Publicidade

Publicidade
Brasil
22/06/2009 - 17h03

Simon nega chantagem e diz que Agaciel não tem nada para comprometê-lo

Publicidade

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) negou nesta segunda-feira ter sido chantageado pelo ex-diretor-geral da Casa Agaciel Maia, acusado de assinar atos secretos na instituição. O peemedebista disse que Agaciel não tem em mãos nenhuma informação que possa comprometê-lo, por isso não vê motivos para que estivesse sendo chantageado.

"Nunca na minha vida, nem em momentos da ditadura, eu fui chantageado. Se há algo que nunca me atingiu foi a chantagem. eu não fui procurado, nem direta nem indiretamente, por absolutamente ninguém por eu falar ou deixar de falar. Comigo, não tem", afirmou.

Simon disse não ter nenhuma preocupação com os atos secretos assinados por Agaciel que supostamente estariam sendo usados como chantagem para um grupo de parlamentares não defenderem punições ao ex-diretor.

"Não tenho nenhuma preocupação em relação aos atos e ao que possa acontecer. Minha vida é tranquila, eu posso defendê-la. Eu acho que estamos atingindo o limite do limite. Com toda sinceridade, estamos chegando no momento em que alguma coisa precisa ser feita."

Na opinião de Simon, o Senado está no "fundo do poço" e alguma coisa tem que ser feita na instituição. "Eu estive no interior este final de semana e não me lembro de ter visto algo tão triste. As pessoas falam com a gente com uma espécie de abraço de pesar, como se tivesse morrido alguém, o Senado Federal."

Em entrevista à colunista da Folha Mônica Bergamo, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (PSDB-AM), afirma que o ex-diretor-geral deteria informações que poderiam constranger parlamentares, como Simon, Cristovam Buarque (PDT-DF) e Eduardo Suplicy (PT-SP), ainda que não tenham feito nada de ilegal ou grave.

Cristovam admitiu ter sofrido intimidações nos últimos dias após ter assumido o comando do grupo que cobra mudanças administrativas no Senado. O grupo também pede a demissão dos ex-diretores Agaciel Maia, João Carlos Zoghbi e do atual diretor-geral, Alexandre Gazineo.

Suplicy, por sua vez, disse a Virgílio não ter sofrido nenhuma intimidação. Em discurso no plenário, o tucano afirmou que Suplicy procurou-o nesta segunda-feira para negar qualquer chantagem. O líder do PSDB disse, porém, que considera "estranho" o silêncio do plenário sobre Agaciel.

"O clima, para mim, é de abafa, de não se punir, de deixar o doutor Agaciel no ostracismo por um tempo. Começou a haver um grande silêncio no plenário. O senador [Eduardo] Suplicy [PT-SP] pediu que dissesse que não tem nenhum medo do senhor Agaciel Maia. Mas eu disse que estranhava ele, tão presente nos momentos em que se fala de corrupção, não ter abordado com firmeza essa questão", afirmou Virgílio.

Comentários dos leitores
Freddy Grandke (250) 02/02/2010 10h27
Freddy Grandke (250) 02/02/2010 10h27
"servidores que ameaçam recorrer à Justiça contra a implantação do novo sistema por meio do Sindilegis (Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas da União)".
Quer dizer que apesar de ser funcionário "público" eles não querem estar sob controle. Demitam todos e ai eles vão ver como era bom ser funcionário público.
sem opinião
avalie fechar
Washington Marques (129) 02/02/2010 09h57
Washington Marques (129) 02/02/2010 09h57
A Galera que vai trabalhar na campanha dos senadores para a releição ficaram fora do ponto eletronico. No Senado Federal, quanto maior o cargo do funcionário e do Senador, é que a fiscalização tem que ser maior, uma vez que na rede da tranbicagem peixe pequeno não entra. sem opinião
avalie fechar
Plinio Vieira Soares (2) 01/02/2010 22h54
Plinio Vieira Soares (2) 01/02/2010 22h54
É lamentavel que o ex presidente Jose Sarney nao tenha o menor apesso pela sua biografia; Um politico sem carisma, que para se manter no poder negociou com todos os governos possiveis e aceitou as maiores torpezas podia ao menos na velhice respeitar o papel de homem da transiçao democratica e nao terminar assim como uma das maiores vergonhas da classe politica.
Esta promessa de ponto eletronicao é como a de reforma administrativa no Senado, se o Senado fosse uma empresa ja teria quebrado, sua eficiencia é vergonha para os cidadãos.
Se nosso sistema politico exigisse um numero minimo de votos sem os quais nao se elegeriam um politico poderiamos ter uma camara com 500, ou com 400, ou 300 ou 200 representaantes.
O ex presidente deveria se retirar para Ilha do Calhau e rezar para que o país o esquecesse.
sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (18383)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca