Grupo de senadores pede demissão de diretor-geral e propõe pacote moralizador a Sarney
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Um grupo de nove senadores elaborou nesta quarta-feira um documento com propostas de mudanças na estrutura do Senado Federal como resposta à crise política que atinge a instituição. Os parlamentares vão buscar o apoio de outros senadores, mas prometem apresentar o documento ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), até o final desta semana.
Os senadores esperam que Sarney adote as medidas sugeridas no texto até, no máximo, a semana que vem. Entre as sugestões, está a demissão do diretor-geral do Senado, Alexandre Gazineo, responsável por assinar parte dos atos secretos editados pela instituição nos últimos anos ao lado de Agaciel Maia, ex-diretor-geral. Os parlamentares também sugerem que o nome do novo diretor-geral seja aprovado pelo plenário.
"Estamos incomodados com essa situação e elaboramos um documento com sugestões ao senador José Sarney com prazo para que ele possa executar essas medidas até a semana que vem", disse o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).
Além de Cristovam, integram o grupo os senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Pedro Simon (PMDB-RS), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Arthur Virgílio (PSDB-AM), Tião Viana (PT-AC), Sérgio Guerra (PSDB-PE), Renato Casagrande (PSB-ES) e Demóstenes Torres (DEM-GO).
Os parlamentares negam a classificação de "grupo ético" e preferem se intitular de "grupo patriótico interessado em discutir o Senado". Os senadores reivindicam, além de mudanças na direção da Casa, investigações conduzidas por um órgão externo do Senado sobre os atos secretos editados nos últimos 14 anos.
"A investigação tem que ser feita por uma entidade externa. Pode ser a Polícia Federal, o Ministério Público, o Tribunal de Contas da União. Eu pessoalmente acho que a Polícia Federal pode ser convidada porque tem competência para isso", afirmou Cristovam em oposição a Sarney, que ontem criticou a participação de entidades externas nas investigações.
Jarbas, por sua vez, criticou o fato de Sarney defender apenas investigações internas sobre os atos secretos. "Quem botou o Agaciel Maia [ex-diretor-geral do Senado] e agora não quer a Polícia Federal. Temos que parar essa história de ter dois pesos e duas medidas aqui", afirmou.
Medidas
O grupo ainda cobra a apresentação de uma proposta de reforma administrativa no Senado, a meta de redução no quadro de pessoal da instituição e a eliminação de "vantagens acessórias" do mandato parlamentar. Outro pedido é a realização de reunião mensal, no plenário da Casa, para a definição da pauta de votações do mês subsequente e a votação de medidas administrativas.
Os senadores solicitam também a realização de auditoria externa para analisar todos os contratos firmados pela Casa. O grupo, porém, se mostrou contrário a um eventual afastamento de Sarney da presidência do Senado. "Para mim, ficar ou não ficar é irrelevante. O importante é dar rumo à Casa, o que ele [Sarney] não consegue", disse Jarbas.
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O prestigioso jornal Süddeutsche Zeitung se referiu a Lula como "superstar" em uma reportagem que afirma que o Brasil é festejado sob seu governo, como se só agora o país tivesse sido descoberto pelo resto do mundo.
O texto diz ainda que o presidente brasileiro tem um alto índice de aceitação não somente entre os próprios brasileiros, mas também por parte de políticos de outros países.
O jornal econômico Handelsblatt disse que Lula chega à Alemanha para conversar com a chanceler Angela Merkel "de igual para igual".
No artigo intitulado Lula não vem como pedinte, o periódico afirma que o Brasil é um país desejado pelos investidores, e que a líder alemã corteja, por isso, o país em nome do setor econômico alemão.
'Milagre econômico'
Já o conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) diz que Lula chega à Alemanha como representante de uma "nova terra do milagre econômico" que "ultrapassou os tremores da crise global com uma velocidade impressionante".
Na reportagem intitulada Um visitante autoconfiante, o FAZ lembra que as empresas brasileiras estão, em muitos setores, na ponta do que há de melhor internacionalmente e que o "capital estrangeiro tem entrado no Brasil como nunca antes", o que faz do real "uma das moedas mais fortes do mundo".
O jornal diz ainda que o Brasil
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Qdo ele ajuda a desapropiar terras, dos pequenos lá em tocantins, e incorpóra ao seu patrimonio, ai ele sorri né!
Vai vendo, tem uma Katia senadora, e outra ruralista, athá, sem nenhum interece, umm dá até para acretitar.
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