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Brasil
14/06/2009 - 10h07

José Dirceu articula alianças do PT nos Estados

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CATIA SEABRA
da Folha de S.Paulo

Um intenso roteiro de viagens, marcado por audiências com ministros, governadores e congressistas. Essa agenda --típica de autoridades políticas-- é a do ex-ministro e deputado cassado José Dirceu (SP).

De fevereiro para cá, Dirceu já visitou 18 Estados, além do Distrito Federal e de São Paulo. Em todas as viagens, foi recebido por autoridades regionais e líderes petistas.

As mais recentes incursões incluíram audiências com os governadores de Santa Catarina, Luiz Henrique Silveira, Paraná, Roberto Requião, Espírito Santo, Paulo Hartung, e Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho. Todos peemedebistas.

Para a costura em Minas, Dirceu se reuniu, por exemplo, com os ministros Hélio Costa (Comunicações) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Social).

A conversa com Patrus aconteceu em El Salvador, onde assistiu à posse do presidente Maurício Funes. Com Hélio Costa, foi em Brasília, antes do embarque para San Salvador.

Nesta semana, Dirceu se reúne com o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. Em Minas, o desafio é a montagem de um palanque PMDB-PT, ainda que --em suas palavras-- seja necessário "apertar a porca" petista.

Oficialmente afastado da cena política desde 2005 --quando teve seu mandato cassado em meio ao escândalo do mensalão--, Dirceu começa a exercer, na prática, o papel que desempenhou em 2002: a consolidação de ampla aliança para a campanha presidencial.

A exemplo de 2002, ano em que coordenou a campanha do hoje presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva, Dirceu articula a composição de palanque para a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). A tarefa é tentar reproduzir a base de apoio do governo federal, mesmo que nos Estados o PT seja oferecido em sacrifício.

Seus passos não são ignorados pelo comando do PT. Dirceu visita os diretórios do partido onde quer que vá.

O ex-ministro chega a atuar como fiador de acordos, comprometendo-se a trabalhar pelo arremate de alianças: "A maioria do PT está com o apoio à minha reeleição", desconversou Sérgio Cabral Filho, ao responder sobre as negociações com Dirceu acerca de uma composição no Rio.

No Espírito Santo, Dirceu esteve com Hartung e com o prefeito de Vitória, João Coser (PT). Nas conversas, a hipótese de Coser abrir mão de sua candidatura ao governo do Estado em favor do vice-governador Ricardo Ferraço (PMDB).

Com Roberto Requião, Dirceu discutiu a edição de uma chapa encabeçada pelo senador Osmar Dias (PDT), com quem conversou por telefone. Para o Senado, Requião e a petista Gleice Hoffman.

Ex-presidente do PT e um dos expoentes da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), Dirceu não teve a mesma sorte em Santa Catarina. Recebido na residência oficial do governador, foi informado que lá está avançado o acordo PMDB-PSDB-DEM.

Sua investida --sempre com a complacência do PT-- é uma amostra de que o partido não está disposto a abrir mão da experiência de Dirceu. Além dele, os deputados Antonio Palocci e José Genoino têm trabalhado na campanha.

Procurado, Dirceu afirmou que tenta ajudar apenas como militante e ressaltou ter passado por 13 Estados no ano passado. "Tenho viajado, como fiz todos os anos. Neste ano, além da campanha da Dilma, tenho tentado ajudar na formação do palanque. Essa é minha contribuição", disse.

Comentários dos leitores
Adilson Ribeiro (16) 07/12/2009 16h51
Adilson Ribeiro (16) 07/12/2009 16h51
O resultado da pesquisa ser levado a sério, deverá mostrar uma preocupação ao governo do presidente Lula por dois motivos:
Primeiro, porque com a atual estabilidade econômica do país, o resultado deveria ser o inverso tratando-se de uma prévia muito antes das eleições.
Segundo, é que pesquisa revela a falta de carisma e alto índice de rejeição da ministra Dilma.
Com isso, certamente perderá o Brasil, se o PT não estudar a perspectiva de um candidato alternativo. É importante esclarecer que o carisma de Lula é único e a elite intelectual por mais que se esforce, na prática não consegue falar a linguagem do povo.
sem opinião
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Rolando Frati (109) 07/12/2009 11h51
Rolando Frati (109) 07/12/2009 11h51
Deixar de apoiar o candidato Lindberg do Pt e apoiar o candidato do PMDB no Rio só para se manter no poder. O que um Presidente do Pt faria , sem eleger deputados, sem eleger senadores, sem eleger governadores, só negociando cargos e ministérios com outros partidos. O Brasil não precisa disso, precisa de Ética. 3 opiniões
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Rolando Frati (109) 07/12/2009 11h45
Rolando Frati (109) 07/12/2009 11h45
Que bom ver Suplicy de volta a cena, estava muito acomodado como Senador. 4 opiniões
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