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Brasil
08/06/2009 - 08h26

Por apoio a Dilma, PT cogita sacrificar petistas nos Estados

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CATIA SEABRA
da Folha de S.Paulo

Disposto a consolidar ampla coligação em apoio à ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), o comando do PT fixou como estratégica a costura de alianças nos seis principais Estados do país, ainda que à custa do sacrifício dos próprios petistas.

Para viabilizar a campanha de Dilma à Presidência, o PT nem sequer descarta a hipótese de renunciar à candidatura em São Paulo --berço da sigla-- em favor do lançamento do nome de Ciro Gomes (PSB-CE) ao governo do Estado.

Para Minas, prega o apoio ao peemedebista Hélio Costa, em detrimento de dois petistas: o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e o ex-prefeito Fernando Pimentel.

Hoje ministro das Comunicações, Hélio Costa, poderia ser convidado para a vice de Dilma, caso o atual governador Aécio Neves (PSDB) ocupe a vice de José Serra (PSDB) na corrida presidencial. Do contrário, a intenção da cúpula petista é lançar Hélio Costa para o governo, numa composição em que o PT concorreria ao Senado.

"Em São Paulo, o PT pode abrir mão do candidato se isso criar uma situação de expansão da aliança. Se o Ciro quiser ser candidato ao governo, se o [presidente do PMDB, Orestes] Quércia quiser, o PT pode discutir. Em Minas, seria bem mais fácil", admitiu o líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza, em consonância com Antonio Palocci e José Genoino.

"Temos que trabalhar com partidos potencialmente aliados para avaliar qual será o cenário necessário para viabilizar uma coligação grande de apoio a Dilma", justificou o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, para quem seria "contraditório" o rompimento do PT com o PMDB do Rio de Janeiro.

Além de São Paulo, Minas e Rio, o PT elegeu como fundamentais acordos no Paraná, no Rio Grande do Sul e na Bahia.

No Paraná, o cenário apontado como ideal é de lançamento do senador Osmar Dias (PDT) ao governo, oferecendo ao governador Roberto Requião (PMDB) vaga para o Senado.

Na Bahia, o PT investe na reaproximação do governador Jacques Wagner (PT) com o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional).

Para o Rio Grande do Sul, idealiza dois palanques para Dilma, do PMDB e do PT, mesmo que o preço seja o isolamento dos petistas no Estado.

Na sexta-feira, ao discursar no encontro da corrente CNB (Construindo o Novo Brasil), a maior do partido, o ex-ministro José Dirceu usou, segundo participantes, a expressão "enfiar a faca" para eliminação de resistência à construção de ampla aliança em torno de Dilma.

Escolhido candidato da corrente à presidência do PT, o presidente da BR, José Eduardo Dutra, foi mais brando: "O foco é a eleição de Dilma".

O assédio a Ciro foi enfaticamente defendido durante a reunião. Nascido em Pindamonhangaba (SP) e com domicílio eleitoral no Ceará, Ciro teria de transferir o título para São Paulo. Seu nome é hoje cotado para a Presidência, mas não conta com apoio integral do PSB.

Para atrair o PSB, Berzoini defende a reedição de alianças em Pernambuco, no Ceará e no Rio Grande do Norte.

Sob o argumento de que é necessário reserva de energia para campanha de Dilma, a CNB prega a união em benefício de Dutra, seu candidato. Integrante do PT de Luta e de Massas, Vaccarezza propõe a composição também para presidente do partido. Mas a avaliação é que a disputa será inevitável.

Arte/Folha
Comentários dos leitores
Santos Júnior (327) 05/12/2009 22h19
Santos Júnior (327) 05/12/2009 22h19
Sr Cássio Tavares, enquanto os DEMs expulsam os corruptos do partido, o PT comemora seus 30 anos com a volta dos mensaleiros.Eu não tenho rabo preso com nenhum partido político, e para mim são tudo farinha do mesmo saco, mas da pra perceber uma mínima diferença?Um abraço! sem opinião
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Santos Júnior (327) 05/12/2009 19h20
Santos Júnior (327) 05/12/2009 19h20
Sr Cássio não é inventar, eu e muitos outros aqui gostaríamos de saber que tal de sucesso é esse rs.A educação continua péssima, a saúde pública nem se fala, continuamos pagando muitos impostos, e apesar da declaração de auto-suficiência em petróleo, a gasolina continua bem carinha e ainda o importamos...A vale nunca foi patrimônio do povo brasileiro.Depois que ela foi vendida eu não recebi a minha parte, o senhor recebeu a sua?Era uma empresa que estava a beira do colapso e que servia pra funcionário público preguiçoso apadrinhado com político ganhar dinheiro sem ao menos ir lá "bater o ponto".Veremos a vale agora se não gera mais lucros ao Brasil.Da mesma forma foi nos setores de telefonia, o sr se lembra o quanto era difícil uma linha telefônica em casa?E agora será que melhorou ou piorou?Quando a Petrobrás descobriu o petróleo abaixo desta camada "Pré-Sal" logicamente o governo fez mais que sua obrigação, investindo recursos para sua exploração e para a propaganda, é claro, em cima de tal descoberta, afinal não poderiam perder esta "boquinha".Isto não é factóide, é realidade.É só tentar discutir estes assuntos com aqueles que não recebem bolsa do governo e aí o senhor verá o que pensam.Um abraço! 3 opiniões
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Cassio Tavares (758) 05/12/2009 15h50
Cassio Tavares (758) 05/12/2009 15h50
O ex-presidente Fernando Henrique foi literalmente afastado de aparecer no programa do partido nessas 5ª feira. Se aparecer já seria desastroso, imagine só se ele resolvesse falar. Nem a pau Juvenal. O partido até que enfim deu uma dentro. Mas também com um cidadão que já havia dito assim : ESQUEÇAM DE TUDO QUE ESCREVI, o que ele falasse poderia ser altamente desastroso para o partido. Ué, e a Governadora Yeda Cruzius também não apareceu por motivos mais do que óbvios. Desse jeito não vai sobrar ninguém. E no Programa Café com Leite, foi elogio pra lá, elogio pra cá. Só lá na telinha viu, porque aqui fora a coisa está brava. Mas estão dizendo que o Kassab ( cá sabe alguma coisa ) está já soprando no pé do ouvido do governador : não entra nessa não Serra. Isso aí é gelada. Desembarca. Mas como vai dizer ao partido que vai preferir a reeleição ?. É um constrangimento enorme e que ele vai empurrando com a barriga até quando puder. E o mineirinho vai só solapando por trás. 5 opiniões
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