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Brasil
10/06/2009 - 11h39

Sarney nega que neto tenha sido contratado por ato secreto do Senado

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), negou nesta quarta-feira que a nomeação de seu neto, João Fernando Michels Sarney, para integrar o quadro de servidores da Casa tenha ocorrido por meio de um boletim administrativo secreto. Sarney prometeu acabar com as nomeações em boletins suplementares.

O presidente do Senado chegou hoje à Casa com a cópia de um boletim administrativo para afirmar que a contratação de seu neto ocorreu dentro da legalidade. O documento não foi repassado para os jornalistas.

"O que posso dizer é que os jornais hoje estão trabalhando sob uma informação totalmente inexata, que teria sido nomeado um neto meu num boletim secreto. Está aqui o boletim do dia 1º de fevereiro de 2007, publicado aqui no Senado. Isso aqui mostra perfeitamente que está sendo trabalhada uma informação totalmente inexata no que diz respeito ao nome desse rapaz", disse.

Segundo reportagem publicada hoje pelo jornal "O Estado de S. Paulo", um levantamento de técnicos da Casa mostra que 300 atos administrativos secretos --entre eles o do neto de Sarney-- foram usados para nomear parentes, amigos, criar cargos e aumentar salários.

Aparecem as nomeações da ex-mulher do deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS) na Advocacia-Geral e da ex-presidente da Câmara Municipal de Murici, cidade cujo prefeito é filho do hoje líder do PMDB, Renan Calheiros (AL).

Sarney afirmou que todos esses atos estão em "boletins suplementares" --que são publicados com um intervalo de tempo após a exoneração e contratação-- e prometeu acabar com este sistema. "Agora o que posso dizer é que nós mandamos publicar todos os boletins que não foram publicados ao longo do tempo durante a minha administração. Primeiro, isto aqui mostra transparência total. Ninguém queria esconder nada, estava lá, estava publicada a nomeação, não havia porque esconder e todas essas publicações que tem sido feitas tem sido autorizadas por nós", afirmou.

O presidente do Senado disse ainda que não fez nenhuma pressão para que seu neto fosse contratado para trabalhar no gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA), seu aliado político.

De acordo com a reportagem, João Fernando, que ainda não tem curso superior, esteve lotado até 3 de outubro do ano passado e recebia um salário de R$ 7.600. Ele foi exoneado após o STF (Supremo Tribunal Federal) editar a súmula vinculante que proíbe o nepotismo nos três Poderes.

"A nomeação do João Fernando foi feita quando o senador Cafeteira assumiu e constituiu seu gabinete. Pela nossa lei regimental ele tem a prerrogativa de convidar quem quiser. Foi ele quem escolheu, foi ele quem nomeou e o que eu posso afirmar é que eu não pedi a ele a nomeação do meu neto para participar do seu gabinete, vocês podem junto a ele perguntar se é verdade ou não", disse.

Comentários dos leitores
Cassio Tavares (739) 04/12/2009 18h18
Cassio Tavares (739) 04/12/2009 18h18
Na imprensa alemã hoje - No primeiro dia de sua viagem à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi tratado como estrela da política internacional em reportagens na imprensa local.
O prestigioso jornal Süddeutsche Zeitung se referiu a Lula como "superstar" em uma reportagem que afirma que o Brasil é festejado sob seu governo, como se só agora o país tivesse sido descoberto pelo resto do mundo.
O texto diz ainda que o presidente brasileiro tem um alto índice de aceitação não somente entre os próprios brasileiros, mas também por parte de políticos de outros países.
O jornal econômico Handelsblatt disse que Lula chega à Alemanha para conversar com a chanceler Angela Merkel "de igual para igual".
No artigo intitulado Lula não vem como pedinte, o periódico afirma que o Brasil é um país desejado pelos investidores, e que a líder alemã corteja, por isso, o país em nome do setor econômico alemão.
'Milagre econômico'
Já o conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) diz que Lula chega à Alemanha como representante de uma "nova terra do milagre econômico" que "ultrapassou os tremores da crise global com uma velocidade impressionante".
Na reportagem intitulada Um visitante autoconfiante, o FAZ lembra que as empresas brasileiras estão, em muitos setores, na ponta do que há de melhor internacionalmente e que o "capital estrangeiro tem entrado no Brasil como nunca antes", o que faz do real "uma das moedas mais fortes do mundo".
O jornal diz ainda que o Brasil
sem opinião
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Marcos Carneiro (40) 04/12/2009 12h39
Marcos Carneiro (40) 04/12/2009 12h39
Estamos nos dirigindo para o caos. Um ministro que assim como seu chefe abre a boca arrogantemente prá falar baboseiras, mostra o nível de "gente" a que o país está entregue. Falar mal da classe produtora responsável pela produção de alimentos para o país e por grande parte da pauta de exportação parece piada, de muito mau gosto por sinal. Tudo bem Senhor Ministro que vocês tenham que defender essa enganação eleitoreira a todo custo, como forma de se manterem na mídia (2010 está chegando). A sua leviana acusação me deixou intrigado com uma coisa... Será que são os produtores rurais os responsáveis pela real escravização da população de baixa renda urbana que sobrevive em favelas, sem ter direito as necessidades básicas de saúde, educação, segurança, (leia-se tripé da enganação nas eleições) que se obriga a receber o mísero valor da tal "bolsa" para escapar da morte por pura incompetência desse mesmo governo? Senhor ministro, no campo (excluindo-se alguns assentamentos sustentados pelo governo) ainda se vive bem, tem-se emprego, produz-se o que se come, e não se vê ninguém acorrentado ou obrigado a fazer aquilo que não quer. Quem produz tudo o que se consome nesse país e em muitos outros são os produtores rurais, e estes merecem todo o nosso respeito e principalmente do governo. Mudem seus discursos, já estão ultrapassados há muito tempo, deixem de se acharem os "salvadores da pátria" o povo brasileiro é um povo bom e não merece viver de pão e circo como vocês desejam. 1 opinião
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Coitadinha da Srª Katia Abreu, chorou na tribuna"
Qdo ele ajuda a desapropiar terras, dos pequenos lá em tocantins, e incorpóra ao seu patrimonio, ai ele sorri né!
Vai vendo, tem uma Katia senadora, e outra ruralista, athá, sem nenhum interece, umm dá até para acretitar.
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