Brasil
17/06/2009 - 20h44

Para ANJ, decisão do STF sobre diploma de jornalista consagra o que já acontece na prática

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O fim da obrigatoriedade do diploma para jornalista, determinado hoje pelo STF (Supremo Tribunal Federal), foi bem recebido pela ANJ (Associação Nacional dos Jornais). O diretor do Comitê de Relações Governamentais da entidade, Paulo Tonet Camargo, afirmou que a Suprema apenas oficializou o que já ocorria na prática.

Segundo Camargo, a ANJ não é contrária ao diploma nem à formação do jornalista, mas avalia que a obrigatoriedade do diploma fere a liberdade de expressão. "A decisão consagra no Direito o que já acontecia na prática. O número de profissionais era pequeno sem ser jornalista. A ANJ é a favor do curso de jornalismo, mas o que se discutia aqui era o diploma como pré-requisito", afirmou.

Para o representante da ANJ, o diploma é importante, mas não fundamental para o exercício da profissão. "É importante que existam os cursos de jornalismo, mas avaliamos que o exercício do trabalho nas redações e nos meios de comunicação não deve ser exclusivo de jornalistas com diploma", disse.

O argumento utilizado pela maioria dos ministros do STF segue o entendimento da ANJ. O presidente do STF, Gilmar Mendes, que relatou a matéria, destacou que a exigência do diploma não garante qualidade aos profissionais. "A formação específica em cursos de jornalismos não é meio idôneo para evitar eventuais riscos à coletividade ou danos a terceiros", afirmou.

Mendes disse ainda que o diploma para a profissão de jornalista não garante que não haverá danos irreparáveis ou prejudicar direitos alheios.

"Quando uma noticia não é verídica ela não será evitada pela exigência de que os jornalistas frequentem um curso de formação. É diferente de um motorista que coloca em risco a coletividade. A profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, advocacia nesse sentido por não implicar tais riscos não poderia exigir um diploma para exercer a profissão. Não há razão para se acreditar que a exigência do diploma seja a forma mais adequada para evitar o exercício abusivo da profissão", disse.

Comentários dos leitores
Claudio Rocha (238) 09/11/2009 02h50
Claudio Rocha (238) 09/11/2009 02h50
Precisamos definir que parte da imprensa deve ter liberdade, aquela que noticia fatos doa em quem doer ou aquela imprensa onde os donos interferem de forma casuistica nas redaçoes de forma a proteger alguns e demonizar outros. Porque convenhamos aqui em São Pualo é muito notorio que a liberdade de imprensa é uma falacia,onde a maioria da chamada grande midia esta a serviço do PSDB/DEM e abre espaço para qualquer polemica que possa desgastar o governo Lula. Aqui em São Paulo parlamentar de oposição ao governador esta fadado ao esquecimento se depender da grande midia que não abre qualquer espaço a estes, e, faça o governador o que fizer como disse o o ex-min.Ricupero, a midia paulista age bem no estilo: o que é bom agente mostra o que é ruim agente esconde....essa é a democracia e a liberdade que a grande midia defende.... sem opinião
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Claudio Rocha (238) 09/11/2009 01h56
Claudio Rocha (238) 09/11/2009 01h56
a imprensa deve ser livre sobre qualquer hipotese, contudo essa imprensa deveria ser plurarista de forma a presservar nas redações uma postura livre e isenta de paixões casuisticas. A imprensa cabe informar, não cercar e direcionar o cidadão comum a favor de alguma sigla partidaria. Mesmo sendo uma utopia defendo uma imprensa que respeite o direito do cidadão formar opinião através de informações que espelhem a realidade dos fatos beneficie ou prejudique quem quer que seja..Nos estados unidos que tanto gostam de copiar a imprensa dá suas opiniões mas deixa bem claro a todo o povo americano qual suas preferencias partidarias . E isso é o minimo que um jornalismo considerado ético pode fazer para o bem da verdadeira democracia. 1 opinião
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Saulo Mundim Lenza (600) 07/11/2009 18h06
Saulo Mundim Lenza (600) 07/11/2009 18h06
A liberdade de imprensa é imprescindivel para a consolidação da democracia no Brasil.
Não importa se alguém tenha azia ou medo.
2 opiniões
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