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Brasil
21/06/2009 - 10h14

Ato secreto era intencional, reforça servidora do Senado

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da Folha de S.Paulo, em Brasília

Mais um servidor do Senado confirmou a versão do chefe de serviço de publicação de boletim de pessoal da Casa, Franklin Paes Landim, de que partiam dos ex-diretores Agaciel Maia (Diretoria-Geral) e João Carlos Zoghbi (Recursos Humanos) as ordens para que determinados atos administrativos não fossem publicados para esconder seu conteúdo.

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A servidora foi ouvida informalmente na quinta-feira à noite, antes da publicação da entrevista de Landim à Folha. O nome dela é guardado em sigilo para evitar retaliações. Ela trabalha na Secretaria de Recursos Humanos, no décimo andar, o mesmo de Landim.

O chefe de serviço de publicações dá expediente numa sala com mais de cinco pessoas que acompanham a rotina do órgão. Todos deverão ser ouvidos pela nova comissão de sindicância criada pelo presidente José Sarney (PMDB-AP) para investigar Zoghbi e Agaciel.

A entrevista de Landim e o depoimento da servidora do Recursos Humanos provocaram mudanças no relatório da primeira comissão de sindicância que havia sido criada para apurar a existência dos atos secretos. O documento foi entregue na sexta-feira, mas só será divulgado amanhã pelo primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI).

A comissão não incluiu o depoimento da servidora no relatório final porque sua atribuição foi apenas a de identificar os documentos. O que apurou além disso será repassado para a outra comissão, que irá apurar responsabilidades.

No documento deverá ser usada a expressão "atos com negação de publicidade". A expressão "atos secretos" ficará de fora. O relatório contabilizou o número de atos e não o de boletins administrativos onde eles são publicados.

Os três integrantes da comissão fizeram um pacto de não divulgar o total de atos encontrados. A Folha apurou, no entanto, que ficará entre 600 e 650. Até quinta-feira passada, haviam sido computados 623.

Franklin Paes Landim contou à Folha que Agaciel dava as ordens para ele por telefone, enquanto que Zoghbi, que despachava no mesmo andar, ia pessoalmente. Procurado, Agaciel Maia não quis comentar as declarações de Landim.

Zoghbi também confirmou, por meio do advogado, que a não publicação de alguns atos era deliberada. Segundo ele, as ordens que repassava ao servidor vinham de Agaciel. Para o Ministério Público, o fato de os atos não terem sido publicados de propósito significa que houve crime de improbidade administrativa. Para o Ministério Público, esses atos devem ser anulados imediatamente.

Após a entrevista de Landim, Sarney estimulou servidores do Senado a fazerem o mesmo. "Nós asseguramos a todos que tiverem colaborado no inquérito absoluta liberdade de o fazer, sem nenhuma represália. Quem fizer assim estará prestando um serviço ao país e ao Senado", afirmou.

Na entrevista à Folha, Landim contou que tinha uma pasta para guardar os atos que, conforme determinação dos dois diretores, não poderiam ser publicados de imediato e que alguns atos foram por "anos" mantidos em segredo. "Ele mandava guardar. Dizia: Esse você não vai [publicar]", afirmou, com relação a Agaciel.

Comentários dos leitores
Al Bismillah (3) 07/12/2009 15h38
Al Bismillah (3) 07/12/2009 15h38
Sarney para presidente. sem opinião
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Cassio Tavares (767) 04/12/2009 18h18
Cassio Tavares (767) 04/12/2009 18h18
Na imprensa alemã hoje - No primeiro dia de sua viagem à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi tratado como estrela da política internacional em reportagens na imprensa local.
O prestigioso jornal Süddeutsche Zeitung se referiu a Lula como "superstar" em uma reportagem que afirma que o Brasil é festejado sob seu governo, como se só agora o país tivesse sido descoberto pelo resto do mundo.
O texto diz ainda que o presidente brasileiro tem um alto índice de aceitação não somente entre os próprios brasileiros, mas também por parte de políticos de outros países.
O jornal econômico Handelsblatt disse que Lula chega à Alemanha para conversar com a chanceler Angela Merkel "de igual para igual".
No artigo intitulado Lula não vem como pedinte, o periódico afirma que o Brasil é um país desejado pelos investidores, e que a líder alemã corteja, por isso, o país em nome do setor econômico alemão.
'Milagre econômico'
Já o conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) diz que Lula chega à Alemanha como representante de uma "nova terra do milagre econômico" que "ultrapassou os tremores da crise global com uma velocidade impressionante".
Na reportagem intitulada Um visitante autoconfiante, o FAZ lembra que as empresas brasileiras estão, em muitos setores, na ponta do que há de melhor internacionalmente e que o "capital estrangeiro tem entrado no Brasil como nunca antes", o que faz do real "uma das moedas mais fortes do mundo".
O jornal diz ainda que o Brasil
2 opiniões
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Marcos Carneiro (40) 04/12/2009 12h39
Marcos Carneiro (40) 04/12/2009 12h39
Estamos nos dirigindo para o caos. Um ministro que assim como seu chefe abre a boca arrogantemente prá falar baboseiras, mostra o nível de "gente" a que o país está entregue. Falar mal da classe produtora responsável pela produção de alimentos para o país e por grande parte da pauta de exportação parece piada, de muito mau gosto por sinal. Tudo bem Senhor Ministro que vocês tenham que defender essa enganação eleitoreira a todo custo, como forma de se manterem na mídia (2010 está chegando). A sua leviana acusação me deixou intrigado com uma coisa... Será que são os produtores rurais os responsáveis pela real escravização da população de baixa renda urbana que sobrevive em favelas, sem ter direito as necessidades básicas de saúde, educação, segurança, (leia-se tripé da enganação nas eleições) que se obriga a receber o mísero valor da tal "bolsa" para escapar da morte por pura incompetência desse mesmo governo? Senhor ministro, no campo (excluindo-se alguns assentamentos sustentados pelo governo) ainda se vive bem, tem-se emprego, produz-se o que se come, e não se vê ninguém acorrentado ou obrigado a fazer aquilo que não quer. Quem produz tudo o que se consome nesse país e em muitos outros são os produtores rurais, e estes merecem todo o nosso respeito e principalmente do governo. Mudem seus discursos, já estão ultrapassados há muito tempo, deixem de se acharem os "salvadores da pátria" o povo brasileiro é um povo bom e não merece viver de pão e circo como vocês desejam. 10 opiniões
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