Governistas boicotam CPI das ONGs contra permanência de tucano em relatoria
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O presidente da CPI das ONGs do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), rejeitou hoje pedido da base aliada para reconduzir o senador Inácio Arruda (PC do B-CE) à relatoria da comissão. Com a negativa de Heráclito, senadores da base aliada do governo se retiraram da sessão da CPI e prometem obstruir indefinidamente os trabalhos da comissão --que investiga irregularidades em repasses de ONGs.
Como os governistas são maioria na CPI, eles prometem esvaziar todas as sessões da comissão para impedir que o novo relator, senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), consiga aprovar requerimentos ou dar continuidade às investigações. Os governistas alegam que Heráclito quebrou um acordo firmado com a base aliada ao designar um senador da oposição para a relatoria.
"Independentemente da vacância ou não da relatoria da CPI, no meu entendimento o acordo pactuado que valeu para a substituição da presidência da comissão valeria também para a indicação do relator. Mesmo que o senador Arruda tivesse se retirado da CPI, caberia à base do governo indicar o seu substituto", disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).
O impasse teve início depois que Arruda, antigo relator da CPI, deixou de ser titular da comissão, passando a suplente. A mudança ocorreu para que a Arruda assumisse uma vaga de titular na CPI da Petrobras --uma vez que o regimento do Senado permite que um senador ocupe apenas uma vaga de titular em CPIs que funcionam simultaneamente.
Com a mudança, Heráclito designou Virgílio para a relatoria da CPI das ONGs. Os governistas ficaram irritados com a postura do democrata e tentaram reconduzir Arruda para a relatoria --o que foi negado por Heráclito. Jucá argumenta que, no ano passado, a base aliada do governo cumpriu acordo com oposição designando o democrata para a presidência depois que o senador Raimundo Colombo (DEM-SC) deixou o cargo.
"Num ato de respeito e cumprindo o entendimento, aguardamos e foi indicada Vossa Excelência para a presidência da CPI. Como a base detinha o cargo, suprir a substituição da base do governo pela oposição fere o entendimento e o regimento nessa questão da substituição", afirmou Jucá.
CPI Petrobras
Heráclito disse que não vai reconduzir Arruda à relatoria porque a oposição tem direito a ficar com o duplo comando da comissão, uma vez que os governistas também prometem ficar com a presidência e a relatoria da CPI da Petrobras. "O fato de trazer alguém da oposição foi a tendência seguida pelos senhores em relação à CPI que estava sendo criada, da Petrobras. Se a CPI da Petrobras pode, porque a outra não pode?", questionou Heráclito.
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), autor do pedido de criação da CPI da Petrobras, disse que os governistas não podem adotar "dois pesos e duas medidas" na Casa Legislativa. "É evidente que cada CPI tem a sua história, mas o nosso comportamento deve ser o mesmo sempre. Qquando há desrespeito à praxe do lado do governo, é natural que a oposição faça o mesmo, trilhe o mesmo caminho", afirmou Dias.
Jucá rebateu a oposição ao afirmar que as duas CPIs não têm qualquer ligação. "Querer quebrar o acordo da CPI das ONGs por causa da CPI da Petrobras, eu acho que uma coisa não tem nada a ver com a outra."
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Especial


Parece ter atingido também à moderação em face à lentidão fora do comum na edição das opiniões. Talvez fosse conveniente, em respeito, se é que existe, ao participante um simples comunicado. A dúvida nunca foi boa conselheira; diversamente, é péssima. Mormente entre supostos parceiros envolvidos em um caso supostamente comum: informação.
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CPI da petrobrás não chegou a lugar nenhum, previsível a maioria é do pt ou tropa de choque, são ratos cuidando do queijo...
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-- o seu dinheiro é a nossa energia --
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Ali sempre foi um caso de polícia.
Aparelhamento partidário de uma empresa de capital misto, pública para todos os efeitos, com evidências de desvio da receita para fins eleitoreiros, seria mais do que o suficiente para uma intervenção.
Mas parece que nossa "justiça", nesse caso ao menos, prefere olhar para o outro lado.
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