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Brasil
18/06/2009 - 20h44

Lula prorroga para dia 25 vetos à MP que regulariza posse de terras na Amazônia

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou hoje a ministros que só deve anunciar vetos aos dispositivos da medida provisória 458, que regulariza a posse de terras na Amazônia, no próximo dia 25 --prazo final para o governo sancionar a MP. O presidente se reuniu por mais de três horas com a cúpula do governo, ministros das áreas rural e ambientalista, além de discutir o texto com líderes governistas no Congresso.

O presidente recebeu explicações técnicas dos dois lados, fez uma avaliação das mudanças feitas no texto pelo Congresso e começou a discutir as sugestões de veto que tem recebido. A expectativa é que mais uma rodada de negociações ocorra na próxima semana.

O ministro Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) propôs ao presidente o veto dos incisos 2 e 4 do art. 2º, que autorizam a regularização de terras ocupadas por prepostos e do artigo 7º, que permite a transferência de terras da União para pessoas jurídicas após três anos.

O ministro disse que o presidente não fez nenhuma sinalização do que pretende derrubar da matéria, mas afirmou que a avaliação sobre o teor geral da medida é positiva. "Trabalhamos com o veto de um ou outro artigo, mas o entendimento do governo é que, no fundamental, o espírito da MP está preservado. Essa MP, basta ler com atenção e com responsabilidade é a MP do fim da grilagem", afirmou.

O texto aprovado permite a legalização de 67,4 milhões de hectares de terras públicas da União na Amazônia, para doação ou venda sem licitação, até o limite de 1.500 hectares. Empresas que ocuparam terras públicas até 2004 também terão direito às propriedades. Os donos das terras poderão revendê-las três anos após a concessão dos títulos, no caso de imóveis médios e grandes. Os pequenos poderão ser vendidos após dez anos.

Após a votação da matéria no Congresso, petistas e tucanos assinaram um documento que foi encaminhado ao presidente Lula defendendo o veto aos artigos 3 artigos: 2º, 7º e 13º da MP. Os partidos deixaram a tradicional rivalidade de lado e trabalham para convencer o governo a impedir a venda dos terrenos no período de dez anos após a regularização, assim como a possibilidade de pessoas que não ocupam diretamente as terras serem beneficiadas.

Os partidos defendem o veto ao artigo que prevê apenas uma declaração do ocupante da terra como requisito para a regularização fundiária e a realização de vistorias nas pequenas propriedades rurais antes de conceder a regularização da terra.

Comentários dos leitores
SOBERANIA EM DESTAQUE.
Ao invés de estarmos agora em 2009 discutindo possíveis candidatos e candidatas que disputarão a Presidência da República somente no último semestre de 2009 deveríamos sim aprofundar o debate na questáo da Segurança Nacional.Em primeiro lugar esperava-se que tal discussão. tão relevante para o presente e futuro do nosso país.nascesse no Poder Executivo e permeasse os integrantes dos demais poderes em especial o poder legislativo Federal e dai se alastrasse permeando as forças vivas da Nação como Imprensa,Rádio e demais veículos de comunicação.A hora é agora e o momento é somente nosso. É triste vermos que tal iniciativa já ocorre lá fora:como fez o NEW YORK TIMES que pergunta em uma reportagém: de quem seria a amazônia?ACORDA BRASIL...vamos fazer antes a lição de casa enquanto há tempo...
sem opinião
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Luís da Velosa (1327) 28/10/2009 17h44
Luís da Velosa (1327) 28/10/2009 17h44
O MST bem que poderia se mirar no Greenpeace. Protesta, é certo e insofismável, mas dentro da lei, sem armas e sem o espectro da ignorância. Considero esse movimento pacífico, que parece radical, mas, só na defesa da vida, que o meio ambiente sustenta à solavancos. Um exemplo a ser seguido, sem medo e sem a vergonha de se ser humano. sem opinião
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jose ortega (1) 17/10/2009 08h02
jose ortega (1) 17/10/2009 08h02
O que realmente falta para nossos governantes em relação a Amazonia e o desmatamento no Brasil e ter compotencia, pulso firme e não ter interesse em proteger certos patrocinios para futuras campanhas politicas. 1 opinião
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