Brasil
17/06/2009 - 11h32

Governistas e oposição fecham acordo para instalar CPI da Petrobras no dia 30

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O impasse entre governo e oposição sobre a instalação da CPI da Petrobras deve ser resolvido em breve. Reunidos na noite de ontem no cafezinho do Senado, líderes do PSDB, DEM e PMDB acertaram que o início dos trabalhos da comissão será no dia 30 de junho, com a eleição do presidente e do relator.

A data foi escolhida pelos governistas que alegaram que o Senado pode passar por uma espécie de recesso branco na próxima semana por causa da participação de alguns parlamentares nas festividades de São João, que ocorrem no Nordeste.

O entendimento entre governo e oposição foi motivado pela sinalização do líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), de que pretende devolver aos governistas a relatoria da CPI das ONGs.

"Nós queríamos na próxima semana. Eles sugeriram que é melhor esperar pelas festas juninas porque muitos parlamentares ficam fora do Senado, há uma redução no ritmo de trabalho já tradicional. Nós achávamos que não precisava esperar, mas tudo bem. Disseram então dia 4 de julho. Fui olhar no calendário, era um sábado. Então voltei e falei que era melhor ser no dia 30", disse Virgílio.

Segundo o tucano, a relatoria da CPI das ONGs deve ser entregue na próxima semana ao senador Inácio Arruda (PC do B-CE). A base aliada do governo condicionava a efetiva criação da CPI da Petrobras à recondução de Arruda para a relatoria da CPI das ONGs.

Heráclito Fortes (DEM-PI) nomeou o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) como relator da comissão depois de Arruda virar suplente da CPI das ONGs para assumir uma vaga de titular na CPI da Petrobras. Pelo regimento do Senado, a relatoria de uma comissão só pode ser ocupada por um membro titular.

Ao perceberem que o PSDB ficou com a relatoria, os governistas tornaram o senador novamente titular da CPI das ONGs, mas Heráclito não quis reconduzi-lo ao cargo. A oposição sinalizou, porém, que pode abrir mão da relatoria se os governistas se comprometerem em instalar a CPI da Petrobras.

Disputa

Com o entendimento sobre a data da instalação, os governistas devem retomar as discussões sobre a indicação do relator e presidente da CPI que vai investigar a estatal. O líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), ainda não foi convencido a liberar a indicação do líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), para a relatoria.

Segundo interlocutores de Renan, ele teria vetado entregar o cargo mais cobiçado da CPI ao correligionário porque seu nome foi lançado pelo líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP). Além disso, pesaria contra Jucá o fato de ser um fiel aliado do Palácio do Planalto no Senado.

Comentários dos leitores
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
A oposição recomeçou o processo de privatização da Petrobras, antes mesmo de chegar ao poder.
Saudações
Dario
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Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Pela reportagem de valdo cruz, de 04.09.09, ver-se claaramente que a petrobrás não pertence mais ao brasil. Não tem ações ordinárias, (poder de voto) nem preferenciais, (nem lucra com ela). Isso bate com o que dilma falou, o pré-sal não trará benefícios para o brasil, ou seja o que produzir vai lá pra fora. Então pra que ficarem com essa balela de petróleo, que já não é mais nosso, se ele só traz mais dor de cabeça para a população? Esse governo não entende que preços altos só implica em pagamento de rendimentos para os acionistas e nenhum benefício para o país?
PETROBRÁS NÃO É BRASILEIRA= VALE, entre outras.
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Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
A nossa apatia com as tais CPIs tem fundamento porque, aqueles que estão no poder, movimentam todos os instrumentos para brecarem qualquer investigação.
Por isso, presido uma associação que aciona o Ministério Público. Sempre aconselhamos os políticos que desejam apurar irregularidades a fazerem o mesmo. E foi isso que o senador Álvaro Dias fez.
Ele entregou 18 representações à Procuradoria-Geral da União, contra a Petrobras. Os documentos apontam irregularidades cometidas pela atual administração da estatal e algumas de suas subsidiárias.
Infelizmente, não conseguimos extinguir o foro privilegiado.
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