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Brasil
15/06/2009 - 15h58

Minc diz que está desbloqueando o PAC e que vetará projetos sem viabilidade

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

Apesar das pressões para facilitar autorizações ambientais para projetos de infraestrutura, o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) disse nesta segunda-feira que vai continuar vetando projetos que não têm viabilidade ambiental. Minc defendeu a ação do ministério na análise dos projetos, e alegou que vem "desbloqueando o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)".

"No Rio, quando era secretário, vetei uma térmica que não tinha viabilidade. E no governo federal, para vários empreendimentos, vamos dizer não. O presidente Lula tem consciência disso, senão não teria me convidado. Ele conhece minha história, me respeita, e sabe que estamos desbloqueando o PAC. Como diria ele, nunca se deu tanta licença na história deste país", afirmou Minc, depois de participar de audiência pública na Alerj (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro).

Outros ministros

Evitando entrar em rota de colisão com o ministro Edison Lobão (Minas e Energia), que disse haver um excesso de interpretação de leis ambientais que faz o Brasil perder oportunidades de ter mais hidrelétricas, Minc disse que não iria mais polemizar.

"Prometi ao presidente que não iria polemizar em público com outros ministros, e vou seguir a orientação", lembrou.

Minc levou um puxão de orelha do presidente Lula depois de criticar publicamente o colega Reinhold Stephanes (Agricultura). Após o episódio, Minc se comprometeu a não levar as brigas internas para a imprensa. "Ele [Lula] disse: 'Minc, você briga, faz as pazes. Briga com o cara da soja, faz as pazes. Briga com o Maggi, faz. Eu prefiro assim. Eu sei o que vai, o que não vai, as coisas estão andando, o desmatamento está caindo. Só peço para você tomar mais cuidado na questão pública em relação aos outros ministros'", afirmou Minc no último dia 4 ao relatar as palavras de Lula.

No dia seguinte, Lula minimizou a briga. "Quando um pai tem muito filho e os pais saem de casa, os filhos fazem algazarra e brigam entre si", disse Lula.

Hidrelétricas

Minc reconheceu que, no âmbito do ministério, pelo menos quatro projetos de hidrelétricas estão com cronograma atrasado, aguardando liberação ambiental. Sem dar detalhes, o ministro disse que, deste total, dois projetos não serão autorizados, sendo um deles referente à usina Santa Isabel, na bacia do Araguaia. Ao todo, segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), 18 empreendimentos hidrelétricos estão em atraso.

O principal projeto nesta lista, a usina de Belo Monte (PA), ganhará sinal verde do governo, de acordo com Minc. Ele explicou que espera conseguir derrubar ainda esta semana liminar que impede a realização de audiências públicas dentro do processo autorizatório da usina que terá capacidade instaladade aproximadamente 11.000 MW (megawatts).

"Vai ter o leilão, vamos resolver Belo Monte e vamos derrubar essa liminar esta semana. Não fazer audiência pública? Audiência pública é transparência. Sempre vai haver algum conflito. Se não houver, é que nem piquenique sem formiga", observou.

Segundo o ministro, o governo vai priorizar "boas hidrelétricas", que alaguem pouca área e gerem muita energia, e usinas eólicas, em detrimentos às termelétricas movidas a óleo ou carvão, que são mais poluentes. Minc disse ainda que o governo vai anunciar, na próxima quarta-feira, incentivos para desenvolver o mercado de usinas eólicas no país. Um dos benefícios será a isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre equipamentos eólicos.

"O Brasil vai ser uma potência eólica, não tem sentido a terra dos ventos, a terra do Sol, a terra da biomassa, ficar queimando carvão e óleo, e contribuindo para o aumento da temperatura e derretimento das geleiras, e aumento do nível do mar", argumentou.

Comentários dos leitores
Hilton Azeredo (1) 26/09/2009 06h35
Hilton Azeredo (1) 26/09/2009 06h35
Essa troca de "gentilezas" entre um governador e um ministro de estado, mostra o nível de qualificação dos personagens no exercício de funções
tão relevantes. Nós, eleitores, na condição de analfabetos funcionais, somos os principais responsáveis pela existência de tais indivíduos na nossa vida pública.
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Alcides Emanuelli (1645) 24/09/2009 23h49
Alcides Emanuelli (1645) 24/09/2009 23h49
Esse é o perfil de nossos homens publicos, são governadores e ministros se agredindo com palavras de baixo calão, com ofensas morais de ambas as partes.
No Parlamento eles se agredem sem saber o que estão fazendo, sai palavra e ofensas para todos os lados, é Sarney que briga pelo poder com seus adversários, é o color com a fisonomia transforma e transtornado agredindo violentamente e mandando o Pedro Simon digerir suas palavras, é sem limites mesmo os limetes da ética, mas eles estão ai mesmo, sempre reeleitos, sempre no Poder e do poder não fazendo nada para o povo e sim de acordo com seus interesses.
O que eles aprovam, mais 8000 mil vagas para 8000 mil malandros nas casas legislativas das cidades.
É a liberação da obstrução que a ficha suja poderia gerar na impossibilidades de se candidatarem, eles não aprovaram agora o cara pode ser ladrão devedor de todos os lados que pode ser candidato e o povo coitado sempre esperando por seriedade, honestidade e ética.
Antes eles até que falavam nisso, mas o tempo foi passando e eles esqueceram que existe algo como ética e moral na vida de um cidadão, e hoje eles são só um bando corporativistas de interesseiros oportunistas.
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John Maclane (9) 24/09/2009 23h38
John Maclane (9) 24/09/2009 23h38
Baixaria, baixaria, baixaria! Isso eh so a "ponta do Ice-berg" que nosso Brasil mostrou atravez dessa briga entre Minc e Punccinelle. sem opinião
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