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Brasil
09/06/2009 - 08h14

José Serra acerta aliança com DEM na Bahia

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CATIA SEABRA
da Folha de S.Paulo

Dedicado à montagem de palanques sólidos no Nordeste, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), patrocinou ontem a reedição da aliança entre DEM e PSDB na Bahia. Rivais no Estado, tucanos e democratas não formalizam uma coligação desde 1998.

Pelo acordo --sacramentado na tarde de ontem, no gabinete de Serra--, o ex-governador Paulo Souto (DEM) será o candidato da aliança no Estado.

"Souto é o nosso candidato", disse o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), avalista do acordo.

Segundo o presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia (RJ), Serra afirmou que "Souto será o condutor do processo eleitoral no Estado".

A aliança será formalmente anunciada na segunda-feira que vem em Salvador. No ato, Souto representará o DEM ao lado do presidente do PSDB, Antônio Imbassahy.

O evento será ainda a comprovação de que, pela manutenção da aliança, os tucanos desistiram da ideia de levar Souto para o partido.

Ao dar uma demonstração de que trabalha pela candidatura, Serra tenta aplacar a ansiedade dos democratas para que antecipe a campanha eleitoral.

Além disso, deixa claro o esforço para consolidação de palanques confortáveis na região em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exibe fôlego.

"É uma sinalização para o resto do país, de que estamos trabalhando juntos", afirmou o democrata Rodrigo Maia.

A pedido de Serra, Guerra trabalhará para desatar outros nós, como o do Estado de Sergipe. Lá, o PSDB flerta com o PT.

Serra --que deverá viajar na sexta-feira para Pernambuco-- preferiu, no entanto, faltar ao seminário organizado pelo DEM para discussão da crise mundial sob o argumento de que a agenda estava lotada.

No evento, foi representado pelo vice Alberto Goldman. Antes do seminário, democratas manifestavam inquietação quanto à indefinição do PSDB.

Num pequeno grupo repleto de simpatizantes da candidatura do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, a avaliação era a de que, ao postergar a campanha, Serra torna inevitável uma disputa no PSDB.

Além de democratas, o presidente nacional do PPS, Roberto Freire (PE), manifestou sua preocupação diretamente a Serra. "Ele me disse que está no tempo certo", contou Freire.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse ontem que "não é o momento de ficar aflito por causa da campanha". Segundo ele, não se pode cobrar que governadores tucanos entrem em campanha.

"É uma situação difícil", reconheceu FHC. "Não se pode pedir a um governador que não trabalhe pelo seu povo para fazer campanha."

Segundo tucanos, Serra repete que não pretende confrontar Aécio neste momento.

Comentários dos leitores
mario pedrosa (137) 07/12/2009 19h58
mario pedrosa (137) 07/12/2009 19h58
Alta popularidade de Lula: toda unaniminidade é burra. sem opinião
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Ismar Dias Ferreira (18) 07/12/2009 19h54
Ismar Dias Ferreira (18) 07/12/2009 19h54
Sinceramente não entendo essa aliança. Sem querer desmerecer o PSOL - que tem gente séria e uma postura coerente, e merece respeito - penso que a candidatura de Marina, numa composição eleitoral com o PSOL, perde muito em dimensão.
O discurso de Marina, focado no desenvolvimento sustentável, numa nova ética em relação à natureza e num novo compromisso com as gerações futuras, tem uma dimensão universal, moderna e contemporânea, que transcende a visão de esquerda tradicional e arcaica que preside no meio do PSOL.
A agenda de Marina - dando ênfase à questão do combate à pobreza e às desigualdades entre os homens e as nações, numa visão humanista focada no desenvolvimento justo e igualitário - constitui uma idéia-força capaz de atrair apoios e votos em amplo espectro da sociedade brasileira, gente de esquerda e de direita, intelectuais e empresários, gente de todas as classes.
Penso, no entanto, que uma composição formal com o PSOL resultaria na perda de grande parte desse potencial.
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Antonio Fouto Dias (2816) 07/12/2009 18h34
Antonio Fouto Dias (2816) 07/12/2009 18h34
Esse resultado de pesquisa no que se refere a rejeição, vem comprovar de que, numa escolha entre Marina Silva e Heloisa Helena, esta(Heloisa) tem melhores condições para alcançar um resultado mais satisfatório, principalmente porque, além de, o índice de rejeição ser menor, a intenção de votos é maior a seu favor.
Lamentavelmente em política tudo pode acontecer, principalmente a brasileira e as cisrcunstâncias favorecem para que Marina Silva seja a escolhida.
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