua declarações no Rio Grande do Norte, julgo que são as de um homem de Estado, responsável e confiante no Brasil.
De minha parte: Força Brasil!
3 opiniões
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