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Brasil
16/06/2009 - 18h51

Sarney diz a colegas que reduzirá poderes da diretoria-geral do Senado

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MÁRCIO FALCÃO
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Em conversas com senadores após o discurso na tribuna do plenário, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), assegurou que pretende apresentar nos próximos dias medidas administrativas como resposta à crise provocada pela edição de atos secretos na Casa. Sarney disse a um grupo de senadores que estuda anunciar um corte de 40% nos gastos da instituição.

O peemedebista ainda pretende reduzir os poderes da diretoria-geral do Senado para evitar que o órgão concentre os poderes administrativos da Casa.

Sarney também quer repassar à Mesa Diretora os poderes sobre assuntos administrativos que atualmente estão concentrados nas mãos do diretor-geral.

Em 1996, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) sugeriu à Mesa Diretora o fortalecimento da diretoria-geral, o que provocou o acúmulo de poderes nas mãos de Agaciel Maia --ex-diretor-geral do Senado que ficou por 14 anos no cargo.

Na tentativa de preservar a imagem do Senado, senadores do governo e da oposição também sugeriram a Sarney novas medidas administrativas. A principal proposta é transferir ao plenário da Casa a escolha do diretor-geral, apresentada pelo PSDB.

Pela tradição, cabe ao presidente do Senado indicar o diretor-geral, mas os tucanos agora querem que a escolha seja submetida à votação no plenário. Senadores querem evitar que o servidor que concentra o maior poder administrativo da Casa tenha ligação direta e exclusiva com o presidente.

"O senhor Agaciel Maia tem um fã-clube, conquistado com gratificações, distorções salariais. Essa distorção se manifesta com a possibilidade de ficar por longo tempo no poder o diretor-geral, criando raízes, criando forças. A sugestão da bancada do PSDB é que se mantenha como direito do presidente da Casa indicar o diretor-geral. Mas o nome do diretor teria que passar pelo crivo do Senado Federal, teria que ser votado aqui entre nós", disse o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM).

Outra proposta apresentada pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP) sugere a publicação na internet dos nomes de todos os funcionários do Senado e os respectivos salários, além do controle de ponto eletrônico público para dar transparência à instituição.

O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), defendeu a extinção de servidores terceirizados e uma revisão nos contratos. "Temos que preservar a instituição. É preciso fazer uma reforma dura na estrutura da Casa e diminuir ao máximo o número de servidores terceirizados e revisar todos os contratos terceirizados que estão firmados. É uma pena que não possamos reduzir ainda o número de servidores concursados", afirmou.

Segundo Agripino, a reforma administrativa precisa ser mais ampla do que o enxugamento das diretorias da Casa sugerido pela FGV. Estudo apresentado pela FGV recomenda a redução das atuais 41 diretorias para sete. Mas o Senado estuda manter o número de diretores em 10 ou 15.

Comentários dos leitores
Cassio Tavares (739) 04/12/2009 18h18
Cassio Tavares (739) 04/12/2009 18h18
Na imprensa alemã hoje - No primeiro dia de sua viagem à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi tratado como estrela da política internacional em reportagens na imprensa local.
O prestigioso jornal Süddeutsche Zeitung se referiu a Lula como "superstar" em uma reportagem que afirma que o Brasil é festejado sob seu governo, como se só agora o país tivesse sido descoberto pelo resto do mundo.
O texto diz ainda que o presidente brasileiro tem um alto índice de aceitação não somente entre os próprios brasileiros, mas também por parte de políticos de outros países.
O jornal econômico Handelsblatt disse que Lula chega à Alemanha para conversar com a chanceler Angela Merkel "de igual para igual".
No artigo intitulado Lula não vem como pedinte, o periódico afirma que o Brasil é um país desejado pelos investidores, e que a líder alemã corteja, por isso, o país em nome do setor econômico alemão.
'Milagre econômico'
Já o conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) diz que Lula chega à Alemanha como representante de uma "nova terra do milagre econômico" que "ultrapassou os tremores da crise global com uma velocidade impressionante".
Na reportagem intitulada Um visitante autoconfiante, o FAZ lembra que as empresas brasileiras estão, em muitos setores, na ponta do que há de melhor internacionalmente e que o "capital estrangeiro tem entrado no Brasil como nunca antes", o que faz do real "uma das moedas mais fortes do mundo".
O jornal diz ainda que o Brasil
sem opinião
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Marcos Carneiro (40) 04/12/2009 12h39
Marcos Carneiro (40) 04/12/2009 12h39
Estamos nos dirigindo para o caos. Um ministro que assim como seu chefe abre a boca arrogantemente prá falar baboseiras, mostra o nível de "gente" a que o país está entregue. Falar mal da classe produtora responsável pela produção de alimentos para o país e por grande parte da pauta de exportação parece piada, de muito mau gosto por sinal. Tudo bem Senhor Ministro que vocês tenham que defender essa enganação eleitoreira a todo custo, como forma de se manterem na mídia (2010 está chegando). A sua leviana acusação me deixou intrigado com uma coisa... Será que são os produtores rurais os responsáveis pela real escravização da população de baixa renda urbana que sobrevive em favelas, sem ter direito as necessidades básicas de saúde, educação, segurança, (leia-se tripé da enganação nas eleições) que se obriga a receber o mísero valor da tal "bolsa" para escapar da morte por pura incompetência desse mesmo governo? Senhor ministro, no campo (excluindo-se alguns assentamentos sustentados pelo governo) ainda se vive bem, tem-se emprego, produz-se o que se come, e não se vê ninguém acorrentado ou obrigado a fazer aquilo que não quer. Quem produz tudo o que se consome nesse país e em muitos outros são os produtores rurais, e estes merecem todo o nosso respeito e principalmente do governo. Mudem seus discursos, já estão ultrapassados há muito tempo, deixem de se acharem os "salvadores da pátria" o povo brasileiro é um povo bom e não merece viver de pão e circo como vocês desejam. 1 opinião
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Coitadinha da Srª Katia Abreu, chorou na tribuna"
Qdo ele ajuda a desapropiar terras, dos pequenos lá em tocantins, e incorpóra ao seu patrimonio, ai ele sorri né!
Vai vendo, tem uma Katia senadora, e outra ruralista, athá, sem nenhum interece, umm dá até para acretitar.
1 opinião
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