Dilma admite aceleração das obras do PAC em 2010, mas nega caráter eleitoral
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) admitiu nesta segunda-feira que o ritmo de conclusão das obras do programa vai ser intensificado até 2010 --ano da disputa à Presidência da República. Ela negou o caráter eleitoreiro do programa. Dilma disse que o governo tem que ter "tranquilidade" para receber críticas sobre o uso eleitoral do PAC, mas cobrou "seriedade" daqueles que são contrários ao programa.
"Eu acho que a gente tem que ter a tranquilidade para receber críticas, mas também a seriedade para perceber que o PAC é um programa pluripartidário. Obviamente, a liderança cabe ao governo federal. Agora, nós temos parceira com governador do DEM, PSDB, PMDB e de várias origens partidárias", afirmou.
Dilma disse que o PAC vai ser "compartilhado" com todos os governadores de oposição, sem prioridade para os filiados a partidos da base aliada governista. A ministra disse que o crescimento no ritmo das obras é consequência de maior fiscalização e liberação de recursos para o programa.
"Uma coisa é certa e a gente vê em quase todas as regiões: a gente tem um nível crescente de execução. É como se hoje tivessem todos os atos concluídos que vão permitir um ritmo de obra sempre mais acelerado. A tendência é você ter agora uma aceleração, um ritmo cada vez maior porque os projetos vão amadurecendo."
Dilma elogiou o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), que executou 9% das obras do PAC previstas para a região do DF e entorno. A média nacional de execução das obras, segundo Dilma, é da ordem de 15%. "Eu sei que daqui para frente a obra só tenderá a acelerar. Não é uma corrida que você vai ganhar em 100 metros", afirmou.
Distrito Federal
A ministra fez nesta segunda-feira um balanço das obras no PAC no Distrito Federal e entorno. O governo federal vai injetar R$ 9,1 bilhões do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) na região até 2010, no total de 96% dos recursos que vão ser reservados para a região. O governo reservou R$ 9,4 bilhões para o DF e entorno nos investimentos do programa.
Arruda, que é da oposição, agradeceu os investimentos na região. "Gostaria de levar ao presidente Lula meus agradecimentos públicos pela maneira correta e suprapartidária com que o governo tem tratado todos os pleitos que dizem respeito a Brasília."
Dilma, por sua vez, usou uma frase que virou bordão do presidente da República para comentar os investimentos do PAC no Distrito Federal. "Eu acho que é uma quantidade de recursos, do ponto de vista de investimento concentrado numa região, a gente poderia parafrasear o nosso presidente: nunca antes na história do GDF [o montante foi tão elevado]."
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