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Brasil
10/06/2009 - 15h10

Lula cancela agenda para discutir com líderes governistas temas do Congresso

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta quarta-feira com líderes governistas no Congresso Nacional para discutir a votação da reforma tributária e outros temas de interesse do governo no Legislativo.

Os governistas negam que Lula tenha discutido, no encontro, a instalação da CPI da Petrobras no Senado --embora a base aliada do governo tenha esvaziado conjuntamente os trabalhos da comissão marcados para esta quarta-feira.

A senadora Ideli Salvatti (PT-SC), líder do governo no Congresso, disse que a "postura autoritária" de parlamentares da oposição impediu um acordo na CPI das ONGs (organizações não-governamentais) que também viabilizasse a CPI da Petrobras. "A oposição resolveu ter uma atitude autoritária com relação à CPI das ONGs. Se não houver solução, nada mais em relação à CPI [da Petrobras] vai ser tratado", afirmou.

A reunião de Lula com líderes governistas foi convocada de última hora. Ele chegou a cancelar compromisso marcado no Grupamento dos Fuzileiros Navais, em Brasília, para discutir assuntos do Congresso.

Além de Ideli, participaram da reunião os líderes do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e o ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais).

Os governistas querem viabilizar a votação da reforma tributária até o final de junho, antes do recesso parlamentar do Legislativo. Fontana disse que os governistas vão tentar negociar os principais pontos da reforma dentro da própria base aliada e com os partidos de oposição, de forma a viabilizar a aprovação do texto.

Contrabandos

Lula também se reuniu nesta quarta-feira com o presidente Câmara, Michel Temer (PMDB-SP).

Segundo integrantes da base aliada, Lula comemorou a decisão de Temer em barrar os chamados "contrabandos" em medidas provisórias que tramitam na Casa.

Os "contrabandos" são emendas incluídas nos textos das MPs com assuntos que não têm qualquer ligação com o tema principal da matéria. A estratégia é usada para acelerar a votação de assuntos que têm tramitação lenta na Casa.

Comentários dos leitores
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
A oposição recomeçou o processo de privatização da Petrobras, antes mesmo de chegar ao poder.
Saudações
Dario
sem opinião
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Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Pela reportagem de valdo cruz, de 04.09.09, ver-se claaramente que a petrobrás não pertence mais ao brasil. Não tem ações ordinárias, (poder de voto) nem preferenciais, (nem lucra com ela). Isso bate com o que dilma falou, o pré-sal não trará benefícios para o brasil, ou seja o que produzir vai lá pra fora. Então pra que ficarem com essa balela de petróleo, que já não é mais nosso, se ele só traz mais dor de cabeça para a população? Esse governo não entende que preços altos só implica em pagamento de rendimentos para os acionistas e nenhum benefício para o país?
PETROBRÁS NÃO É BRASILEIRA= VALE, entre outras.
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Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
A nossa apatia com as tais CPIs tem fundamento porque, aqueles que estão no poder, movimentam todos os instrumentos para brecarem qualquer investigação.
Por isso, presido uma associação que aciona o Ministério Público. Sempre aconselhamos os políticos que desejam apurar irregularidades a fazerem o mesmo. E foi isso que o senador Álvaro Dias fez.
Ele entregou 18 representações à Procuradoria-Geral da União, contra a Petrobras. Os documentos apontam irregularidades cometidas pela atual administração da estatal e algumas de suas subsidiárias.
Infelizmente, não conseguimos extinguir o foro privilegiado.
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