Publicidade

Publicidade
Brasil
15/06/2009 - 17h22

Dilma admite aceleração das obras do PAC em 2010, mas nega caráter eleitoral

Publicidade

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) admitiu nesta segunda-feira que o ritmo de conclusão das obras do programa vai ser intensificado até 2010 --ano da disputa à Presidência da República. Ela negou o caráter eleitoreiro do programa. Dilma disse que o governo tem que ter "tranquilidade" para receber críticas sobre o uso eleitoral do PAC, mas cobrou "seriedade" daqueles que são contrários ao programa.

"Eu acho que a gente tem que ter a tranquilidade para receber críticas, mas também a seriedade para perceber que o PAC é um programa pluripartidário. Obviamente, a liderança cabe ao governo federal. Agora, nós temos parceira com governador do DEM, PSDB, PMDB e de várias origens partidárias", afirmou.

Dilma disse que o PAC vai ser "compartilhado" com todos os governadores de oposição, sem prioridade para os filiados a partidos da base aliada governista. A ministra disse que o crescimento no ritmo das obras é consequência de maior fiscalização e liberação de recursos para o programa.

"Uma coisa é certa e a gente vê em quase todas as regiões: a gente tem um nível crescente de execução. É como se hoje tivessem todos os atos concluídos que vão permitir um ritmo de obra sempre mais acelerado. A tendência é você ter agora uma aceleração, um ritmo cada vez maior porque os projetos vão amadurecendo."

Dilma elogiou o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), que executou 9% das obras do PAC previstas para a região do DF e entorno. A média nacional de execução das obras, segundo Dilma, é da ordem de 15%. "Eu sei que daqui para frente a obra só tenderá a acelerar. Não é uma corrida que você vai ganhar em 100 metros", afirmou.

Distrito Federal

A ministra fez nesta segunda-feira um balanço das obras no PAC no Distrito Federal e entorno. O governo federal vai injetar R$ 9,1 bilhões do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) na região até 2010, no total de 96% dos recursos que vão ser reservados para a região. O governo reservou R$ 9,4 bilhões para o DF e entorno nos investimentos do programa.

Arruda, que é da oposição, agradeceu os investimentos na região. "Gostaria de levar ao presidente Lula meus agradecimentos públicos pela maneira correta e suprapartidária com que o governo tem tratado todos os pleitos que dizem respeito a Brasília."

Dilma, por sua vez, usou uma frase que virou bordão do presidente da República para comentar os investimentos do PAC no Distrito Federal. "Eu acho que é uma quantidade de recursos, do ponto de vista de investimento concentrado numa região, a gente poderia parafrasear o nosso presidente: nunca antes na história do GDF [o montante foi tão elevado]."

Comentários dos leitores
mario pedrosa (137) 07/12/2009 19h58
mario pedrosa (137) 07/12/2009 19h58
Alta popularidade de Lula: toda unaniminidade é burra. sem opinião
avalie fechar
Ismar Dias Ferreira (18) 07/12/2009 19h54
Ismar Dias Ferreira (18) 07/12/2009 19h54
Sinceramente não entendo essa aliança. Sem querer desmerecer o PSOL - que tem gente séria e uma postura coerente, e merece respeito - penso que a candidatura de Marina, numa composição eleitoral com o PSOL, perde muito em dimensão.
O discurso de Marina, focado no desenvolvimento sustentável, numa nova ética em relação à natureza e num novo compromisso com as gerações futuras, tem uma dimensão universal, moderna e contemporânea, que transcende a visão de esquerda tradicional e arcaica que preside no meio do PSOL.
A agenda de Marina - dando ênfase à questão do combate à pobreza e às desigualdades entre os homens e as nações, numa visão humanista focada no desenvolvimento justo e igualitário - constitui uma idéia-força capaz de atrair apoios e votos em amplo espectro da sociedade brasileira, gente de esquerda e de direita, intelectuais e empresários, gente de todas as classes.
Penso, no entanto, que uma composição formal com o PSOL resultaria na perda de grande parte desse potencial.
sem opinião
avalie fechar
Antonio Fouto Dias (2816) 07/12/2009 18h34
Antonio Fouto Dias (2816) 07/12/2009 18h34
Esse resultado de pesquisa no que se refere a rejeição, vem comprovar de que, numa escolha entre Marina Silva e Heloisa Helena, esta(Heloisa) tem melhores condições para alcançar um resultado mais satisfatório, principalmente porque, além de, o índice de rejeição ser menor, a intenção de votos é maior a seu favor.
Lamentavelmente em política tudo pode acontecer, principalmente a brasileira e as cisrcunstâncias favorecem para que Marina Silva seja a escolhida.
sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (15569)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca