Integrantes do MST invadem fazendas em São Paulo e Paraná
da Agência Folha, em Londrina
da Agência Folha, em Campinas
Cerca de 150 famílias ligadas ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) invadiram na madrugada de ontem a fazenda Eldorado, em Valinhos (85 km de SP).
Os proprietários entraram anteontem com pedido de reintegração de posse da fazenda, que tem 240 hectares.
A coordenação do movimento alegou que a invasão é uma forma de cobrar do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) a realização de uma análise das terras improdutivas na região.
Na área invadida funcionava a Granja Ceval, que está desativada há pelo menos 18 anos, segundo a Polícia Militar.
Os coordenadores do MST disseram que a área servirá para a construção de um condomínio de luxo. Os proprietários afirmaram que não poderiam falar sobre o assunto.
Durante a manhã de ontem, as famílias começaram a levantar os barracos de lona preta na fazenda. Um local foi adaptado para funcionar como cozinha.
Em dezembro de 2007, ao menos 200 pessoas ligadas ao MST invadiram a área e deixaram o local após 17 dias de invasão, depois de uma ordem judicial de reintegração de posse.
Paraná
Trabalhadores sem-terra ligados à Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) invadiram, na manhã de ontem, a fazenda Itaverá, em Alvorada do Sul (norte do PR). Em maio o mesmo grupo, de cerca de 300 pessoas, já havia invadido a área, e saído após decisão judicial.
A fazenda foi considerada improdutiva em laudo do Incra de dezembro do ano passado, mas a Usina Central do Paraná, do grupo Atala, recorreu. O recurso do grupo Atala ainda está em fase de análise na superintendência do Incra no Paraná.
Outra controvérsia sobre a área em litígio é quanto ao seu tamanho. A Contag afirma ter documentos que comprovam que a fazenda tem 2.520 hectares e que o grupo Atala tem documentos de apenas 912 hectares desse total.
O gerente da propriedade, Cícero dos Santos, registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil de Alvorada do Sul (458 km de Curitiba).
Na fazenda, usada para o cultivo de cana-de-açúcar, moram cinco famílias de funcionários. Até o final da tarde de ontem o grupo Atala não havia ingressado na Justiça com pedido de reintegração de posse.
Leia mais
- MST faz protestos em 15 Estados contra redução de verbas para educação
- Novo relator da CPI das ONGs quer quebrar sigilo de entidades ligadas ao PT e ao MST
- MST interdita rodovias na Paraíba pela libertação de sem-terras
Outras notícias sobre política em Brasil
- Servidores fazem greve de fome em protesto por reajuste salarial em Fortaleza
- Primeiro-secretário do Senado continua internado em São Paulo após reduzir estômago
- Serra diz que proposta de reforma tributária "piora tudo o que está aí"
Especial


avalie fechar
Ou seja, são terroristas, organizados e descaradamente financiados, por certos setores do governo.
Existem montanhas de provas nesse sentido, e ninguém faz absolutamente nada.
As "autoridades" fazem de conta que não vêm, porque se mexerem nisso, esbararão rapidamente em conhecidas figuras da nossa política.
Uma hora qualquer, se nada for feito, os que são atacados por essas quadrilhas, não terão outra alternativa, a não ser partir para o revide.
É só uma questão de tempo, e pelo jeito é exatamente isso o que estão querendo ...
avalie fechar
avalie fechar