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Brasil
16/06/2009 - 19h15

Após escândalo dos atos secretos, Senado tira sobrinha de Sarney de gabinete de Delcídio

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), vai afastar dos quadros do Senado sua sobrinha Vera Portela Macieira Borges, lotada no gabinete do senador Delcídio Amaral (PT-MS). Em conversa com o petista nesta terça-feira, Sarney disse que vai devolver a sobrinha para o Ministério da Agricultura, órgão no qual ela é servidora de carreira. Vera Borges havia sido cedida ao Senado após pedido de Sarney para Delcídio.

11.mar.2009/Folha Imagem
Na tribuna do Senado, Sarney diz que é injustiçado e que falta respeito à sua história
Na tribuna do Senado, Sarney diz que é injustiçado e que falta respeito à sua história

"Ele disse para mim que vai devolvê-la para o ministério", afirmou Delcídio. O senador saiu em defesa da funcionária ao afirmar que Vera Borges exercia suas funções adequadamente. "Ela é funcionária de carreira do ministério, não é uma paraquedista que parou aqui", disse.

Delcídio afirmou que Vera Borges trabalha em seu gabinete, em Mato Grosso do Sul, com assinatura de ponto diário para comprovar as horas trabalhadas. Reportagem da Folha afirma que a sobrinha de Sarney, apesar de ser oficialmente funcionária da presidência, estava lotada no gabinete de Delcídio, em Campo Grande.

O caso foi divulgado pelo jornal "O Estado de S. Paulo", que revelou ainda o salário (R$ 4,6 mil) da sobrinha de Sarney. De acordo com a reportagem, funcionários de gabinete de Delcídio disseram não conhecer Vera Portela Macieira Borges.

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Vera é filha de José Carlos de Pádua Macieira, irmão de Marly Sarney, mulher do presidente. Súmula do STF (Supremo Tribunal Federal) proíbe a nomeação de "parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau". Sarney estava na presidência do Senado quando a sua sobrinha foi nomeada como assistente parlamentar.

Segundo a Folha, o peemedebista também utilizou os atos secretos para nomear a mãe de um dos seus netos para trabalhar no gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA). Rosângela Terezinha Gonçalves foi contratada depois que seu filho, João Fernando Sarney, teve que ser exonerado após a edição da súmula do Supremo que proibiu o nepotismo nos Três Poderes. O pai de João é Fernando Sarney, filho do presidente do Senado.

Comentários dos leitores
Gladimir Guimarães Granada (9) 27/11/2009 20h25
Gladimir Guimarães Granada (9) 27/11/2009 20h25
O Sr. Sarney deveria ter chamado uma ambulância do SUS, se dirigido a um pronto socorro público e aguardado o atendimento na fila, como fazem todos os brasileiros que não dispõem de tanta mamata. Um trabalhador honesto, tem de passar por tudo isso, enquanto estes inúteis têm todo um aparato a sua disposição. Mas o que não foi dito, é que sua indisposição decorreu de uma mordida na língua, dissipando uma dose de veneno. sem opinião
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JOÃO RAMOS LOPES RAMOS (38) 27/11/2009 17h20
JOÃO RAMOS LOPES RAMOS (38) 27/11/2009 17h20
RENOVAÇÃO ABSOLUTA.
Concordo que precisamos renovar, e faz sentido fazer uma renovação total ou absoluta como dizem alguns.
"RENOVAÇÃO ABSOLUTA", só faz sentido se anularmos a eleição, e para anularmos a eleição, basta "votar 90" nas próximas eleições para todos os cargos majoritários, ou seja, para presidente e governadores. Anulada a eleição majoritária, as demais serão prejudicadas, ou seja, serão anuladas também. Exerça o seu voto para mostrar a sua força e o seu poder, pois o poder, como diz a nossa constituição, "emana do povo e em seu nome é exercido". Faça valer o seu direito, votando nulo nas próximas eleições. Quem sabe assim, você ajuda a consertar este País que tanto amamos.
Ramos
sem opinião
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Luciano Filgueiras (81) 27/11/2009 17h15
Luciano Filgueiras (81) 27/11/2009 17h15
Como a Monarquia já acabou no Brasil, seria uma ótima oportunidade para o nosso "Rey Sarney" não sair mais dos seus aposentos... sem opinião
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