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Brasil
08/06/2009 - 16h24

Oposição diz que entrada de Lula na negociação de cargos da CPI é humilhação ao Congresso

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O anúncio de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai costurar um acordo entre os líderes governistas para a composição dos cargos-chaves da CPI da Petrobras não foi bem recebido pela oposição. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), autor do pedido de criação da CPI, criticou a postura do presidente e disse que a interferência seria uma "humilhação" ao Congresso.

O tucano disse que a oposição continua trabalhando com a instalação da CPI na próxima quarta-feira. Líderes da oposição conversaram nesta segunda-feira com os senadores Fernando Collor (PTB-AL) e Jefferson Praia (PDT-AM), que são da base aliada. Eles teriam prometido comparecer a reunião da comissão para evitar que o quorum caia mais uma vez.

O início dos trabalhos foi adiado por duas vezes por causa de manobras dos governistas que não chegaram a um entendimento sobre a escolha do presidente e do relator da CPI.

"Isto é uma interferência indevida. Se o Congresso aceitar isso, estará se agachando. A CPI é prerrogativa do Senado, se aceitar isso é uma humilhação", afirmou.

O ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) disse hoje que o presidente Lula iria procurar o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), e o líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), para tentar encontrar uma saída para a composição da CPI.

Segundo Dias, a oposição não trabalha com a alternativa de devolver a relatoria da CPI das ONGs para os governistas. A base aliada afirma que só instala a CPI da Petrobras se tiver nas mãos a relatoria das ONGs. "Isso não está sendo analisado", afirmou.

Os governistas pressionam o presidente da CPI das ONGs, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), a entregar para um governista a relatoria da CPI que investiga denúncias de irregularidades nos repasses do governo para ONGs. O cargo era do senador Inácio Arruda (PC do B-CE), que deixou a investigação das ONGs para entrar na CPI da Petrobras. A oposição aproveitou o descuido e entregou a relatoria para o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM).

Comentários dos leitores
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
A oposição recomeçou o processo de privatização da Petrobras, antes mesmo de chegar ao poder.
Saudações
Dario
sem opinião
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Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Pela reportagem de valdo cruz, de 04.09.09, ver-se claaramente que a petrobrás não pertence mais ao brasil. Não tem ações ordinárias, (poder de voto) nem preferenciais, (nem lucra com ela). Isso bate com o que dilma falou, o pré-sal não trará benefícios para o brasil, ou seja o que produzir vai lá pra fora. Então pra que ficarem com essa balela de petróleo, que já não é mais nosso, se ele só traz mais dor de cabeça para a população? Esse governo não entende que preços altos só implica em pagamento de rendimentos para os acionistas e nenhum benefício para o país?
PETROBRÁS NÃO É BRASILEIRA= VALE, entre outras.
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Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
A nossa apatia com as tais CPIs tem fundamento porque, aqueles que estão no poder, movimentam todos os instrumentos para brecarem qualquer investigação.
Por isso, presido uma associação que aciona o Ministério Público. Sempre aconselhamos os políticos que desejam apurar irregularidades a fazerem o mesmo. E foi isso que o senador Álvaro Dias fez.
Ele entregou 18 representações à Procuradoria-Geral da União, contra a Petrobras. Os documentos apontam irregularidades cometidas pela atual administração da estatal e algumas de suas subsidiárias.
Infelizmente, não conseguimos extinguir o foro privilegiado.
sem opinião
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