Entidades celebram fim da "camisa-de-força" no jornalismo
da Folha de S.Paulo, em SP e Brasília
A decisão do Supremo Tribunal Federal que revogou a obrigatoriedade do diploma de jornalista foi criticada pela Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) e pela ABI (Associação Brasileira de Imprensa), mas elogiada pela ANJ (Associação Nacional de Jornais) e pela Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV).
Segundo o diretor do comitê de relações governamentais da ANJ, Paulo Tonet Camargo, não se trata de discutir a importância dos cursos de jornalismo na formação dos profissionais. "A ANJ vê a decisão do Supremo como entendimento de que os cursos não são pressupostos para o exercício do jornalismo", completou. Para Tonet, "a decisão consagra no direito o que já acontecia na prática, ou seja, não modifica a situação atual. A ANJ continua prestigiando os cursos de jornalismo e reconhecendo a validade do diploma de jornalismo. Mas o que estava em jogo no Supremo era o diploma como pré-requisito para o exercício da profissão".
Daniel Pimentel Slaviero, da Abert, disse que a decisão é uma demonstração da liberdade de expressão: "Continuamos a entender que o diploma e o desenvolvimento dos cursos de jornalismo continuam sendo importantes, mas a Abert via [a obrigatoriedade do diploma] como uma camisa-de-força".
Durante a sessão, o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, argumentou que "essa exigência do diploma na verdade afastava da imprensa políticos e intelectuais que se colocavam contrariamente ao regime vigente [ditadura]... Não fazemos apologia contra a atividade educacional regular, mas não podemos fechar os olhos à capacidade das pessoas de se qualificarem para essa atividade que exige conhecimento multidisciplinar".
Críticas
O presidente da ABI, Maurício Azêdo, disse que a entidade "lamenta [o resultado] e considera que esta decisão expõe os jornalistas a riscos e fragilidades e entra em choque com o texto constitucional".
Azêdo disse que "a ABI espera que as entidades de jornalistas, à frente a Federação Nacional dos Jornalistas, promovam gestões junto às lideranças do Congresso Nacional para restabelecer aquilo que o Supremo está sonegando à sociedade, que é um jornalismo feito com competência técnica e alto sentido cultural e ético".
"Foi um desastre [a decisão]. Mas a categoria vai continuar lutando por algum tipo de regulamentação que nos dê dignidade, que hoje [ontem] nos foi furtada", afirmou Sérgio Murillo de Andrade, presidente da Fenaj, após o julgamento.
"Este é um duro golpe na qualidade da informação jornalística e na organização de nossa categoria, mas nem o jornalismo nem o nosso movimento sindical vão acabar, pois temos muito a fazer em defesa do direito da sociedade à informação", acrescentou Murillo.
Segundo nota da Fenaj em seu site, a decisão "pôs fim a uma conquista de 40 anos dos jornalistas e da sociedade brasileira". A executiva da instituição se reúne hoje para discutir a alteração e traçar estratégias.
| Arte/Folha | ||
![]() |
Leia mais notícias sobre diploma de jornalista
- Supremo derruba exigência do diploma para jornalistas
- Leia íntegra do voto de Gilmar Mendes sobre exigência do diploma de jornalista
- Mendes compara jornalista a cozinheiro e vota contra exigência de diploma
Outras notícias sobre política em Brasil
- Oposição a Serra é derrotada em sessão de estreia de CPI
- Duas pessoas morrem em confronto entre sem-terra e caminhoneiros em MT
- Paulo Bernardo promete deferir pedidos de anistia até novembro; Tarso Genro critica legislação
Especial



avalie fechar
O objetivo é a manipulação dos meios de comunicação social para o estabelecimento do "Estado do Lulla Absoluto".
O que resta do Partido dos Trabalhadores transformou o Partido do Lulla em Governo do Lulla e tenta aparelhar todas as instituições a fazer o "Estado do Lulla." E está conseguindo fazer essa fusão ou confusão interesseira e inconstitucional. "O estado sou eu" ...
Daí essa prioridade em calar o Jornal O Estado de S. Paulo e tentar submeter as empresas jornalísticas brasileiras à doutrina bolivariana de totalitarismo populista. Lulla não suporta críticas ao seu modo de administrar o desgoverno de apaniguados "que aí está". Não tolera denúncias de corrupção e farra com os nossos tributos, pois quer porque quer poder absoluto para decidir o que certo e o que é errado sem qualquer comentário da imprensa. Sem qualquer fiscalização do Tribunal de Contas da União ou qualquer investigação jornalística. Enfim, deseja reinar absoluto sem que haja acompanhamento dos donos do dinheiro!
avalie fechar
avalie fechar