Comissão do Senado deve entregar hoje conclusão sobre atos secretos
da Folha Online, em Brasília
Os técnicos da comissão criada para analisar os atos secretos do Senado que foram utilizados para nomear parentes, amigos, criar cargos e aumentar salários devem entregar nesta terça-feira o resultado das investigações ao primeiro-secretário da Casa, Heráclito Fortes (DEM-PI).
Como o senador foi submetido na sexta-feira a uma cirurgia de redução de estômago, em São Paulo, os servidores devem se deslocarão até a capital paulista.
O material é mantido em sigilo e não foi repassado para a presidência do Senado. Os técnicos realizam um levantamento dos atos publicados secretamente nos BAPs (Boletins Administrativos de Pessoal), com ênfase em denúncias reveladas nos últimos dias.
Integrantes da comissão avaliam que os atos sigilosos podem chegar a mais de 500 nos últimos 14 anos. O levantamento dos dados é complexo diante do tamanho do período em que os atos foram publicados secretamente --referente ao tempo em que Agaciel Maia esteve à frente da diretoria-geral da Casa.
O presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), determinou a publicação separada identificando todos os atos que foram mantidos em sigilo. Segundo a assessoria de Sarney, no entanto, não há previsão sobre quando a documentação será disponibilizada.
Reportagem da Folha afirma que o Senado tornou permanentes, por meio de atos secretos, adicionais salariais para um grupo seleto de servidores e reajustou o valor do auxílio-alimentação de forma retroativa.
O presidente da Casa também foi envolvido nas denúncias. Um desses atos teria nomeado sua sobrinha Vera Portela Macieira Borges para um cargo na Casa, fora de Brasília. Vera é filha de José Carlos de Pádua Macieira, irmão de Marly Sarney, mulher do presidente.
Alta
Segundo assessores de Heráclito, o senador passa bem e se recupera em um dos quartos do hospital Sírio-Libanês. A previsão é de que ele receba alta médica nesta quarta-feira.
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Então, como diz o Dep. Ronaldo Caiado, isto é uma atitude eleitoreira, que era condenada pelo próprio presidente Lula quando era somente um sindicalista.
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