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Brasil
19/06/2009 - 08h17

Evento em SP reúne empresários e membros do PT contra MP que regulariza terras na Amazônia

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RICARDO MIOTO
colaboração para a Folha de S.Paulo

No luxuoso hotel Transamérica, entre comidas, sucos e cadeiras estofadas, o Instituto Ethos reuniu desde empresários até membros do PT e da CUT. Lá, foi anunciado que se pretende processar criminalmente todos que tentarem se beneficiar da medida provisória 458, que regulariza terras na Amazônia. Além disso, o chefe de gabinete do Ministério do Meio Ambiente, Ivo Bucaresky, afirmou que a bancada ruralista faz "terrorismo" com as bases agrícolas e falsifica mapas.

"[Devemos citar] a tentativa feita por setores reacionários de alterar o código florestal. A bancada ruralista começou um movimento violento e terrorista, fazendo terrorismo para a base agrícola do país dizendo que nós íamos acabar com a agricultura. Falsificaram mapas para isso", disse Bucaresky.

"Vamos mostrar quais foram as distorções do mapa apresentado. Ele dizia que não havia mais espaço para a agricultura brasileira, que se a legislação ambiental fosse feita completamente ela acabaria."

Os mapas se referem a "um estudo apresentado por um técnico da Embrapa". E as alas ruralistas tem influência nisso? "Com certeza, ele foi distorcido com objetivos políticos."

Outro a falar foi Roberto Smeraldi, presidente da ONG Amigos da Terra. A organização processará criminalmente, junto com o Ministério Público, todos que pedirem regularização de terras por causa da MP. Ela trata sobre a posse de terras antes públicas --e agora ocupadas-- na Amazônia.

"É para desestimular o pessoal", diz Smeraldi. "Teremos que usar algumas brechas."

A brecha é uma legislação de março de 2006. Ela estabelece como crime o desmatamento em terras públicas. "Ao entrar com a ação, o cara está reconhecendo que aquilo era terra pública e que ele desmatou. Então ele pode ganhar o título [da terra], mas pode ir pra cadeia."

"Essas pessoas vão se entregar. Ao pedir a regularização, elas vão chamar uma ação criminal", diz Smeraldi. Eles pretendem usar imagens de satélite para saber quem desmatou depois de 2006.

Ele disse ainda que a ONG entrou ontem com uma ação no Supremo Tribunal Federal defendendo a incostitucionalidade do decreto presidencial de maio que reduz o valor pago por empreendimentos que causem impacto ambiental.

Segundo a organização, 800 pessoas foram ao ato público pelo veto à "MP da grilagem".

Comentários dos leitores
SOBERANIA EM DESTAQUE.
Ao invés de estarmos agora em 2009 discutindo possíveis candidatos e candidatas que disputarão a Presidência da República somente no último semestre de 2009 deveríamos sim aprofundar o debate na questáo da Segurança Nacional.Em primeiro lugar esperava-se que tal discussão. tão relevante para o presente e futuro do nosso país.nascesse no Poder Executivo e permeasse os integrantes dos demais poderes em especial o poder legislativo Federal e dai se alastrasse permeando as forças vivas da Nação como Imprensa,Rádio e demais veículos de comunicação.A hora é agora e o momento é somente nosso. É triste vermos que tal iniciativa já ocorre lá fora:como fez o NEW YORK TIMES que pergunta em uma reportagém: de quem seria a amazônia?ACORDA BRASIL...vamos fazer antes a lição de casa enquanto há tempo...
sem opinião
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Luís da Velosa (1327) 28/10/2009 17h44
Luís da Velosa (1327) 28/10/2009 17h44
O MST bem que poderia se mirar no Greenpeace. Protesta, é certo e insofismável, mas dentro da lei, sem armas e sem o espectro da ignorância. Considero esse movimento pacífico, que parece radical, mas, só na defesa da vida, que o meio ambiente sustenta à solavancos. Um exemplo a ser seguido, sem medo e sem a vergonha de se ser humano. sem opinião
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jose ortega (1) 17/10/2009 08h02
jose ortega (1) 17/10/2009 08h02
O que realmente falta para nossos governantes em relação a Amazonia e o desmatamento no Brasil e ter compotencia, pulso firme e não ter interesse em proteger certos patrocinios para futuras campanhas politicas. 1 opinião
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