Brasil
08/06/2009 - 13h49

Lula vai interferir em impasse entre PT e PMDB para definir comando da CPI da Petrobras

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comunicou nesta segunda-feira aos ministros da coordenação política que vai agir diretamente para tentar contornar o imbróglio criado pelos líderes governistas em torno da definição dos cargos de comando da CPI da Petrobras. Segundo o ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais), o presidente Lula não vai precisar usar "panos quentes" porque está definido que PT e PMDB ocuparão os principais cargos.

Durante a reunião do núcleo político do governo, o presidente informou que pretende procurar o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), e o líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), para tentar encontrar uma saída para a composição.

"As coisas estão decididas. Fica entre PT e PMDB. Agora, precisa saber quem fica na relatoria e na presidência. Os quadros estão parcialmente montados.O governo tem absoluta tranquilidade de que as coisas vão transcorrer com tranquilidade. O presidente disse que vai tomar a iniciativa de conversar com Sarney e líderes do PT e PMDB. Ele é quem faz a coordenação. Eu dou os recados", disse Múcio.

O ministro afirmou que a CPI deve ser instalada na quarta-feira e que a principal dificuldades é conciliar o número de senadores interessados em participar das investigações. Múcio justificou que o interesse dos governistas em integrar a CPI é motivado pela importância da estatal para o país.

"Não precisa por panos quentes. Não há necessidade de panos quentes. Está se discutindo apenas quem vai participar. Essa é a CPI da mais importante empresa do Brasil. CPI da principal empresa de combate a essa crise. É uma empresa de todos os brasileiros, de maneira que todos desejam participar", disse.

A preocupação do governo, sustentou o ministro, é com o debate político da CPI. "Nós não vamos conseguir fugir de ter um tom político é do tom da casa. Mas a Petrobras está preparada para responder tudo. A Petrobras montou um blog e algumas questões que poderiam ser postas na CPI já estão na internet.

Para Múcio, apesar da exploração política da CPI, não haverá "pirotecnia". "Quem teve interesse em instalar a CPI não vai ter interesse em pirotecnia", disse.

A movimentação do presidente atende aos pedidos de interlocutores. O presidente foi alertado na semana passada que o impasse entre os líderes do PT e do PMDB para a escolha dos senadores que vão ocupar os cargos de comando da CPI está longe de ser solucionado. A preocupação de interlocutores próximos do presidente é que o racha traga desgastes à estatal no início das investigações.

O PMDB não é considerado por senadores governistas um parceiro fiel em CPIs --e o desentendimento com o PT, na avaliação de integrantes da base aliada, pode causar novas turbulências nessa relação. Em investigações recentes, os peemedebistas abandonaram o governo nas CPIs dos Bingos e dos Correios.

Arte/Folha
Comentários dos leitores
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
A oposição recomeçou o processo de privatização da Petrobras, antes mesmo de chegar ao poder.
Saudações
Dario
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Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Pela reportagem de valdo cruz, de 04.09.09, ver-se claaramente que a petrobrás não pertence mais ao brasil. Não tem ações ordinárias, (poder de voto) nem preferenciais, (nem lucra com ela). Isso bate com o que dilma falou, o pré-sal não trará benefícios para o brasil, ou seja o que produzir vai lá pra fora. Então pra que ficarem com essa balela de petróleo, que já não é mais nosso, se ele só traz mais dor de cabeça para a população? Esse governo não entende que preços altos só implica em pagamento de rendimentos para os acionistas e nenhum benefício para o país?
PETROBRÁS NÃO É BRASILEIRA= VALE, entre outras.
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Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
A nossa apatia com as tais CPIs tem fundamento porque, aqueles que estão no poder, movimentam todos os instrumentos para brecarem qualquer investigação.
Por isso, presido uma associação que aciona o Ministério Público. Sempre aconselhamos os políticos que desejam apurar irregularidades a fazerem o mesmo. E foi isso que o senador Álvaro Dias fez.
Ele entregou 18 representações à Procuradoria-Geral da União, contra a Petrobras. Os documentos apontam irregularidades cometidas pela atual administração da estatal e algumas de suas subsidiárias.
Infelizmente, não conseguimos extinguir o foro privilegiado.
sem opinião
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