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Brasil
10/06/2009 - 09h37

Petrobras utiliza carta de 2008 para defender obra

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ELVIRA LOBATO
da Folha de S.Paulo, no Rio

Na tentativa de neutralizar o impacto de um relatório de março deste ano, que apontou o encarecimento de 84% no custo de construção do gasoduto Urucu-Manaus, a Petrobras colocou em seu recém-criado blog Fatos e Dados uma manifestação do ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Augusto Nardes feita em setembro do ano passado, quando a projeção atual sobre o custo da obra não era conhecida.

Diante da iniciativa da estatal, o ministro afirmou, por intermédio da assessoria do TCU, que a declaração valia para a época em que ela foi dada e que "não necessariamente, faz sentido neste momento".

Nardes é relator do processo no TCU que investiga o aumento de custos do gasoduto Urucu-Manaus. Segundo a assessoria do tribunal, o ministro só fará nova manifestação sobre o processo nos autos.

A Folha revelou, anteontem, que o gasoduto custará quase o dobro do que a Petrobras previa em junho 2006. O orçamento saltou de R$ 2,4 bilhões para R$ 4,58 bilhões.

Além disso, um novo aditivo contratual, no valor de R$ 200 milhões, está em negociação entre a Petrobras e o consórcio Consag (formado pela Andrade Gutierrez e pela Carioca Engenharia), responsável pela construção do trecho Coari-Anamã.

As informações sobre o custo do projeto constam de um relatório do comitê de representantes de Eletrobrás, Petrobras, Manaus Energia e Companhia de Gás da Amazônia, encarregado de avaliar o custo do transporte do gás natural pelo gasoduto Urucu-Manaus.

No mesmo dia em que a reportagem foi publicada, a Petrobras reproduziu em seu blog uma manifestação de Nardes, elogiosa ao projeto, depois de visitar a obra, em setembro do ano passado.

Naquela ocasião, Nardes declarou que o custo do projeto estava calculado em R$ 3 bilhões, um aumento de 25% em relação à estimativa inicial de R$ 2,4 bilhões. Ele justificou o encarecimento com problemas enfrentados pela estatal no decorrer da obra.

Comentários dos leitores
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
A oposição recomeçou o processo de privatização da Petrobras, antes mesmo de chegar ao poder.
Saudações
Dario
sem opinião
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Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Pela reportagem de valdo cruz, de 04.09.09, ver-se claaramente que a petrobrás não pertence mais ao brasil. Não tem ações ordinárias, (poder de voto) nem preferenciais, (nem lucra com ela). Isso bate com o que dilma falou, o pré-sal não trará benefícios para o brasil, ou seja o que produzir vai lá pra fora. Então pra que ficarem com essa balela de petróleo, que já não é mais nosso, se ele só traz mais dor de cabeça para a população? Esse governo não entende que preços altos só implica em pagamento de rendimentos para os acionistas e nenhum benefício para o país?
PETROBRÁS NÃO É BRASILEIRA= VALE, entre outras.
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Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
A nossa apatia com as tais CPIs tem fundamento porque, aqueles que estão no poder, movimentam todos os instrumentos para brecarem qualquer investigação.
Por isso, presido uma associação que aciona o Ministério Público. Sempre aconselhamos os políticos que desejam apurar irregularidades a fazerem o mesmo. E foi isso que o senador Álvaro Dias fez.
Ele entregou 18 representações à Procuradoria-Geral da União, contra a Petrobras. Os documentos apontam irregularidades cometidas pela atual administração da estatal e algumas de suas subsidiárias.
Infelizmente, não conseguimos extinguir o foro privilegiado.
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